A Apple estaria cogitando reentrar no setor de servidores corporativos, aproveitando os avanços em seus chips desenvolvidos para a linha Mac, que podem ser aplicados em ambientes empresariais. Os rumores indicam que o chip M8 Ultra seria o ponto de partida para este possível retorno.
Historicamente, a Apple já esteve presente no segmento de servidores. Sua atuação começou em 1993 com produtos como o Apple Workgroup Server e o Macintosh Server, que eram basicamente Macintoshes modificados para uso corporativo. No entanto, o período de maior destaque da empresa neste nicho ocorreu entre 2002 e 2011, com a linha Xserve, especificamente desenhada para atender às necessidades corporativas.
Em uma experiência passada, o autor teve contato com um Xserve, que era uma máquina tipo rack (1U) e, em suas primeiras iterações, utilizava processadores PowerPC G5. A unidade acessada pelo autor pertencia à última geração, baseada em processadores Intel Xeon. Este Xserve funcionava como sistema de armazenamento, permitindo o acesso a arquivos grandes pela rede interna, apresentando um nível de estabilidade e confiabilidade tão alto que a equipe de TI da universidade o considerava extremamente valioso.
A descontinuação oficial da linha Xserve em 2011 ocorreu, presumivelmente, porque a Apple concentrou seus esforços no consumidor final. Contudo, fontes como The Information e Reuters sugerem que a Apple está considerando voltar ao mercado de servidores empresariais, embora não esteja claro se a marca Xserve será ressuscitada.
As especulações atuais apontam que a nova linha poderia apresentar configurações com dois ou quatro chips M8 Ultra, os quais seriam conectados através da tecnologia NVLink Fusion da Nvidia. Esta tecnologia possibilita que as CPUs troquem dados em alta velocidade e com baixa latência. Nem a Apple nem a Nvidia emitiram declarações oficiais sobre o tema.
Caso o projeto avance, os novos servidores da Apple só poderiam ser lançados após 2029, data prevista para o lançamento dos supostos chips M8 Ultra. Além disso, rumores mencionam que o atual CEO da Apple, John Ternus, endossa o projeto. Entretanto, ele não detém autonomia total para aprovar o lançamento, visto que a companhia precisa analisar diversos fatores, como a aceitação desses equipamentos no mercado, considerando o histórico de preços da Apple, que sugere que eles seriam muito caros.
Apesar dos desafios, existe um potencial significativo, dado o crescimento exponencial da demanda por servidores impulsionado pela crescente adoção de serviços de Inteligência Artificial, tendência que deve se manter acelerada nos próximos anos.
