CBIC planeja expandir o uso de IA e criar um portal unificado para reduzir custos de conformidade alfandegária
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CBIC planeja expandir o uso de IA e criar um portal unificado para reduzir custos de conformidade alfandegária

O Presidente do Conselho Central de Impostos Indiretos e Alfândega (CBIC), Vivek Chaturvedi, declarou na quarta-feira planos para intensificar a aplicação de inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (ML) e análise em tempo real nos processos alfandegários. Essas medidas visam reduzir os custos de conformidade e migrar para um sistema de desembaraço predominantemente digital.

Chaturvedi observou que, graças ao uso cíclico e preditivo das tecnologias, o objetivo deve ser alcançar uma experiência quase impecável, quase digital. Uma implementação mais ampla das tecnologias permitirá reduzir a necessidade de intervenção humana e diminuir os custos transacionais para as empresas.

Além disso, ele defendeu a criação de um portal unificado que forneça informações consolidadas sobre o histórico de cumprimento de obrigações fiscais das empresas no setor de impostos indiretos. Tal registro confiável ajudará as empresas a acessar mais facilmente medidas de apoio, incluindo o programa Operador Econômico Autorizado (AEO).

O programa AEO concede o status de comerciante confiável às empresas que cumprem os padrões estabelecidos em conformidade alfandegária e segurança da cadeia de suprimentos. As empresas qualificadas recebem vários benefícios, como desembaraço de mercadorias mais rápido e redução da intervenção baseada em risco.

Áreas para fortalecer a integração dos negócios

Chaturvedi também identificou cinco áreas que o departamento alfandegário precisa fortalecer para aprofundar a integração dos negócios indianos com economias desenvolvidas. Estas incluem processos alfandegários gerenciados por tecnologia, apoio direcionado a empresas, expansão de acordos de reconhecimento mútuo (MRA), maior coordenação entre verticais de impostos indiretos e interação mais ativa com parceiros comerciais internacionais.

Ele aconselhou o departamento a adotar uma abordagem orientada a setores e clusters específicos para ajudar as empresas, especialmente os pequenos participantes do ecossistema comercial, a acessar medidas de apoio ao comércio. Quanto aos MRA, Chaturvedi enfatizou que a Índia precisa expandir sua rede com economias desenvolvidas, ao mesmo tempo em que alinha seus sistemas aos padrões internacionais. Ele informou que a Índia firmou acordos semelhantes com 11 países, e discussões com outros estão em andamento.

Os acordos MRA permitem que as autoridades alfandegárias reconheçam os programas de operadores econômicos autorizados umas das outras, concedendo benefícios às empresas qualificadas nas jurisdições parceiras. Chaturvedi também destacou a necessidade de uma coordenação mais estreita entre os órgãos de impostos indiretos e os parceiros comerciais internacionais para aumentar a confiança no ecossistema comercial indiano.

Ao mesmo tempo, ele pediu que os fabricantes utilizassem mais ativamente o esquema de importador-fabricante introduzido no orçamento da União para 2026-27. Este esquema, em vigor desde 1º de março, permite que os fabricantes qualificados importem bens sem pagar direitos aduaneiros no momento do desembaraço. O imposto pode ser pago mensalmente de acordo com as Regras de Adiamento do Pagamento de Direitos de Importação de 2016, o que ajuda as empresas a gerenciar o capital de giro.

Segundo Chaturvedi, enquanto cerca de 1000 empresas participavam do esquema, o departamento espera um aumento no número de participantes. Os requisitos de conformidade para aderir ao esquema foram reduzidos, e programas de conscientização estão planejados para estimular uma adoção mais ampla. A possibilidade de usar o benefício de importador-fabricante estará disponível até 31 de março de 2028.

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