Os jardins botânicos unem paisagismo, design, pesquisa científica e o público em uma interação estreita. Originariamente surgidos como jardins médicos e coleções privadas destinadas à classificação de plantas, eles se transformaram em instituições onde espécimes coletados em diversas regiões e zonas climáticas podiam ser cultivados e exibidos ao público.
A evolução desses jardins na sociedade levou à formação de um patrimônio arquitetônico único, que inclui estufas, conservatórios, herbários, laboratórios e, finalmente, centros para visitantes e áreas de hospitalidade. A arquitetura permanece parte integrante do jardim botânico, atuando como ferramenta de cultivo e estrutura para a organização e estudo da área da botânica.
No século XXI, o jardim botânico continua a existir como uma instituição cultural e científica cada vez mais abrangente, moldada por questões importantes relativas à biodiversidade, conservação da natureza, clima e mudanças ambientais. Enquanto os laboratórios de pesquisa e os bancos de sementes sustentam o estudo e a preservação da vida vegetal, as audiências e os espaços de exposição expandem as atividades do jardim nas áreas de educação, lazer, entretenimento e arte.
À medida que as responsabilidades programáticas e espaciais se multiplicam, o jardim assume um papel cívico mais amplo, conectando pesquisas científicas com a vida pública e as formas modernas de criação de espaços comunitários. Sua arquitetura acompanha essa expansão de escala, abrangendo tanto estruturas voltadas para a pesquisa e jardinagem quanto áreas para famílias, estudantes, turistas e comunidades locais, todas inseridas em paisagens cultivadas produtivas.
