Especialistas contestam críticas de James Dalton a Sacha Feinberg-Mngomezulu, jogador dos Springboks
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Especialistas contestam críticas de James Dalton a Sacha Feinberg-Mngomezulu, jogador dos Springboks

Alguns críticos questionam as realizações do playmaker de 24 anos, Sacha Feinberg-Mngomezulu, wingback da equipe Springboks, apesar da vitória dos Springboks por 3 a 1 na série de jogos contra os All Blacks. No entanto, muitos consideram que a opinião do ex-jogador dos Springboks, James Dalton, está errada.

Ataque ao Gigante

Sacha Feinberg-Mngomezulu representa um espetáculo fascinante no rugby moderno. Após a vitória dos Springboks sobre os All Blacks, uma pequena parcela barulhenta começou a colocar suas conquistas em dúvida. Entre eles, James Dalton, ex-hooker dos Springboks, que declarou publicamente que o wingback tem um 'jogo mediano' e 'não possui o fator X' na plataforma Omniaudioafrica.

Os defensores de Feinberg-Mngomezulu afirmam que Dalton pode não estar ciente do progresso do jogador nos últimos três anos, visto que este jovem talento é excepcional. Seu jogo está longe de ser mediano, como evidenciado por suas atuações contra a Argentina em Durban no ano passado, bem como sua contribuição importante na turnê pela Irlanda e França em novembro.

A crítica após o confronto de quatro jogos contra os All Blacks não é surpreendente, dado o alto nível de atenção pública que o jogador na posição 10 dos Springboks recebe. O próprio Feinberg-Mngomezulu admitiu que não estava no auge de sua forma contra a Nova Zelândia, pois estava se recuperando de uma lesão antes da série.

Durante o primeiro jogo em Ellis Park, a equipe demonstrou um jogo apressado e nervoso, e grande parte da culpa foi atribuída aos meio-campistas. No entanto, seria injusto ignorar os ajustes que ele fez durante os últimos três jogos para mudar o rumo da série.

O que torna Feinberg-Mngomezulu um talento de geração é sua notável consciência espacial e coragem atlética incomparável. Ele possui uma graça rara e fluida ao lidar com a bola, algo que não pode ser ensinado. Independentemente de jogar como wingback ou mudar para fullback, sua visão permite que ele perceba oportunidades dois fases antes de elas surgirem.

Quando a série atingiu seu clímax no M&T Bank Stadium em Baltimore, o verdadeiro valor de Feinberg-Mngomezulu foi totalmente demonstrado. Compartilhando as responsabilidades de playmaker com Manu Libbok, ele trouxe calma absoluta e fluidez ao ataque da África do Sul no sábado.

A capacidade do jogador de confundir a defesa adversária criava liberdade espacial, permitindo que os principais corredores dos Springboks agissem livremente. Quando Feinberg-Mngomezulu joga com confiança, toda a linha defensiva eleva seu nível de jogo.

Além da distribuição de bola, seu conjunto de habilidades individuais é notavelmente completo. Sua aceleração na largada permite que ele rompa lacunas, e sua força física lhe dá a capacidade de manter a posse da bola em um tackle. Adicione a isso uma componente defensiva inesperadamente agressiva para um wingback, e você terá um jogador perfeitamente adequado para o jogo moderno em todos os aspectos possíveis.

Embora seu chute com a mão tenha diminuído nos últimos dois anos, o que é confirmado por alguns erros de chute em Baltimore, isso não é um desastre para um jogador de sua idade e dedicação. Essas pequenas falhas serão corrigidas em breve.

Aos 24 anos, Feinberg-Mngomezulu ainda está acumulando a experiência necessária em partidas de nível Test para dominar o controle do jogo contra gigantes mundiais como os All Blacks. Cada wingback lendário dos Springboks passou por seus próprios períodos difíceis de aprendizado.

A diferença é que muito poucos chegam ao cenário internacional com um conjunto tão avassalador de dados naturais. O desenvolvimento ofensivo dos Springboks no último ano acelerou muito graças à ousadia de Feinberg-Mngomezulu em tentar o extraordinário.

Pode-se criticar seu jogo, se for necessário, mas não se deve esquecer: o rugby sul-africano possui uma mina de ouro de gênio puro e autêntico. O barulho passará, mas o talento permanecerá para sempre.

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Apesar da rivalidade entre os Springboks e os All Blacks ser considerada a maior do mundo do rugby, o respeito entre os jogadores e as equipes é mantido mesmo após o término da partida.

Ao contrário de muitos outros confrontos esportivos, onde os jogadores podem evitar interagir após o jogo, no caso desta rivalidade ocorre o oposto. Embora durante os 80 minutos de jogo os jogadores lutem ferozmente e os treinadores às vezes troquem palavras duras em conferências de imprensa, após o fim da partida, a atmosfera se normaliza rapidamente, e ambas as equipes demonstram respeito mútuo.

Erasmus e ReNNy dividiram uma cerveja

Esta rivalidade entre a África do Sul e a Nova Zelândia ilustra a essência deste esporte. O técnico dos Springboks, Rassie Erasmus, e seu colega dos All Blacks, Dave Rennie, embora possam ter discordâncias em questões táticas, deixam essas diferenças de lado após o apito final e o término das atividades com a mídia.

Estes dois treinadores encontraram-se repetidamente para tomar uma cerveja antes e depois de vários jogos da série, servindo como um lembrete de que seu confronto é baseado em respeito, e não em ódio. Erasmus mencionou que eles beberam cerveja após o jogo e planejavam se encontrar em Cidade do Cabo.

Dave Rennie confirmou que eles compartilharam uma cerveja logo após o jogo, apesar das discussões verbais sobre a pontuação.

Este relacionamento amigável se estende aos jogadores. O capitão dos Springboks, Siya Kolisi, e o capitão dos All Blacks, Ardie Savea, desenvolveram uma profunda amizade que vai além do rugby. Eles frequentaram a igreja juntos, e os filhos de Savea demonstram especial afeição pelo capitão dos Springboks, chamando-o de 'Tio Siya'.

Kolisi enfatizou que quando joga contra um amigo, ele demonstra respeito, dando tudo o que pode em campo, o que, em sua opinião, é muito importante. Isso diz muito sobre o que se esconde por trás do que pode ser considerado a rivalidade mais intensa do rugby internacional.

Durante os 80 minutos, Kolisi e Savea lideram suas equipes na batalha, prontos para arriscar seus corpos pela vitória. Embora Kolisi tenha desferido um forte golpe em Savea em Cidade do Cabo, Savea admitiu tê-lo sentido, mas após a batalha, o respeito permanece.

Springboks e All Blacks dividem um voo

A rivalidade não precisa ser pessoal. Pelo contrário, o respeito mútuo entre os jogadores torna este espetáculo especial. Isso foi demonstrado de uma maneira incomum antes do quarto e último jogo em Baltimore, quando os Springboks e os All Blacks viajaram juntos em um voo fretado de Joanesburgo para Washington.

Grande parte da viagem passou em silêncio, relatou o jogador oito Jasper Wiese, mas o simples fato de uma longa viagem conjunta foi simbólico. O silêncio era compreensível, pois uma equipe havia vencido e a outra havia perdido. Apesar das palavras duras, dos golpes fortes, das batalhas táticas e da competição contínua, isso ainda é rugby, e é por isso que a rivalidade entre Springboks e All Blacks entrará na história como talvez o maior confronto do planeta fora da Copa do Mundo de Rugby. Porque os Boks e os All Blacks podem querer destruir um ao outro durante 80 minutos, correndo a bola oval pelo campo, mas quando isso terminar, eles ainda podem dividir uma cerveja, comer juntos, ir à igreja e chamar um ao outro de amigos.

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