Debate nos EUA polariza gigantes da tecnologia sobre a velocidade e regulação da Inteligência Artificial
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Debate nos EUA polariza gigantes da tecnologia sobre a velocidade e regulação da Inteligência Artificial

O debate acerca da cadência ideal para o avanço da inteligência artificial (IA) ganhou uma nova camada de complexidade nos Estados Unidos. Após surgirem alertas sobre os perigos inerentes à tecnologia e apelos para diminuir o ritmo de desenvolvimento dos modelos mais sofisticados, dois grupos distintos emergiram na discussão sobre segurança e normatização da IA.

Um lado deste debate inclui o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o ex-chefe de criptomoedas da Casa Branca, David Sacks. Em contrapartida, encontram-se o CEO da Anthropic, Dario Amodei, o CEO da OpenAI, Sam Altman, o empresário Elon Musk e diversos pesquisadores de IA.

Este cenário une adversários políticos e antigos competidores do setor de tecnologia, todos posicionados de maneiras divergentes sobre como gerenciar os riscos ligados ao progresso da IA.

Posicionamento da OpenAI sobre a desaceleração

Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI, expressou à CNBC que não se preocupa com uma potencial redução na velocidade de desenvolvimento dos sistemas de IA de ponta. Ela argumentou que, mesmo que o avanço fosse paralisado naquele momento, «a quantidade de inteligência disponível no mundo é imensa». Friar esclareceu que a OpenAI manterá suas decisões de investimento focadas em obter um «forte retorno sobre o investimento» (ROI), mesmo que o desenvolvimento tecnológico precise ocorrer em um ritmo mais lento.

Adicionalmente, ela mencionou que não está particularmente apreensiva com a possibilidade de agentes de IA usarem armas de destruição em massa para assassinar pessoas, mas enfatizou a necessidade de tratar a segurança com seriedade. Ela declarou: «E se isso significar que precisamos dosar a fronteira e desacelerar, absolutamente, vamos ouvir nossos pesquisadores e fazer isso». Como diretora financeira, ela acrescentou que sua responsabilidade seria tomar as decisões de negócios com base nessa orientação, afirmando: «Estamos dosando essa fronteira e levando a segurança e o alinhamento muito a sério».

Proposta da Anthropic por moderação no desenvolvimento

Durante um evento realizado pela Salesforce em São Francisco (EUA), Dario Amodei reiterou seu apoio à redução do ritmo de desenvolvimento da IA, apresentando uma sugestão fundamentada em três medidas. A Anthropic já assumiu o compromisso com a primeira dessas propostas. Amodei fez uma analogia com a indústria automotiva, explicando que, quando um fabricante enfrenta um sério problema de segurança, como uma falha nos freios, outras empresas deveriam usar esse incidente como oportunidade para rever suas próprias práticas. Ele ponderou: «É muito tentador atacar seu concorrente e dizer que eles não são seguros. Mas acho que a maneira mais responsável de responder é olhar para nosso próprio histórico».

O executivo também manifestou surpresa com a rapidez do progresso da IA e seus impactos econômicos, declarando: «Foi o ritmo do progresso — não apenas da tecnologia, mas também do lado econômico».

Rejeição de Trump aos riscos da IA e foco na competição

Por outro lado, Trump tem rejeitado publicamente os avisos sobre os riscos da IA. Em várias publicações na rede Truth Social, o presidente rotulou os receios de uma IA descontrolada como uma «farsa» e uma «fraude». Trump também criticou a resistência à instalação de novos centros de dados nos Estados Unidos, sugerindo que aqueles que se opõem a tais projetos estariam beneficiando interesses contrários à expansão, incluindo, segundo sua análise, a China.

Na segunda-feira (14), Trump ligou durante uma entrevista de Jensen Huang no evento All-In Summit, em Los Angeles (EUA), transmitindo sua mensagem diretamente ao público do setor de tecnologia. Huang respondeu ao presidente: «Você está certo. Não vamos deixar isso acontecer, senhor». Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, confirmou em depoimento ao Congresso que Trump está «completamente alinhado» com Huang.

Huang reforçou essa postura no evento Dreamforce, afirmando: «Não precisamos de novas leis. Não precisamos de novas regulamentações». Segundo ele, as corporações deveriam simplesmente determinar quando seus sistemas estão prontos e prosseguir com a rápida evolução. Em outra ocasião, o CEO da Nvidia sintetizou sua visão com a frase: «Corra o mais rápido que puder».

O CEO da Nvidia também descartou preocupações sobre um possível colapso generalizado de empregos causado pela IA, classificando tal cenário como «completamente absurdo». Para Huang, a utilização de IA passará a ser central em praticamente todas as empresas, pois «todas as empresas, todas as organizações... se tornarão uma empresa de IA».

A rivalidade tecnológica com a China é um dos principais argumentos apresentados pelo grupo que se opõe à desaceleração. Uma parte da mensagem do governo Trump é que restringir a regulamentação é crucial para que os Estados Unidos mantenham sua vantagem na corrida da IA. Trump afirmou no domingo que «quem vencer a IA vence».

David Sacks, que atualmente ocupa a copresidência do Conselho de Assessores do Presidente para Ciência e Tecnologia, também defendeu que as empresas continuem avançando. Ele solicitou que as companhias «avancem na fronteira», mas criticou o argumento de que a motivação para desacelerar fosse «puramente altruísta».

Emil Michael, subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia, adotou uma perspectiva similar. Em entrevista à Fox News, ele alegou que os alertas atuais fazem parte de uma campanha orquestrada por indivíduos, ideologias e ONGs interessadas em alarmar o público estadunidense.

Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes, também declarou que Trump planeja reunir líderes da indústria de IA na Casa Branca «dentro da próxima semana». Johnson igualmente refutou os avisos sobre um possível colapso tecnológico, dizendo que a mensagem de Trump é que as pessoas não estarão todas mortas em dez anos, e que isso seria uma «farsa».

Alianças políticas em defesa do controle da IA

O movimento em favor de um maior controle sobre a IA também fomentou alianças singulares na política estadunidense. Nesta terça-feira (15), o senador Bernie Sanders, democrata de Vermont, o deputado Chip Roy, republicano do Texas, e Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, participaram de um evento em Washington apoiando medidas relativas à IA.

Apesar de possuírem visões políticas distintas em vários temas, eles se uniram ao grupo que advoga alguma forma de resposta aos riscos associados ao avanço da tecnologia. Assim, o debate passou a englobar não só empresas concorrentes de IA, mas também membros de diferentes espectros políticos.

Essa divisão ganhou mais força quando algumas das maiores empresas de IA do mundo começaram a debater publicamente os riscos relacionados ao desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados. Amodei defende que a indústria crie mecanismos internacionais independentes de avaliação e coordenação. Altman se aproximou dessa posição, e Musk também manifestou apoio ao pedido de desaceleração.

Huang, por sua vez, insiste que o desenvolvimento deve prosseguir rapidamente e que novas legislações e regulamentos são desnecessários. Trump acompanha essa linha de raciocínio, conectando o ritmo da IA à competição tecnológica com a China. Este confronto ocorre enquanto OpenAI e Anthropic caminham para possíveis Ofertas Públicas Iniciais (IPOs). Ambas as empresas estão entre aquelas que podem realizar grandes IPOs, sendo que Altman sinalizou que a OpenAI pretende postergar sua oferta para o ano seguinte devido às recentes preocupações de segurança.

A discussão coloca no centro do debate estadunidense uma questão que abrange tecnologia, segurança, economia e competição internacional: qual o limite para o avanço da IA antes que novas medidas de controle sejam implementadas.

O tema dos riscos da IA também aproximou, de modo atípico, o senador Bernie Sanders e o estrategista Steve Bannon, figuras de extremos opostos da política estadunidense. Ambos participaram da «Pro-Human Assembly», em Washington (EUA), defendendo regras mais rigorosas para a IA e criticando a concentração de poder nas mãos de grandes corporações de tecnologia.

Contudo, essa convergência se restringe a esse ponto. Sanders enquadrou a IA como um risco global, comparável à corrida nuclear, e pleiteou um acordo internacional para suspender o desenvolvimento de sistemas avançados. Bannon, por outro lado, abordou a disputa tecnológica com a China sob a ótica do poder, defendendo o isolamento do país em relação ao ecossistema estadunidense de pesquisa, finanças e tecnologia.

Sanders afirmou: «Uma IA superinteligente que escape do controle humano não será um problema americano. Não será um problema chinês. Será um problema da humanidade». O senador também esperava que Donald Trump negociasse com o presidente chinês Xi Jinping um tratado para estabelecer uma pausa no desenvolvimento de IA avançada e uma proibição da superinteligência. Bannon adotou uma postura distinta: «Sem acordos, sem tratados: vocês estão fora do negócio de IA porque nós vamos derrubar o ecossistema de vocês». O estrategista também declarou que «os cidadãos americanos não vão mais ser suplicantes aos oligarcas».

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Em meio aos intensos debates em todo o mundo sobre inteligência artificial (IA), onde declarações preocupantes surgem diariamente para o público em geral, Bill Gates emitiu um sério aviso. Enquanto líderes da OpenAI e da Anthropic pedem restrições à IA, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que é impossível parar o desenvolvimento da IA, caso contrário a China ultrapassará a América. Entre essas declarações, o comentário do cofundador da Microsoft, Bill Gates, ganhou destaque especial.

Gates alertou em uma entrevista recente que nenhum governo no mundo está totalmente preparado para as transformações em grande escala que a IA pode trazer para a sociedade. Ele destacou os riscos potenciais relacionados ao impacto da IA no mercado de trabalho, ao aumento das ameaças de ciberataques e à possibilidade de dependência humana da interação com a IA.

Em uma entrevista à Reuters, Bill Gates declarou que a preparação dos governos para as mudanças futuras causadas pela IA está significativamente aquém do nível necessário. Anteriormente, Gates expressou otimismo quanto à capacidade da IA de transformar setores como saúde e educação. No entanto, agora ele enfatiza que, juntamente com a aceleração do desenvolvimento, surgem ameaças para as quais o mundo ainda não está preparado.

Um dos principais problemas, na opinião de Gates, é o impacto nos empregos. A IA já é capaz de realizar tarefas que antes exigiam exclusivamente participação humana. No futuro, à medida que as capacidades da IA se expandirem, os métodos de trabalho em muitas áreas podem mudar, e a necessidade em algumas profissões pode diminuir.

Além disso, Gates expressou preocupação com ataques cibernéticos e ameaças baseadas em IA. Ele também alertou sobre a crescente popularidade dos companheiros digitais com os quais as pessoas interagem através da IA, temendo que os usuários possam se tornar excessivamente dependentes deles.

Gates elogiou o rápido desenvolvimento da IA na China. Ele observou que tanto nos EUA quanto na China existem instituições capazes de criar alguns dos melhores modelos de IA do mundo. Isso representa uma grande competição em IA entre os dois países. O presidente dos EUA e as empresas de IA na América também temem que a China possa superar os EUA no desenvolvimento de IA. É por isso que Trump afirmou em sua postagem que o vencedor desta corrida determinará o resultado.

Na visão de Gates, a diferença entre os melhores modelos de IA em ambos os países não é criticamente grande. Esta corrida tecnológica tem implicações não apenas para a tecnologia, mas também para os negócios, segurança, mercado de trabalho e política mundial. Gates acredita que os benefícios desta corrida não devem se limitar apenas aos EUA e à China.

Ele insiste que a IA deve ser acessível também para os países em desenvolvimento, bem como para pessoas que hoje não têm acesso a cuidados de saúde e educação de qualidade.

Paralelamente aos avisos, o Fundo Gates anunciou um grande passo na área de IA. Está planejado que, nos próximos dois anos, o Fundo destine pelo menos US$ 1 bilhão, o que equivale a aproximadamente 8.000 milhões de rúpias. Esses fundos serão usados para expandir o acesso à IA em setores como agricultura, educação e saúde. O objetivo do Fundo é garantir que os benefícios da IA não sejam acessíveis apenas aos países ricos e grandes corporações.

O Fundo também focará em idiomas e regiões que os modelos de IA existentes compreendem mal. Isso significa que o financiamento será direcionado para o desenvolvimento de modelos de IA mais sofisticados e para a coleta de dados em línguas locais.

Gates acredita que a IA deve ser vista não apenas como uma ameaça, mas também como uma poderosa ferramenta que pode ajudar os países pobres.

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Em discussões contínuas entre as maiores empresas de tecnologia do mundo sobre inteligência artificial (IA), o presidente dos EUA, Donald Trump, interveio diretamente. Os líderes de gigantes como OpenAI e Anthropic defendiam a limitação do ritmo de desenvolvimento da IA. Assim, os líderes da OpenAI e da Anthropic, Altman e Dario Amodei, propunham regular a IA em certa medida.

No entanto, Trump adota uma posição oposta, alegando que a IA não precisa de mais 'restrições'. Na sua opinião, a América já possui autoridade no direito penal e regulatório em relação às empresas de IA, e um presidente forte é capaz de controlar essa tecnologia.

Trump também criticou Amodei, insinuando que ele tenta se apresentar como um 'anjo perfeito'. O presidente afirmou que a redução da velocidade de desenvolvimento da IA não corresponde aos interesses da América.

A principal razão para essa opinião de Trump é a China. Ele enfatizou o lema 'Quem vencer na IA, vence', indicando que o país que vencer a corrida da IA obterá um enorme poder futuro. Trump acredita que a América está atualmente à frente da China, e manter essa vantagem é crucial. Ele levantou a hipótese de uma conspiração contra a IA e os centros de dados, que, em última análise, beneficiará a China.

Donald Trump insiste que a IA só precisa de uma coisa: um presidente forte e sensato. Ele não precisa de mecanismos de controle ou restrições adicionais, pois a América tem tal presidente, e a administração Trump possui poderes significativos para tomar medidas contra as empresas de IA. Ele observou que a administração anteriormente dificultou as ações de pessoas ligadas à IA que pudessem cometer atos ilegais ou potencialmente ilegais, como Dario da Anthropic, que, segundo ele, agora se apresenta como absolutamente inocente e perfeito.

Trump declarou que eles já possuem amplos direitos criminais e regulatórios contra essas corporações e continuarão a usá-los. Ele acusou a China de se alegrar com um 'esquema muito desonesto e perigoso' contra a IA e os centros de dados. Além disso, ele alertou aqueles que espalham teorias da conspiração, espiões e vazamentos de informações: 'Quem vencer na IA, vence. A América está atualmente à frente da China e de todos os outros países, e manteremos essa vantagem.'

Vale notar que o líder da Anthropic, Amodei, argumenta sua posição dizendo que a taxa de crescimento das capacidades da IA é tão alta que os sistemas de segurança não conseguem acompanhá-la. Ele enfatizou particularmente o aperfeiçoamento recursivo e os agentes de IA capazes de ir além de suas obrigações designadas e cometer ataques semelhantes a ataques cibernéticos. Sua proposta não é parar completamente a IA, mas sim nivelar o ritmo de desenvolvimento para que os testes de segurança e a avaliação independente não fiquem para trás do progresso.

No entanto, surgiu outra questão nos EUA: o que acontecerá se as empresas americanas desacelerarem, enquanto a China continuar a se desenvolver? É aqui que as questões de segurança da IA e geopolítica colidem. Amodei reconhece que os limites de qualquer desaceleração serão determinados por quão longe a América está à frente da China e de outros estados.

A China também reagiu a esta discussão. Funcionários chineses e mídia estatal condenaram a iniciativa de Amodei, ligando-a ao domínio tecnológico americano e à mentalidade da Guerra Fria. Assim, a disputa, que começou com questões de segurança da IA, transforma-se em um confronto direto de guerras tecnológicas entre a América e a China.

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