Em seu apelo diário nas redes sociais, Zelensky anunciou a aprovação iminente de sete projetos de lei, cujo conteúdo ele não revelou, mas garantiu que 'cada um deles é necessário para financiar o déficit orçamentário do estado'.
Ele declarou que 'algumas medidas podem ser difíceis, desagradáveis e impopulares. Mas neste momento, sem elas, é impossível satisfazer completamente as necessidades da nossa defesa e garantir a estabilidade da Ucrânia'.
O presidente da Ucrânia acrescentou um pedido a todos os cidadãos do país para demonstrarem a mesma eficácia em prol dos interesses da Ucrânia. A Ucrânia, que depende em grande parte da ajuda financeira de aliados ocidentais para conter a guerra contra a Rússia e financiar suas despesas, enfrenta uma deterioração da situação econômica.
Devido à escalada de ataques de longo alcance por parte de Moscou ao longo de vários meses, que levou ao uso antecipado de recursos planejados para o segundo semestre já no primeiro semestre de 2026, surgiu um déficit orçamentário de 23 bilhões de euros. Os ataques russos atingiram gravemente o setor metalúrgico e a exportação agrícola, que são vitais para a economia ucraniana.
Segundo Roksolana Pidlas, presidente do Comitê Orçamentário do Parlamento Ucraniano, cada dia de guerra custa ao país 190 milhões de dólares (cerca de 165 milhões de euros), e o país não tem condições de cobrir essas despesas sozinho.
Anteriormente, em agosto, Zelensky garantiu aos líderes europeus reunidos em Kiev que seu país 'precisa de mais dinheiro, muito mais'.
Os europeus haviam acordado no final de 2025 fornecer à Ucrânia um empréstimo de 90 bilhões de euros para 2026 e 2027 para cobrir déficits orçamentários militares e civis da Ucrânia. De acordo com dados do Instituto Kiel alemão, desde 2022, a Ucrânia recebeu mais de 230 bilhões de euros de países europeus e 115 bilhões dos Estados Unidos, e deverá receber mais 160 bilhões no futuro.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, justificando isso pela proteção de minorias separatistas pró-russas no leste e pela 'desnazificação' do país vizinho, independente desde 1991 após o colapso da antiga União Soviética, que se afasta da esfera de influência de Moscou e se aproxima da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia continua a rejeitar qualquer cessar-fogo prolongado e exige que a Ucrânia lhe entregue pelo menos quatro regiões — Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, bem como a península da Crimeia, anexada em 2014 — e renuncie permanentemente a ingressar na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
