ONU solicita ações urgentes para estabelecer normas globais sobre Inteligência Artificial
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ONU solicita ações urgentes para estabelecer normas globais sobre Inteligência Artificial

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, exigiu providências imediatas para regulamentar a inteligência artificial. Este alerta foi emitido devido ao rápido progresso dos sistemas mais sofisticados e aos perigos que essa evolução impõe à sociedade.

Türk argumenta que a competição por sistemas cada vez mais potentes coloca em risco direitos fundamentais e intensifica os perigos em diversas áreas da vida. Ele enfatiza que governos e corporações precisam agir rapidamente através de estruturas multilaterais para lidar com este cenário.

A apreensão com o ritmo do avanço da IA também ganhou destaque entre figuras proeminentes do setor nos Estados Unidos. Executivos da área passaram a advogar por uma moderação no desenvolvimento para possibilitar uma análise mais aprofundada dos riscos ligados às novas funcionalidades da tecnologia.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu no último sábado uma redução na velocidade do desenvolvimento da IA. Essa sugestão encontrou respaldo público de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk.

Contudo, a proposta de desaceleração não é consensual. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, utilizou sua plataforma Truth Social para criticar a posição desses empresários, afirmando: “O único que está feliz com isso é a China”.

Na China, o líder de inteligência do país também expressou preocupação. No domingo, ele advertiu que a IA poderia comprometer a segurança nacional, especialmente se potências externas a utilizassem para desestabilizar o território chinês.

A perspectiva apresentada por Türk engloba receios sobre os efeitos dessa disputa por sistemas cada vez mais avançados. A ONU também sinaliza o perigo da dependência de um grupo restrito de empresas nas decisões relativas ao desenvolvimento da IA. Para Türk, essa concentração eleva os riscos, demandando que os principais desenvolvedores assumam a responsabilidade.

Em um comunicado, Türk declarou: “Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”.

O Alto Comissário já havia alertado o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 7 de setembro, que a inteligência artificial poderia constituir um “risco existencial para a humanidade”. Atualmente, ele solicita uma intervenção imediata para mitigar os riscos inerentes à tecnologia.

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