A Aliança Democrática (DA) na província de KwaZulu-Natal (KZN) apresentou acusações aos Hawks sobre a venda de cargos de professores e possíveis práticas de 'trabalho por sexo' no Departamento de Educação provincial, uma vez que o departamento não forneceu respostas às solicitações.
O representante da DA para educação em KZN, MPL Sakhele Mngadi, afirmou que a apresentação formal das acusações aos Hawks ocorreu após o término do prazo de sete dias concedido ao departamento após o surgimento de vídeos suspeitos em julho.
Mngadi observou que o departamento não conseguiu apresentar um relatório completo sobre o andamento da investigação dessas acusações. Ele enfatizou a ausência de um relatório de investigação, a incerteza sobre quem conduziu a verificação, bem como a falta de explicações sobre se foram tomadas medidas disciplinares ou criminais.
Essas acusações levantaram sérias preocupações sobre a honestidade do processo de contratação de professores na província, especialmente entre jovens educadores qualificados que procuram emprego em um mercado de trabalho altamente competitivo.
Segundo Mngadi, a situação vai além de falhas administrativas e pode ter sérias consequências para os professores, que devem ser nomeados com base em seus méritos e qualificações. Ele declarou que há pessoas reais por trás deste escândalo — jovens professores qualificados que merecem saber que o emprego é baseado em mérito, e não em dinheiro, conexões ou exploração sexual.
Ele declarou categoricamente: 'Nenhum professor jamais deve pagar em dinheiro ou com seu corpo para ensinar às nossas crianças.'
A DA pediu aos Hawks que realizassem uma investigação independente para determinar se houve comportamento criminoso, incluindo corrupção, fraude, abuso de poder ou prática organizada de venda de vagas de professores.
Mngadi também questionou a falta de informações públicas sobre a investigação, que, segundo relatos, foi iniciada pelo Chefe do Departamento de Educação de KwaZulu-Natal (HOD) Nkosinathi Ngkobo. Mngadi exigiu que Ngkobo informasse aos residentes de KZN como essa investigação terminou.
Além disso, ele apelou ao Ministro da Educação, MEC Sifo Hlomuka, para que explicasse como o departamento lidou com este problema, observando que 'o MEC Hlomuka é um líder político e deve explicar por que houve silêncio de várias semanas.'
A aliança também enviou uma carta ao Ministro da Educação Básica, Sivive Gwarube, solicitando supervisão nacional sobre a questão. Mngadi pediu que as pessoas com informações sobre as supostas violações se manifestassem, informando que o partido criou um canal confidencial para denunciantes.
O apelo ao público diz: 'Membros do público com informações ou provas relativas às acusações são encorajados a enviar um e-mail estritamente confidencial para NoSexForJobs.dakzn@gmail.com. Todas as informações recebidas serão tratadas com a devida sensibilidade.'
O apelo também chamou a atenção do ativista educacional Hendrik Macaneta, que acredita que qualquer sugestão de influência de dinheiro ou exploração sexual na nomeação de professores mina a confiança no sistema educacional.
Macaneta expressou profunda preocupação, afirmando que as acusações de que os cargos de professores podem depender de dinheiro ou exploração sexual atingem o cerne da justiça e da confiança pública na educação.
Ele insistiu que as acusações devem passar por uma investigação adequada, mas salientou que qualquer sistema de contratação que não priorize a qualificação e o mérito é inaceitável.
Macaneta observou que as consequências para os jovens professores podem ser particularmente devastadoras, considerando os anos e recursos financeiros que investiram na qualificação, enfrentando simultaneamente desemprego ou emprego temporário.
Ele acrescentou que a percepção de necessidade de pagar dinheiro ou submeter-se à exploração sexual para obter um cargo pode destruir a esperança e afastar talentos da profissão.
O ativista pediu maior transparência no processo de contratação, incluindo entrevistas justas, tomada de decisões responsável e mecanismos que permitam aos candidatos contestar supostas violações.
Macaneta concluiu que o processo de contratação deve ser transparente, e as nomeações de professores devem ser baseadas em entrevistas honestas e tomada de decisões responsável. Os candidatos devem entender como as nomeações são feitas e ter acesso a um processo de contestação de violações confiável.
Ele também insistiu no fortalecimento da proteção para futuros professores que denunciam supostas infrações, exigindo a criação de canais confidenciais de denúncia e proteção a denunciantes. Macaneta afirmou que ninguém deve temer perder a oportunidade de emprego por recusar-se a participar de exploração sexual.
Macaneta considera que as acusações exigem uma investigação independente que garanta a proteção dos candidatos e testemunhas, e que os culpados devem sofrer as devidas consequências disciplinares e criminais, caso seja comprovada a violação. Ele também insistiu que o departamento tome medidas para garantir que candidatos qualificados que possam ter sido injustamente excluídos não fiquem sem recursos legais.
Em conclusão, Macaneta observou que este escândalo destacou a importância de refletir os valores esperados dos professores no próprio processo de contratação: integridade, justiça, dignidade e responsabilidade.
