A Volkswagen está lançando a série especial Amarok Unlimited, que marca o fim da geração atual da picape. Este modelo foi apresentado recentemente na Argentina e agora está disponível no Brasil, sendo uma edição limitada com apenas 200 unidades disponíveis, embora o preço ainda não tenha sido divulgado.
A Volks utilizou o design característico da Amarok, que manteve sua aparência após 16 anos de atualizações, para decorar a carroceria. A pintura exclusiva é na tonalidade Cinza Moonstone, complementada por faixas nas soleiras com a inscrição “V6 Unlimited”, molduras das caixas de roda em preto brilhante e rodas de liga leve com acabamento diamantado. O santo-antônio na caçamba também possui acabamento preto brilhante, resultando em um visual esteticamente agradável.
O interior conta com diversos recursos, incluindo bancos e volante revestidos em couro, ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia Composition Touch de 9 polegadas, seis airbags, freios ABS com função off-road, frenagem automática pós-colisão e diferencial traseiro com bloqueio mecânico. Uma plaqueta numerada no painel confirma que se trata de uma edição especial.
A Amarok Unlimited será equipada exclusivamente com o motor V6 turbodiesel de três litros, que entrega 258 cv (atingindo picos de 272 cv com o sistema overboost) e 59,1 kgfm de torque, acoplado à caixa automática ZF de oito marchas, mantendo a tração integral 4Motion. A picape deve chegar às concessionárias em outubro, mas antes disso será exibida no evento Circuito Sertanejo, em Jaguariúna (SP), no próximo final de semana.
Genesis Magma GT ronca alto em evento de hillclimb
O Genesis Magma GT, um superesportivo da marca Genesis — que surgiu como divisão de luxo da fabricante sul-coreana — demonstrou ser um competidor sério no segmento de supercarros, rivalizando com modelos como Chevrolet Corvette, McLaren Artura e Ferrari 296 GTB. Seu desempenho foi notado durante o Tutto Bene Hillclimb, realizado perto do Lago Maggiore, na Itália.
Além de possuir um design sofisticado que reflete a linguagem visual da Genesis, o que mais chamou a atenção foi o som potente do motor V8. Mesmo em acelerações moderadas, o Magma GT emite um ronco profundo, alto e borbulhante. Este motor V8 de 3,2 litros deriva do motor de quatro cilindros de 1,6 litro utilizado no Hyundai i20 N de rali. A Hyundai já utiliza uma versão híbrida deste motor em seu protótipo GMR-001 LMDh, que participa da categoria Hypercars em Le Mans; contudo, no Magma GT, o sistema é puramente a combustão.
Embora o Genesis Magma GT ainda seja um conceito oficial, a fabricante mantém outras especificações técnicas em sigilo. Espera-se que este projeto dê origem a uma família de veículos, incluindo versões roadster, de pista e compatível com o regulamento GT3 da FIA. A data de lançamento da versão final de produção ainda não foi definida, mas as estimativas mais otimistas apontam para 2027, sendo 2028 considerado mais provável.
Câmeras com IA: uma multa a cada 19 minutos
Duas câmeras equipadas com inteligência artificial, instaladas nos quilômetros 17 e 18 da Rodovia Raposo Tavares, na entrada da cidade de São Paulo, registraram 2.316 multas em apenas um mês, o que equivale a uma autuação a cada 19 minutos, operando 24 horas por dia. Destas infrações, nenhuma foi por excesso de velocidade; entre 3 de agosto e 3 de setembro, foram registradas 1.386 infrações relativas ao uso do cinto de segurança e 930 por utilização de celular ou fones de ouvido.
O sistema funciona analisando imagens internas dos veículos para identificar possíveis infrações, as quais são posteriormente checadas pela Polícia Militar Rodoviária antes da emissão da multa. A tecnologia também possui capacidade de leitura de placas via OCR, embora não haja confirmação de que esses equipamentos sejam usados para localizar automaticamente veículos roubados ou furtados.
Um ponto de debate levantado é a prioridade dada à automação da fiscalização. Nesta fase inicial, as câmeras ainda não conseguem detectar automaticamente veículos parados, pedestres ou objetos na pista — situações onde a detecção por IA seguida de intervenção imediata poderia prevenir acidentes. Isso levanta a questão da desumanização da fiscalização, pois o motorista recebe a multa semanas depois, sem que a conduta perigosa seja interrompida no momento em que ocorre, diferentemente de uma abordagem policial.
Questiona-se se esses dispositivos estão efetivamente prevenindo acidentes. Após 2.316 autuações mensais, seria relevante saber quantos acidentes foram evitados, quantas situações de risco foram interrompidas e quantos veículos furtados foram recuperados com o auxílio dessas câmeras, visto que a eficiência da fiscalização deve ser medida pela segurança proporcionada, e não apenas pelo volume de multas emitidas.
Fabricantes dos EUA querem proibir marcas chinesas, mas Trump aceita produção local
Enquanto montadoras tradicionais nos Estados Unidos buscam convencer o Congresso americano a restringir permanentemente a entrada de carros chineses, o presidente Donald Trump demonstra abertura para as marcas chinesas, desde que estas estabeleçam fábricas locais e contratem mão de obra americana.
Em entrevista concedida à Fox News, Trump mencionou que o problema seria a produção dos veículos no México para posterior exportação aos EUA. Ele fez uma analogia com as fabricantes japonesas, que enfrentaram resistência similar décadas atrás, mas acabaram investindo no país, empregando milhares de americanos e alcançando liderança em certos setores.
Essa postura diverge da Alliance for Automotive Innovation, associação que reúne grandes fabricantes americanas como Ford, GM, Stellantis, Toyota, Volkswagen, Hyundai e Honda. No início do mês, o grupo solicitou ao Congresso uma proibição definitiva da venda, importação e fabricação de veículos conectados chineses, hardware e software, alegando que os subsídios governamentais chineses e a conectividade representam riscos de segurança nacional e econômicos.
Atualmente, os carros chineses já enfrentam barreiras nos Estados Unidos. Além de tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses, uma regulamentação aprovada durante o mandato de Joe Biden limita o hardware e software automotivo ligado à China, dificultando a comercialização e produção de carros chineses conectados.
É notável que, apesar de Trump aceitar fábricas chinesas com emprego americano, membros de seu governo e parlamentares de seu partido têm pressionado a Ford em relação às suas parcerias com empresas chinesas como CATL e Geely. Parece que a conclusão americana converge com a de outros países: se a proibição total não é viável, a alternativa é forçar a produção local para fomentar empregos, investimentos e desenvolvimento tecnológico.
A Rota 66, uma das estradas mais icônicas, pode agora ser percorrida virtualmente em seu comprimento total de 3.539 quilômetros através de aplicativos móveis e computadores. A ideia partiu de Jake Boyles, desenvolvedor do aplicativo Pit Stop, que mapeia pontos de apoio próximos às saídas das rodovias americanas.
Para celebrar o centenário da estrada, ele criou uma versão específica que cobre toda a extensão, incluindo todos os restaurantes, postos e comércios existentes. Embora possa não ser prático para o público brasileiro, o recurso ajuda a dimensionar a vastidão da Rota 66, que cruza os Estados Unidos de costa a costa, passando por sete estados.
O aplicativo cataloga não apenas estabelecimentos comerciais, mas também pontos turísticos notáveis, como o píer de Santa Mônica, ponto final da travessia no Pacífico, a famosa esquina em Winslow, Arizona, citada pelos Eagles, e a cratera de meteoro utilizada pela NASA no treinamento da missão Apollo. Em total, Boyles mapeou cerca de 2.400 locais para alimentação, 1.300 motéis e 280 cidades ao longo do trajeto. Inaugurada em 1926 e consagrada como a “Mother Road” por John Steinbeck em As Vinhas da Ira, a Rota 66 simboliza a cultura de viagens automobilísticas. Apesar de ter perdido relevância para as interstates nas décadas de 1950 e 1960, culminando em sua desativação federal em 1985, a estrada permanece viva no imaginário popular.



