O ator Rohit Roy gerou grande repercussão com sua declaração de que a televisão se tornou um «meio de comunicação lixo». Na sua opinião, o conteúdo produzido para a TV frequentemente tem um caráter de curto prazo, sendo esquecido após ser assistido. Ele também observou que falta criatividade na produção televisiva moderna, e que os atores de TV não possuem a mesma «graça» e «classe» que os atores de cinema.
Apesar da controvérsia de suas declarações, há uma questão importante nelas: a televisão moderna se afastou do seu glorioso passado?
A história da televisão indiana começou com uma base sólida, e não com a busca por «temperos». Em 7 de julho de 1984, a série «Hum Log» foi exibida na Doordarshan, sendo considerada o primeiro serial hindi de longa duração no país. Seu enredo focava não em palácios ou famílias ricas, mas na luta, nos sonhos e nas relações de uma família média comum.
«Hum Log» serviu não apenas como entretenimento; abordava temas como família, alcoolismo, posição das mulheres, emprego e mudanças sociais. Após cada episódio, Ashok Kumar conversava diretamente com os espectadores, transformando a TV em um palco para narrativa e diálogo com a sociedade.
Em seguida, veio a série «Buniyaad», lançada em 1986 sob a direção de Ramesh Sippy. Este projeto contava a história de gerações após a tragédia da partição, utilizando um enredo familiar. Sua linguagem era terrena, e seus personagens não se limitavam a categorias simples de bem e mal, o que permite considerar «Buniyaad» um exemplo da era de ouro da TV indiana.
Posteriormente surgiram programas como «Shanti», «Hasratain» e «Sans», que expandiram os horizontes da TV. «Shanti» contava a história de uma jornalista mulher, enquanto «Hasratain» abordava ousadamente temas sensíveis como casamento e relações extraconjugais. «Sans», escrito e dirigido por Nina Gupta, focava nas fissuras nos relacionamentos e nas relações extraconjugais. Naquela época, os relacionamentos na TV não se limitavam apenas aos conflitos entre sogra e nora.
