Gorila resgatada dá à luz filhote após retornar à natureza selvagem na RDC
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Gorila resgatada dá à luz filhote após retornar à natureza selvagem na RDC

Uma gorila resgatada do comércio ilegal de animais silvestres como órfã alcançou um sucesso significativo na conservação de espécies ao dar à luz um filhote na natureza selvagem na República Democrática do Congo (RDC).

O animal, chamado Lulingu, foi resgatado em 2016, quando tinha apenas 18 meses, depois de ser retirado da natureza e vendido no mercado negro. Desde então, esteve sob os cuidados do santuário GRACE Gorillas, que é o único refúgio no mundo dedicado a gorilas das terras baixas orientais resgatadas, também conhecidas como gorilas de Grauer.

De acordo com a publicação People Magazine, Lulingu foi a primeira das quatro fêmeas que o GRACE reintegrou com sucesso na natureza selvagem e que conseguiram dar à luz filhotes.

Após o resgate, Lulingu recebeu cuidados 24 horas por dia no GRACE. Posteriormente, ela foi aceita na família de uma gorila substituta, onde outra gorila chamada Pinga assumiu o papel materno. Lulingu cresceu com outras três fêmeas — Mapendo, Njingala e Isangei, que também foram retiradas do comércio ilegal de animais silvestres.

Após anos de preparação, em 2024, essas quatro gorilas foram transferidas para o Parque Nacional Virunga como parte de um grande projeto de reintrodução. Elas foram soltas na montanha Tshiaberimu, uma área montanhosa remota do parque, onde vive uma pequena e isolada população de gorilas das terras baixas orientais.

Essas fêmeas tornaram-se algumas das primeiras gorilas das terras baixas orientais do GRACE a serem devolvidas com sucesso ao ambiente selvagem. Desde a liberação, a equipe de monitoramento tem observado atentamente as gorilas, observando seu comportamento, hábitos alimentares e estado de saúde, enquanto lhes permite se adaptar ao novo ambiente.

Informações Adicionais

Lulingu deu à luz seu primeiro filhote em 21 de maio de 2026. Os grupos de conservação esperaram vários meses antes de anunciar o nascimento para que mãe e filhote pudessem estabelecer laços sem interrupções.

Acredita-se que o pai do filhote seja Mvasa, um macho cinzento selvagem que vive na montanha Tshiaberimu. Sua participação é particularmente importante, pois demonstra que Lulingu se integrou com sucesso ao grupo familiar selvagem.

As equipes de monitoramento relataram ter visto Lulingu alimentar, abraçar e brincar com seu filhote. O filhote também atraiu a atenção de outra jovem gorila no grupo.

Benua Ishaba, líder de monitoramento de gorilas na montanha Tshiaberimu, declarou em um comunicado emitido pela Re:wild: "Lulingu está lidando muito bem com o cuidado do filhote e é uma figura central no grupo familiar".

As gorilas das terras baixas orientais são classificadas como criticamente ameaçadas, e a população na montanha Tshiaberimu enfrenta desafios especiais de conservação. Antes da apresentação das quatro fêmeas resgatadas, apenas oito gorilas viviam na população isolada. Modelagens de conservação mostraram que há uma alta probabilidade de o grupo desaparecer em 50 anos sem a adição de fêmeas reprodutoras. A reintrodução aumentou a população para 12.

Assim, o nascimento de Lulingu é mais do que apenas uma história de sucesso na conservação de espécies. É um indicador de que uma gorila resgatada do comércio e criada sob cuidados humanos é capaz de se adaptar à vida selvagem, integrar-se com gorilas selvagens e contribuir para o futuro de sua espécie.

A equipe de monitoramento continuará a observar de perto Lulingu e seu filhote enquanto eles se adaptam à floresta.

Marie Brown, chefe do programa Re's Africa, observou: "Cada filhote saudável representa não apenas um aumento populacional, mas um sinal de resiliência, recuperação e do que é possível através de cuidados de longo prazo, cooperação e proteção direcionada".

As outras três fêmeas reintroduzidas também estão sob observação, e os trabalhadores de conservação esperam que o nascimento de Lulingu possa ser o início de uma nova geração para esta pequena população de gorilas das terras baixas orientais.

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