Criador do rugby_kaans, Wesley Cockerell, ganha popularidade nas redes sociais sul-africanas
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Criador do rugby_kaans, Wesley Cockerell, ganha popularidade nas redes sociais sul-africanas

Wesley Cockerell, criador do canal rugby_kaans, conseguiu transformar experiências pessoais em fama viral, mudando o cenário midiático do rugby sul-africano no TikTok e Instagram graças ao seu humor autêntico no estilo braai.

Com um canal que possui mais de 63.000 seguidores no Instagram e 42.000 no TikTok, Cockerell se tornou muito popular durante a série de jogos recentemente concluída entre África do Sul e Nova Zelândia. Sua sinceridade inabalável o destaca de outros criadores que, na opinião do autor, são capazes de deixar uma marca significativa no campo das redes sociais.

No entanto, embora seus comentários espirituosos apareçam frequentemente nos dias dos jogos, a criação deste canal foi provocada por um momento muito mais sombrio. Cockerell contou ao IOL que tudo começou com um término: «A garota me deixou, e eu fiquei muito chateado por duas semanas. Eu simplesmente continuava assistindo a esses vídeos de rugby nas redes sociais».

Ele acrescentou que um dia gravou um vídeo engraçado, supostamente sobre Jacques Furrie, e o publicou primeiro no TikTok e depois no Instagram, depois de o esquecer. Duas semanas depois, um amigo lhe escreveu: «Cara, você está explodindo no Instagram».

Esse sucesso repentino impulsionou Cockerell a continuar criando conteúdo, focando no que claramente ressoava com o público em rápido crescimento. «Com esses clipes e outras coisas, comecei a encontrar minha própria voz. Eu não finjo ser outra pessoa; é um personagem que criei com sotaque sul-africano e todo o resto. Quanto mais eu fazia isso e quanto mais pessoas comentavam, mais eu percebia que tinha algo aqui».

Cockerell observou que seu canal evoluiu em torno de frases como «goeie donners» e «let's praat about it». Cerca de três meses atrás, ele percebeu uma lacuna nesse nicho e começou a desenvolver seu próprio estilo.

Quando lhe perguntaram o que lhe permitiu ter sucesso nas redes sociais, ele riu e respondeu que tem talento para falar muita bobagem. Ele mencionou que sua mãe frequentemente pergunta como ele inventa tudo isso, e ela responde que ele «sempre falou besteiras na vida». Ele também lembrou de como, no ensino médio, às vezes esquecia os trabalhos de casa, levantava-se e começava a falar, obtendo 80 ou 90 por cento, porque os professores notavam que «Wesley fez uma pesquisa», embora ele estivesse apenas inventando o material.

Ao contrário da mídia tradicional de rugby, que se concentra em relatórios objetivos, canais como o rugby_kaans preenchem um nicho único no cenário digital em constante mudança. Cockerell explicou que seu canal funciona porque ele «tira a diversão disso e fala mais como um fã». Ele enfatizou que as pessoas querem discutir os momentos divertidos, e não os detalhes analíticos, como fazem outros que desejam ser o próximo Nick Mallett ou Shaun Burger.

Segundo ele, os espectadores adoram discutir esses momentos no braai, preferindo destacar coisas como o passo de Cheslin Kolbe, a recepção da bola de Ox Nche ou um scrum funcional, em vez de uma análise monótona de pontos. As pessoas querem ver os «lekker bits» — como o passo de Cheslin ou o tackle duro de Quagg Smith.

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Apesar da rivalidade entre os Springboks e os All Blacks ser considerada a maior do mundo do rugby, o respeito entre os jogadores e as equipes é mantido mesmo após o término da partida.

Ao contrário de muitos outros confrontos esportivos, onde os jogadores podem evitar interagir após o jogo, no caso desta rivalidade ocorre o oposto. Embora durante os 80 minutos de jogo os jogadores lutem ferozmente e os treinadores às vezes troquem palavras duras em conferências de imprensa, após o fim da partida, a atmosfera se normaliza rapidamente, e ambas as equipes demonstram respeito mútuo.

Erasmus e ReNNy dividiram uma cerveja

Esta rivalidade entre a África do Sul e a Nova Zelândia ilustra a essência deste esporte. O técnico dos Springboks, Rassie Erasmus, e seu colega dos All Blacks, Dave Rennie, embora possam ter discordâncias em questões táticas, deixam essas diferenças de lado após o apito final e o término das atividades com a mídia.

Estes dois treinadores encontraram-se repetidamente para tomar uma cerveja antes e depois de vários jogos da série, servindo como um lembrete de que seu confronto é baseado em respeito, e não em ódio. Erasmus mencionou que eles beberam cerveja após o jogo e planejavam se encontrar em Cidade do Cabo.

Dave Rennie confirmou que eles compartilharam uma cerveja logo após o jogo, apesar das discussões verbais sobre a pontuação.

Este relacionamento amigável se estende aos jogadores. O capitão dos Springboks, Siya Kolisi, e o capitão dos All Blacks, Ardie Savea, desenvolveram uma profunda amizade que vai além do rugby. Eles frequentaram a igreja juntos, e os filhos de Savea demonstram especial afeição pelo capitão dos Springboks, chamando-o de 'Tio Siya'.

Kolisi enfatizou que quando joga contra um amigo, ele demonstra respeito, dando tudo o que pode em campo, o que, em sua opinião, é muito importante. Isso diz muito sobre o que se esconde por trás do que pode ser considerado a rivalidade mais intensa do rugby internacional.

Durante os 80 minutos, Kolisi e Savea lideram suas equipes na batalha, prontos para arriscar seus corpos pela vitória. Embora Kolisi tenha desferido um forte golpe em Savea em Cidade do Cabo, Savea admitiu tê-lo sentido, mas após a batalha, o respeito permanece.

Springboks e All Blacks dividem um voo

A rivalidade não precisa ser pessoal. Pelo contrário, o respeito mútuo entre os jogadores torna este espetáculo especial. Isso foi demonstrado de uma maneira incomum antes do quarto e último jogo em Baltimore, quando os Springboks e os All Blacks viajaram juntos em um voo fretado de Joanesburgo para Washington.

Grande parte da viagem passou em silêncio, relatou o jogador oito Jasper Wiese, mas o simples fato de uma longa viagem conjunta foi simbólico. O silêncio era compreensível, pois uma equipe havia vencido e a outra havia perdido. Apesar das palavras duras, dos golpes fortes, das batalhas táticas e da competição contínua, isso ainda é rugby, e é por isso que a rivalidade entre Springboks e All Blacks entrará na história como talvez o maior confronto do planeta fora da Copa do Mundo de Rugby. Porque os Boks e os All Blacks podem querer destruir um ao outro durante 80 minutos, correndo a bola oval pelo campo, mas quando isso terminar, eles ainda podem dividir uma cerveja, comer juntos, ir à igreja e chamar um ao outro de amigos.

Podcast IOL Sport discute a tensa série de partidas de rugby entre Springboks e All Blacks
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Os correspondentes do IOL Sport, Zachier Adams, John Goliath e Layton Cupman, no terceiro episódio do IOL Sport Podcast, analisaram a agitada semana do rugby sul-africano. Eles examinaram tanto as vitórias brilhantes quanto os incidentes relacionados à aviação e as discussões verbais, enquanto a série 'Maior Rivalidade de Rugby 2026' permanece incerta.

Retorno em Cidade do Cabo

O trio iniciou a discussão com uma análise detalhada do triunfo dos Springboks, que venceram por 33:26 a Nova Zelândia no estádio DHL, na Cidade do Cabo. Esta vitória serviu como resposta a uma pesada derrota de 33:16 na primeira partida em Ellis Park. Os campeões mundiais demonstraram a intensidade feroz característica da era de Rassie Erasmus. Goliath observou que, graças aos ajustes, ao ataque tático e à força física, a equipe Boks conseguiu quebrar o ritmo dos All Blacks, reduzindo a série de quatro jogos para 1:1 antes do decisivo terceiro confronto.

Disputa entre Erasmus e Renne: Guerra no Scrum

No entanto, a conversa rapidamente mudou para o agravamento das disputas externas que ameaçam ofuscar o próprio jogo. O técnico da Nova Zelândia, Dave Rennie, provocou um conflito ao questionar publicamente a técnica de scrum dos Springboks na Cidade do Cabo, acusando o time sul-africano de 'empurrar' intencionalmente ao fixar a bola. Erasmus, que nunca foge de um confronto, respondeu com uma defesa veemente de seus alas. Como apontou Cupman durante a discussão, a série está começando a sofrer com este 'drama artificialmente criado'. Além disso, o guru de scrums dos Boks, Dan Human, insiste que seu foco está exclusivamente no avanço, e não no jogo pela própria jogada. A equipe do podcast pediu que ambas as partes abandonassem o teatralismo. Cupman notou acertadamente que é hora de silenciar o barulho e deixar que a grande rivalidade do rugby fale por si mesma.

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