Projeto Dolphin Villa da Idee Architects busca integrar vida doméstica e natureza no Vietnã
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Projeto Dolphin Villa da Idee Architects busca integrar vida doméstica e natureza no Vietnã

O projeto Dolphin Villa, desenvolvido pela equipe da Idee architects, está situado em uma área urbana recentemente desenvolvida no Vietnã. O conceito central da residência é restabelecer uma conexão mais íntima entre o ambiente doméstico e a natureza, priorizando um ambiente residencial meticulosamente ajustado onde arquitetura, paisagismo, iluminação e clima interagem constantemente, em detrimento da maximização da área construída.

A organização da casa se baseia no contraste entre dois sistemas arquitetônicos distintos. Na parte inferior, uma série de volumosos blocos de concreto aparente estabelece uma fundação robusta e protetora. Estes módulos monolíticos cumprem as funções primárias da habitação e atuam simultaneamente como um amortecedor contra as condições climáticas. O uso de reentrâncias profundas, beirais amplos e um invólucro de concreto estratificado minimiza a incidência direta do sol, criando áreas de passagem sombreadas por toda a propriedade.

Acima desta base mineral, existe um jardim suspenso projetado como um «segundo solo». Neste ponto, destaca-se um pavilhão leve, construído em madeira e inspirado nas tradições arquitetônicas de madeira do Leste Asiático. Diferentemente da solidez do nível inferior, este pavilhão é permeável e aberto, conectando-se diretamente à vegetação circundante, funcionando como o núcleo espiritual da casa — um refúgio destinado à tranquilidade, leitura, degustação de chá e contemplação.

A luz natural é um elemento crucial na estruturação do interior. As variações na altura do pé-direito e o alinhamento desigual dos volumes de concreto geram uma sucessão de vãos verticais, claraboias e fendas estreitas de luz, conduzindo a luminosidade natural para dentro do edifício. A luz indireta e refletida modifica continuamente a atmosfera ao longo do dia. Tais vãos se estendem até o subsolo, garantindo ventilação e luz natural a espaços que, de outra forma, estariam isolados do exterior.

A circulação foi planejada como uma vivência espacial em camadas, e não como um trajeto linear. Escadarias ligam os diferentes pisos e jardins, proporcionando visuais dinâmicos entre o preenchido e o vazio, entre a compressão e a abertura, e entre a escuridão e a luz. O percurso pela casa se revela progressivamente através de vistas enquadradas, terraços de transição e amplos espaços com pé-direito duplo.

Grandes painéis de vidro deslizantes e automatizados possibilitam que extensas seções da fachada se abram totalmente para a paisagem, desfazendo a fronteira entre o espaço interno e o externo. A ventilação cruzada, os terraços protegidos e a integração da vegetação passam a fazer parte integrante da estrutura arquitetônica, e não apenas como adornos secundários. A escolha dos materiais também reforça o diálogo entre os dois sistemas construtivos: o concreto moldado localmente com formas de tábuas confere sensação de peso, permanência e massa térmica, enquanto o pavilhão de madeira introduz calor, tato e aconchego. Assim, a Dolphin Villa apresenta uma abordagem de moradia tropical moldada não pelo excesso, mas sim pela luz, pelo clima, pela materialidade, pela paisagem e pela qualidade emocional do espaço.

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Em um apartamento localizado no bairro da Vila Ipojuca, em São Paulo, o escritório VAGA Arquitetura realizou uma reforma em uma unidade de 66 m². O projeto visa transmitir a sensação de pertencimento através de uma atmosfera definida pela materialidade, memória e durabilidade. Ele foi concebido para um cliente brasileiro que reside em Londres e retorna ao Brasil em períodos breves ao longo do ano, partindo de um desafio proposto pelo próprio morador: criar um espaço com características de 'brutalista tropical'.

Os arquitetos explicam que essa expressão, embora parecesse simples, englobava todas as diretrizes do projeto. O aspecto brutalista estava inerente à estrutura original do prédio, enquanto o toque tropical era manifestado nas texturas, nas cores, na interação mais acolhedora com os materiais e na própria maneira de viver no espaço.

A estrutura original do apartamento foi mantida, destacando-se notavelmente a laje de concreto aparente, que foi preservada em todos os cômodos. Este elemento ressalta a essência construtiva do edifício e cria um contraste intencional com os materiais mais quentes adicionados durante a reforma.

Pedro Domingues e Pedro Faria, sócios da VAGA Arquitetura, mencionam que o projeto nasceu fortemente da relação entre o ato de retornar e a sensação de familiaridade. O desejo do cliente era ter um apartamento que estivesse sempre pronto para recebê-lo, funcionando quase como um refúgio temporal onde conforto, identidade e história pessoal fossem imediatamente perceptíveis.

Na área social, o piso de taco, desenhado pelo próprio escritório, é um dos pontos centrais da composição. Este piso é feito pela união de madeiras claras e escuras em um padrão geométrico, que se estende por todo o apartamento, conferindo unidade visual e profundidade ao layout.

A sala possui um grande painel de marcenaria em madeira natural que se estende do chão ao teto, servindo para separar de modo discreto as áreas social e privada. Este painel, com seu desenho vertical ritmado e estante integrada, atua simultaneamente como divisor camuflado, biblioteca e suporte para os pertences do morador, delimitando sutilmente os espaços sem prejudicar a fluidez geral. Assim, livros, discos e esculturas passam a fazer parte da composição de maneira natural, acentuando o caráter pessoal do local.

Entre os móveis que definem a linguagem do apartamento, destaca-se a poltrona Jangada, feita em jacarandá e couro cru, que foi trazida do imóvel anterior do cliente, juntamente com um sofá verde que organiza a sala e intensifica a presença dos tons terrosos e naturais presentes em toda a residência.

As pedras verdes escuras, utilizadas pelo escritório, representam outro detalhe crucial, pois percorrem diversos ambientes como um fio condutor material. Elas estão presentes na bancada da cozinha, na mesa de jantar e na escrivaninha, estabelecendo uma unidade visual sutil e precisa ao longo do apartamento. A bancada principal atravessa longitudinalmente a área social, concentrando múltiplas funções diárias: apoiar o preparo de alimentos, servir como local de refeições e funcionar como estação de trabalho voltada para a janela.

A cozinha, projetada para ser aberta, reforça a conexão entre convívio e rotina proposta pelo projeto. Integrada à sala, ela foi pensada como o coração da casa, permitindo que o morador cozinhe enquanto interage com amigos, conversa ou ouve música. A ausência de televisão na área social direciona o foco do apartamento para a permanência, a troca e a experiência sonora, fazendo com que livros, discos e o toca-discos ganhem destaque na construção de uma atmosfera mais íntima e pessoal.

Os banheiros são apresentados como pequenos espaços sensoriais. Eles são revestidos inteiramente com pastilhas em tom terracota e recebem iluminação indireta, criando um clima quente e quase teatral. Sobre a bancada de pedra verde, a cuba de cerâmica artesanal, também desenhada pelo escritório, reforça o caráter autoral do projeto, complementada por metais em tom cobre que harmonizam com a paleta terrosa dominante.

No quarto, a atmosfera adquire um tom mais acolhedor e reservado. Um tapete vermelho introduz um elemento de contraste que auxilia na definição da identidade do ambiente, enquanto as cortinas de linho amenuizam a entrada de luz natural.

Adicionalmente às soluções espaciais, a reforma integrou a trajetória do morador. Objetos, móveis e lembranças trazidos pelo cliente foram incorporados à nova arquitetura sem perder suas conexões originais; em vez de apagar o passado, o projeto constrói uma continuidade histórica.

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A equipe de projeto da Biazus Arquitetura desenvolveu a Casa Ocean, uma arquitetura concebida com base na robustez dos planos horizontais para proporcionar sombra, conforto e uma forte presença visual. O projeto foi criado sob encomenda do cliente para servir como residência de temporada na praia, ideal para receber amigos durante os fins de semana.

O design apresenta um living integrado, caracterizado por diferenças de nível entre os espaços e um pé direito duplo, utilizando materiais naturais como pedra e madeira. Os volumes são claramente definidos, combinando a solidez do concreto aparente estrutural, a ancoragem proporcionada pela pedra natural e o aquecimento trazido pela madeira, alcançando um equilíbrio exato entre leveza e firmeza.

Um aspecto desafiador do projeto foi o concreto aparente escuro; a engenharia precisou encontrar a mistura correta para obter uma textura distinta do padrão, conferindo originalidade e personalidade ao empreendimento. Esse processo exigiu testes e comprovações antes da concretagem, resultando em um pequeno adiamento do cronograma da obra.

Em termos construtivos, a casa possui estrutura convencional de concreto armado e utiliza vedação em alvenaria dupla para garantir isolamento termoacústico perfeito. A cobertura é feita com laje nervurada e telhado metálico com proteção termoacústica. Quanto aos materiais, além do concreto aparente, foram empregados madeira natural em detalhes, brises, pisos e escada, pedra portuguesa nos acessos, garagens e jardins, pedra moledo rústica em certas paredes internas e externas, e metal.

A conexão com o ambiente externo é contínua, facilitada por grandes aberturas, varandas amplas e um espaço gourmet que se liga diretamente ao jardim e à área da água. No pavimento superior, encontra-se a área íntima, que inclui copa e rouparia, servindo cinco suítes, sendo a suíte master notável por sua vista para o lago. A escadaria funciona como elemento central sobre um jardim, integrando a natureza ao projeto e ajudando a mitigar o microclima interno da casa. Há também a opção de instalação de elevador para assegurar a acessibilidade entre os dois andares.

Adicionalmente, um banco de madeira posicionado na sacada externa realça a volumetria da edificação e estabelece uma ligação direta entre o morador e a vegetação presente na fachada.

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