Projeto La Colmena transforma habitação multifamiliar em infraestrutura comunitária no bairro de Durán
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Projeto La Colmena transforma habitação multifamiliar em infraestrutura comunitária no bairro de Durán

O projeto La Colmena propõe transformar a habitação multifamiliar em uma infraestrutura de bairro compartilhada, sendo desenvolvido pela parceria entre Ancestra e Natura Futura. Este empreendimento está situado em Durán, uma cidade satélite de Guayaquil, em um ambiente caracterizado por tensões sociais e urbanas.

A situação do entorno havia levado à criação de espaços residenciais cada vez mais fechados e isolados, o que resultou na diminuição das interações sociais na comunidade. Em resposta a isso, um casal de aposentados tomou a decisão de comprar uma moradia em condições precárias com o objetivo de criar três áreas habitáveis que pudessem revitalizar o bairro de maneira segura e produtiva.

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Com o objetivo de acomodar uma família composta por um casal e seus três filhos, o projeto foi concebido para integrar essas duas estruturas em uma única residência funcional.

Galeria do Projeto

As informações sobre este projeto foram fornecidas pela equipe de projeto.

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Este projeto residencial foi construído em um terreno com formato de bandeira, que inclui um corredor de acesso, situado entre casas unifamiliares. Os imóveis vizinhos estão localizados muito próximos aos limites sul e leste do lote. Já os lados oeste e norte do terreno fazem divisa com uma passagem pedonal utilizada pelos residentes locais diariamente.

Devido ao formato irregular do lote voltado para a via de pedestres, foram impostas restrições consideráveis à implementação da construção. Apesar disso, o terreno proporcionava um cenário acolhedor, facilitando uma integração harmoniosa com a comunidade circundante.

Essa conexão com o entorno era notável pelo amplo acesso que conduz ao Santuário Keitobara Yakushido, localizado a sudoeste, e também pelo som tranquilo da água cristalina que corre no canal na base da montanha, na parte norte do lote.

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O projeto Casa Los Navegantes consiste na ampliação e modernização de uma residência construída em 1963, localizada no bairro de Pedro de Valdivia Norte. Este bairro é caracterizado por ser residencial e central, e possui a presença do morro San Cristóbal, além de sua vegetação e jardins.

As condições cruciais para o projeto incluíram a orientação norte-sul da casa, a sombra proporcionada pelo morro, a necessidade de aumentar a iluminação natural, e a manutenção da privacidade, da flora já existente e da conexão com os pátios internos.

Contudo, o elemento mais importante foi a própria estrutura original da casa, que possuía uma identidade bem definida: duas alas paralelas interligadas por um hall e organizadas em torno de um pátio central. Em vez de demolir essa estrutura, o projeto optou por trabalhar dentro de suas regras estabelecidas, preservando sua organização e formato, mas adicionando novas aberturas, conexões e relações com o ambiente externo.

Planejada para servir como moradia permanente para uma família composta por quatro pessoas, a intervenção precisava ser flexível para acompanhar as distintas fases da vida familiar. No piso térreo, foram concentrados os espaços de convivência, os serviços e a área destinada às crianças. A cozinha foi integrada à sala de jantar, e o antigo quarto principal foi adaptado para se tornar uma sala de estar infantil, ligando dormitórios, pátios e o jardim.

O andar superior foi reservado para a área íntima dos adultos. A principal ação arquitetônica consistiu em harmonizar dois períodos distintos sem misturá-los. Enquanto a alvenaria representa a casa original, uma expansão feita em madeira, posicionada transversalmente sobre as alas primárias, se destaca como uma adição contemporânea. Esta disposição minimiza o impacto da nova estrutura sobre a incidência solar, as vistas e os pátios.

A nova cobertura, cuja inspiração veio das formas abobadadas encontradas nas Escolas da Sagrada Família de Gaudí, foi reinterpretada através de uma geometria ondulada e uma estrutura de madeira, definindo tanto a aparência externa quanto a atmosfera interna. O planejamento e a execução desta cobertura representaram um dos maiores desafios técnicos da obra. Um desafio semelhante ocorreu com a escada helicoidal, que foi desenhada para ocupar o mínimo de espaço possível sem obstruir a visão do pátio interno, sendo concebida como uma peça escultural envolta em vidro, garantindo a entrada de luz e a continuidade visual com o jardim.

A combinação de madeira com isolamento de celulose possibilitou o desenvolvimento de uma envolvente termicamente eficiente. Além disso, as tesouras removidas das coberturas originais foram reaproveitadas para a confecção de móveis, como mesas de jantar e estantes, reintegrando materialmente partes da antiga residência.

O paisagismo foi integrado ao conceito arquitetônico. Foi mantido um pittosporum de notável presença escultural e uma primavera que estabelece uma ligação visual entre os pátios. O jardim, majoritariamente composto por espécies nativas, inclui uma piscina natural cujas plantas auxiliam na purificação da água, além de telhados verdes que estendem a paisagem em direção ao segundo pavimento.

Em suma, o projeto não se limitou a apagar a casa de 1963; ele explorou o potencial de transformação a partir do que já existia. A convivência entre alvenaria e madeira, entre geometrias ortogonais e curvas, entre arquitetura e vegetação, torna visível a relação entre o passado e o presente, permitindo que a habitação se ajuste às novas maneiras de viver.

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