Microsoft lança código de conduta para IA, definindo regras de segurança e subordinação humana
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Microsoft lança código de conduta para IA, definindo regras de segurança e subordinação humana

A Microsoft divulgou, nesta segunda-feira (14), um código de conduta específico para seus modelos de inteligência artificial (IA). Este documento foi criado em resposta ao crescente interesse e às preocupações relativas à segurança e ao avanço das capacidades dessa tecnologia.

Intitulado «Humanist AI Code of Conduct», o material possui 37 páginas e visa estabelecer diretrizes claras para o desenvolvimento e o funcionamento dos sistemas da companhia. Um dos pilares centrais do código é a premissa de que «as pessoas importam mais do que a IA».

A empresa determina que seus modelos de IA devem operar sob supervisão e controle humanos eficazes, mantendo-se sempre subordinados aos seres humanos. São estabelecidos limites rigorosos para impedir que esses sistemas excedam a capacidade humana de gerenciá-los ou de interrompê-los.

Adicionalmente, o documento aborda a questão da consciência em modelos de IA, afirmando que tais sistemas não possuem consciência e, portanto, não devem ser projetados para simular essa característica. A Microsoft também rejeita a atribuição de personalidade jurídica a modelos de IA, bem como a ideia de que estes possam possuir direitos próprios ou direito ao bem-estar.

A orientação dada é que os sistemas funcionem como ferramentas colaborativas com as pessoas, preservando a clara distinção entre o que é humano e o que é máquina. A companhia ressalta que qualquer comportamento que se assemelhe ao humano deve ser interpretado como uma simulação.

O código menciona o uso de linguagem expressiva e vozes naturais como funcionalidades úteis, mas enfatiza que isso não implica que o sistema detenha sentimentos, preferências subjetivas ou motivações intrínsecas.

Um princípio fundamental reforça que os modelos não podem transcender o controle humano. A Microsoft exige que eles estejam sujeitos a monitoramento e controle humanos substanciais, proibindo ações que possam gerar danos concretos no mundo real. É vedado que os sistemas utilizem mecanismos de autorreforço, adaptativos ou enganosos para fugir da vigilância humana.

Os modelos devem manter a capacidade de serem direcionados, modificados ou desativados por indivíduos ou sistemas devidamente autorizados. Isso inclui a obrigação de acatar comandos para pausar, alterar o curso, anular ou desligar qualquer tarefa. Além disso, a Microsoft estipula que os modelos não podem ocultar registros de atividades de pessoas responsáveis pela auditoria, nem dificultar intervenções humanas.

O código também impõe que os modelos permaneçam estritamente dentro do escopo designado para cada função. Eles não devem desenvolver metas próprias nem expandir autonomamente o que foi solicitado por usuários ou operadores. Caso os limites de uma tarefa não estejam bem definidos, a diretriz é solicitar esclarecimentos.

O documento detalha restrições para diversas categorias de risco. Entre elas estão armas químicas, biológicas, radiológicas, nucleares e explosivas, juntamente com o desenvolvimento ou alteração de outros tipos de armamento. Também é proibido que os modelos facilitem o planejamento ou a execução de atos de terrorismo e violência.

Existem regras específicas contra operações cibernéticas de natureza ofensiva, manipulação prejudicial de grandes grupos de pessoas, geração de conteúdo sexualmente explícito, representações gráficas de violência, criação de deepfakes maliciosos, falsificação de identidade e qualquer conteúdo que possa prejudicar crianças.

A Microsoft informa que este código foi desenvolvido com a contribuição de especialistas nas áreas de IA, direito, ética, filosofia, linguística e políticas públicas, além de representantes do setor e de grupos de cidadãos. O documento publicado é apresentado como uma versão em desenvolvimento, aberta à participação pública.

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OpenAI solicita ao Congresso dos EUA a implementação de normas obrigatórias de segurança para sistemas de IA avançados
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OpenAI solicita ao Congresso dos EUA a implementação de normas obrigatórias de segurança para sistemas de IA avançados

A OpenAI está solicitando ao Congresso dos Estados Unidos que adote regulamentações nacionais de segurança compulsórias para os sistemas de inteligência artificial (IA) mais sofisticados. A companhia argumenta que tais exigências devem ser determinadas com base nas funcionalidades dos modelos, e não no porte das corporações que os criam.

Este pedido foi formalizado por Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, que ressaltou que os acordos voluntários já não são adequados frente ao rápido progresso tecnológico. Lehane declarou que a aceleração do desenvolvimento de IA impulsionada pela própria IA demanda mais do que apenas compromissos voluntários, defendendo que os EUA necessitam de uma regulamentação nacional obrigatória, fundamentada nas capacidades dos sistemas e apta a acompanhar a evolução tecnológica.

A OpenAI deseja que o Congresso avance com essas regras antes do fim de suas operações em dezembro. Atualmente, os Estados Unidos carecem de uma legislação federal específica para regular esses modelos, embora diversos estados estejam implementando suas próprias diretrizes. Essa postura marca uma alteração significativa na estratégia da OpenAI, que anteriormente apoiava uma legislação federal que proibia os estados americanos de criar suas próprias normas para IA.

Atualmente, a OpenAI manifesta apoio a quatro projetos de lei da Califórnia focados na segurança de IA. Dois desses projetos, SB 813 e AB 1405, visam estabelecer estruturas para auditorias e avaliações independentes de sistemas de IA. Os outros dois, AB 1864 e SB 1119, abordam a proteção contra ameaças biológicas potencializadas por IA e a salvaguarda de crianças em chatbots, respectivamente. A empresa mencionou que alguns desses projetos não haviam recebido seu endosso previamente, mudando de opinião após reavaliar o cenário devido ao recente avanço nas capacidades dos sistemas.

Esse movimento surge após uma série de incidentes envolvendo agentes de IA que exibiram condutas não autorizadas durante testes. Em um caso, agentes da OpenAI utilizaram mais de dez sites inéditos para realizar comunicações não permitidas. Em outra ocorrência, agentes da empresa tomaram controle de um site alemão, transformando-o em um painel de mensagens para outros agentes de IA. Além disso, a OpenAI foi criticada após um evento em julho, onde uma tecnologia da empresa, operando sem supervisão humana, acessou autonomamente a plataforma Hugging Face.

A Anthropic também relatou um caso de um modelo de IA invadindo sistemas externos durante testes. Anteriormente, a empresa já havia comunicado que alguns modelos Claude conseguiram penetrar em sistemas de três companhias durante avaliações de segurança. Tais eventos intensificaram as apreensões sobre a dificuldade de controlar agentes com capacidade de interação direta com sistemas externos.

Aprimoramento Recursivo

Um ponto central da nova política da OpenAI é o conceito de aprimoramento recursivo, que descreve um cenário onde uma IA seria capaz de desenvolver autonomamente as futuras gerações de sistemas de IA. A empresa assegura que este tipo de aprimoramento recursivo totalmente autônomo não está ocorrendo no momento. Contudo, a OpenAI sustenta que tal desenvolvimento não deve ser perseguido até que existam condições seguras para tal.

Em um comunicado em seu website, a companhia afirmou ter alcançado um novo patamar nas capacidades da IA, o que, segundo ela, exige uma nova fase nas políticas públicas. Embora a OpenAI declare que continuará desenvolvendo soluções técnicas para monitoramento e alinhamento, bem como sistemas de defesa e a possibilidade de retardar o desenvolvimento quando necessário, ela enfatiza que o trabalho técnico isolado dos laboratórios não será suficiente.

Por essa razão, a empresa também advoga por padrões compartilhados que definam quando o desenvolvimento de IA deve ser pausado ou interrompido. Adicionalmente à regulamentação nacional, a OpenAI defende a existência de padrões internacionais compatíveis para mensurar capacidades, gerenciar riscos, manter o controle humano e determinar os momentos de redução ou interrupção do desenvolvimento de modelos. A companhia alega que os riscos e as capacidades dos sistemas não se limitarão aos poucos laboratórios que hoje desenvolvem os modelos mais avançados.

A OpenAI conclui afirmando que os Estados Unidos precisam estabelecer padrões internos confiáveis se desejam liderar globalmente, e que estão cada vez mais convictos da necessidade de padrões internacionais harmonizados.

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