De acordo com o relatório, quase metade das espécies de aves migratórias no mundo está em declínio
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De acordo com o relatório, quase metade das espécies de aves migratórias no mundo está em declínio

Um novo relatório global aponta para crescentes ameaças às aves migratórias durante suas migrações entre continentes, descobrindo que cerca de metade das espécies mundiais dessas aves está atualmente em declínio populacional.

O relatório, preparado pela BirdLife International, mostrou que 45% das espécies de aves migratórias apresentam declínio populacional, e uma em cada nove espécies está ameaçada de extinção.

Estes resultados foram apresentados na Cúpula Global de Rotas Migratórias em Nairóbi, Quênia. No evento, organizações de conservação e governos pediram o fortalecimento da cooperação internacional para proteger os habitats dos quais as aves dependem ao longo das rotas de migração.

As aves migratórias são capazes de percorrer milhares de quilômetros entre locais de reprodução e alimentação, cruzando vários países e ecossistemas. Isso as torna particularmente vulneráveis às mudanças nos locais que utilizam.

De acordo com os dados do relatório, as principais ameaças às populações de aves migratórias são as mudanças climáticas, a perda de habitat, as espécies invasoras e a caça insustentável.

Zonas úmidas, florestas, zonas costeiras e áreas marinhas desempenham um papel crítico, fornecendo alimento e locais seguros de descanso para as aves durante as viagens. A perda ou o agravamento de mesmo uma dessas áreas importantes pode afetar negativamente as aves ao longo de todo o seu percurso migratório.

O CEO da BirdLife International, Martin Harper, declarou que os dados obtidos servem como um claro aviso, visto que 45% das espécies de aves migratórias estão em declínio, e uma em cada nove enfrenta risco de extinção. Ele também enfatizou a necessidade de colaboração entre os países, considerando que as aves migratórias cruzam fronteiras internacionais regularmente.

Líderes, cientistas e organizações de conservação assinaram a Declaração de Rotas Migratórias de Nairóbi na cúpula, comprometendo-se a fortalecer a cooperação para proteger os habitats úmidos, florestais, costeiros e marinhos dos quais as aves migratórias dependem.

As aves migratórias são parte integrante de muitas paisagens naturais do mundo, e seus deslocamentos sazonais são de grande interesse para observadores de pássaros e viajantes interessados na natureza. Esses habitats, desde pradarias e zonas úmidas até florestas e linhas costeiras, oferecem a oportunidade de ver espécies que podem visitar a região apenas por um curto período.

Assim, a proteção desses ecossistemas pode beneficiar tanto a vida selvagem quanto as pessoas que visitam esses locais ao longo dos principais corredores migratórios. As conclusões destacam a estreita interconexão desses caminhos, mostrando que a conservação de um habitat úmido ou costeiro em um país pode fazer parte de esforços mais amplos para proteger as aves ao longo de toda a sua rota migratória.

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