Moçambique apela à preservação da cultura como base da identidade nacional
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Moçambique apela à preservação da cultura como base da identidade nacional

Moçambique apela à preservação da sua cultura como fundamento da identidade nacional. Durante um concerto chamado «Gratidão» em Maputo, o chefe de Estado Chapo sublinhou a necessidade de preservar a música, os valores culturais e, em particular, a geração que participou na música de Moçambique durante a declaração da independência nacional.

No evento, onde músicos de gerações antigas e novas se apresentaram no mesmo palco, o chefe de Estado apelou à defesa da cultura como meio de transmitir a história nacional às gerações mais jovens. Ele afirmou que um povo sem cultura não tem identidade e, por isso, considerou extremamente importante a presença destes grandes nomes, chamados de «mestres da música».

Chapo confirmou a intenção de continuar o trabalho de preservação, promoção e ensino da cultura moçambicana. Ele acrescentou que está planeado investir nas chamadas indústrias criativas para que a cultura e a arte se tornem um ativo gerador de recursos financeiros não só para os artistas, mas para todo o país. Essa dinâmica, na sua opinião, estende-se ao setor turístico, que ele classificou como «extremamente importante» tanto no sul da África como no mundo.

Durante o seu discurso, o Presidente defendeu novamente a ideia da expansão da Escola Nacional de Música para as regiões central e norte do país, considerando esta medida um investimento acertado para garantir a formação artística e estimular a criatividade das novas gerações. Anteriormente, em 22 de julho, Daniel Chapo já defendera a expansão desta escola para as regiões mencionadas, argumentando que a formação artística deve combinar criatividade, preparação técnica e domínio de novas tecnologias.

O chefe de Estado considera que esta instituição desempenha um papel estratégico na profissionalização dos artistas moçambicanos e no aumento da importância da cultura nacional. Chapo informou que o Governo procura aumentar a presença da Escola Nacional de Música fora de Maputo, tal como outras instituições de ensino especializadas sob a tutela do Ministério da Cultura e Turismo.

Daniel Chapo também defendeu a adoção de medidas para reduzir o custo dos instrumentos musicais, apontando os impostos e outros encargos alfandegários como fatores que encarecem a aquisição e limitam o acesso à formação especializada. A Escola Nacional de Música começou a funcionar em regime experimental em 1983 e foi oficialmente estabelecida a 8 de maio de 1991. Localizada em Maputo, esta organização está sob a égide do Ministério da Cultura e Turismo e dedica-se à formação especializada de músicos e outros especialistas na área das artes.

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Presidente de Moçambique apela ao Banco de Moçambique para acompanhar a transformação, baseando-se na economia real
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Presidente de Moçambique apela ao Banco de Moçambique para acompanhar a transformação, baseando-se na economia real

O Presidente proferiu palavras de orientação ao novo administrador do Banco de Moçambique, pedindo-lhe que realize os ajustes e modernizações necessários para que o banco possa servir a economia em transformação no âmbito das reformas em curso.

Durante a cerimónia de posse na Presidência da República em Maputo, o Presidente afirmou que o caminho para a independência económica, traçado desde a sua chegada ao poder em 2025, será longo e não tem atalhos. Ele sublinhou o papel fundamental do banco central neste processo, observando que a estabilidade necessária não é imobilidade, mas sim aquela que gera confiança, estimula investimentos, poupanças e produção, e acompanha as transformações de Moçambique.

Terça-feira foi marcada pela nomeação do economista Felisberto Dinis Navalho como administrador. Isto ocorreu depois de Valdemar Fernando de Sousa ter sido inicialmente proposto, cuja nomeação foi alterada devido a 'circunstâncias surgidas'. A decisão foi anunciada num comunicado de imprensa do Presidente, que na noite de segunda-feira anunciou primeiro a nomeação de Valdemar Fernando de Sousa como administrador do Banco de Moçambique, e de Felisberto Dinis Navalho como vice-administrador, que foi posteriormente promovido a administrador, substituindo Rogério Zandamelu, que ocupou o cargo durante dez anos e dois mandatos.

Na cerimónia de posse, o Presidente pediu ao Banco de Moçambique que estivesse 'preparado' para as 'profundas transformações tecnológicas do setor financeiro mundial'. Ele também insistiu na necessidade de promover a inovação sem prejudicar a estabilidade, estimular a concorrência e manter a supervisão. O Presidente enfatizou que o sistema financeiro não deve se limitar aos grandes centros urbanos; deve abranger produtores rurais, pequenas empresas, empreendedoras e jovens que procuram transformar ideias em empresas.

Para o chefe de Estado, o Banco de Moçambique deve não só conhecer os indicadores macroeconómicos, mas também compreender a 'economia por detrás dos números', dialogar com o 'Moçambique real' e trabalhar com base na economia real. Ele também relembrou um princípio institucional básico: o Banco de Moçambique tem o dever de exercer as suas funções de forma independente, com rigor técnico e sentido de responsabilidade. A confiança na política monetária depende, antes de tudo, da independência operacional e da transparência da comunicação, bem como da confiança de qualquer canto do mundo.

No entanto, o Presidente alertou que 'a independência do banco central não significa isolamento institucional'. Ele reiterou que a independência não implica isolamento, e a coordenação com o Governo não acarreta subordinação da política monetária à política fiscal ou financeira. Foi salientado que são necessários instituições fortes que respeitem os seus mandatos, interajam entre si e compreendam que, apesar das diferentes funções, servem um único país, um único estado e um único povo.

O Presidente concluiu que são necessárias uma política fiscal responsável, uma política monetária sólida, um sistema financeiro sustentável e reformas estruturais que promovam o aumento do potencial produtivo da economia. Só assim se pode alcançar uma economia forte e dinâmica com maior exportação e menor importação. Dirigiu-se ao novo administrador com o apelo: 'Ouça a economia, converse com o governo, com o setor financeiro, com o setor privado, com as academias e comunique claramente com os cidadãos', visto que a confiança também se constrói na previsibilidade, transparência e honestidade pessoal e institucional.

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