Os BRICS novamente exigiram a aceleração das reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, enfatizando que as estruturas de governança dessas organizações devem corresponder ao equilíbrio de poder em mudança na economia mundial.
Este apelo foi feito na Declaração de Nova Deli, adotada na 18ª cúpula dos BRICS. O documento observa que a reforma da governança econômica global permanece uma prioridade constante para os países BRICS diante do crescente peso dos mercados e economias em desenvolvimento na produção e crescimento mundiais.
Os países BRICS declararam a intenção de continuar fortalecendo a coordenação interna para garantir maior representatividade, transparência e responsabilidade das instituições financeiras internacionais. Os líderes dos BRICS reiteraram seu apelo à reforma das instituições de Bretton Woods para torná-las mais flexíveis, eficazes, confiáveis, inclusivas, adequadas aos objetivos, imparciais, responsáveis e representativas.
De acordo com a declaração, as estruturas de governança dessas instituições devem ser revistas levando em conta a transformação da economia mundial desde sua criação, e a voz e a representação das economias em desenvolvimento devem corresponder à sua posição real na economia global.
A declaração também enfatizou a necessidade de melhorar os procedimentos de governança, incluindo a seleção da liderança do FMI e do Banco Mundial com base na qualificação profissional através de um processo aberto e transparente, o que deve aumentar a diversidade regional e a representação das economias em desenvolvimento nos cargos mais altos.
Grande atenção foi dada à questão das cotas do FMI. Os BRICS reafirmaram seu compromisso com a Visão de Rio de Janeiro sobre a reforma das cotas e da governança do FMI, insistindo que o FMI deve ser um elemento central forte, baseado em cotas e adequadamente fornecido do sistema global de segurança financeira, especialmente para os países mais vulneráveis.
Os líderes pediram a implementação imediata do aumento de cotas acordado no 16º Revisão Geral das Cotas, bem como o início dos trabalhos o mais cedo possível sobre abordagens para uma reforma mais substancial das cotas no âmbito da 17ª Revisão Geral das Cotas.
Os BRICS saudaram os chamados Princípios de Diriyah sobre a reforma das cotas e da governança do FMI e confirmaram que as revisões de cotas devem refletir a posição relativa dos países na economia mundial, aumentar a participação de cotas e o direito a voto das economias em desenvolvimento, e não devem ocorrer em detrimento dos países em desenvolvimento.
Segundo a declaração, uma fórmula de cotas nova, simples e transparente deve proteger as participações dos membros mais pobres e direcionar o acesso aos recursos do FMI, em vez de limitá-lo. Contribuições financeiras voluntárias não devem afetar a distribuição de cotas, a representação na governança ou os direitos de voto.
Os países BRICS declararam sua disposição de interagir construtivamente com outros membros do FMI para garantir que a 17ª Revisão Geral das Cotas inclua uma redistribuição significativa de cotas e uma reforma da governança.
Quanto ao Banco Mundial, a declaração descreveu a revisão do capital social, realizada em 2025, como uma ferramenta importante para fortalecer a multilateralidade e aumentar a legitimidade do Grupo Banco Mundial como uma instituição de financiamento de desenvolvimento mais eficaz.
De acordo com os chamados Princípios de Lima, os países BRICS declararam que continuarão a lutar por maior peso de voto e representação para os países em desenvolvimento, eliminando sua sub-representação histórica por meio da revisão da estrutura de capital social.
