Projeto Casa Acima das Árvores da Wallflower Architecture + Design em Singapura
Leia mais
ArchDaily Brasil
archdaily.com.br

Projeto Casa Acima das Árvores da Wallflower Architecture + Design em Singapura

O projeto Casa Acima das Árvores, desenvolvido pela Wallflower Architecture + Design, foi concebido em um terreno situado no topo de uma colina, onde a área urbana encontra a floresta. Este local está localizado no limite da Central Nature Catchment Reserve de Singapura, considerada uma das maiores áreas naturais da ilha.

A proposta inicial era criar uma residência familiar profundamente integrada à natureza, mantendo-se, contudo, dentro do ambiente urbano. Contudo, surgiram desafios consideráveis. Nos andares destinados à vida familiar, as residências adjacentes circundavam o lote, obscurecendo grande parte da vegetação ao fundo.

Havia um dilema arquitetônico: abrir a casa para o exterior poderia expor os moradores ao olhar dos vizinhos, enquanto focar exclusivamente no interior para garantir a privacidade implicaria renunciar à paisagem única que conferia valor ao terreno.

Histórias semelhantes

Projeto Residencial Tskneti / MUA: Arquitetura modernista integrada à paisagem
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto Residencial Tskneti / MUA: Arquitetura modernista integrada à paisagem

O projeto Residências Tskneti / MUA está localizado em Tskneti, um pequeno assentamento situado nas encostas, a apenas oito quilômetros de Tbilisi. A residência ocupa um terreno proeminente, circundado por uma densa floresta de árvores folhosas. Este empreendimento abraça um clima de quatro estações e uma paisagem natural rica, estabelecendo uma identidade arquitetônica forte que se fundamenta na tradição construtivista, ao mesmo tempo que dialoga com os princípios do design contemporâneo.

O conceito arquitetônico central foca na expressividade estrutural e no contraste dramático com a topografia local. A edificação revela sua presença através de uma composição geométrica marcante, sustentada por doze pilares de concreto diafragmáticos e alongados horizontalmente. A partir deste núcleo estrutural sólido, dois volumes retangulares interconectados projetam-se em balanço em ambos os lados, elevando-se acima da copa das árvores para proporcionar vistas panorâmicas deslumbrantes de 360 graus da floresta e da paisagem suburbana circundante.

Esta casa geminada de três andares é organizada em torno da fluidez dos espaços abertos, de transições sutis entre ambientes e de uma conexão direta com o exterior. O térreo, designado como Piano Nobile, funciona como a principal área de convívio social, englobando sala de estar, sala de jantar e cozinha. Estas áreas funcionais mantêm uma continuidade visual, sendo separadas discretamente por uma caixa de escada monumental posicionada entre dois diafragmas de concreto. A subida ou descida por este núcleo representa uma mudança arquitetônica impactante, guiando os moradores dos locais sociais para seus refúgios particulares.

No primeiro pavimento e na área da piscina, os limites entre o ambiente construído e a natureza são amenizados. Um amplo espaço interno de estar, com fechamento de vidro do chão ao teto, delimita-se à plataforma da piscina externa. Nos períodos mais quentes, as esquadrias deslizantes podem ser totalmente abertas, transformando todo o andar em um terraço contínuo que une o interior ao exterior, garantindo conforto emocional e adaptabilidade atmosférica.

As partes superiores em balanço abrigam as áreas mais íntimas da residência, constituídas pelas suítes. Posicionadas suspensas sobre a paisagem, estas caixas elevadas conferem uma sensação de isolamento imerso na copa das árvores.

A construção de uma estrutura robusta em balanço sobre um terreno inclinado impôs desafios geotécnicos e estruturais consideráveis. Para atingir o efeito de flutuação dramático dos volumes retangulares superiores sem depender de apoios invasivos no solo, a equipe de engenharia empregou os doze pilares diafragmáticos de concreto armado como um contrapeso central rígido. Os balanços foram executados utilizando estruturas de aço de alta resistência e concreto protendido, meticulosamente projetados para suportar as cargas dinâmicas e preservar o alinhamento geométrico exato.

A estética geométrica rigorosa observada no exterior influencia diretamente a linguagem do design de interiores. O concreto armado aparente e os painéis de vidro limpos das fachadas contrastam com uma paleta interna mais quente. Dentro da casa, o mobiliário assume um papel arquitetônico crucial na definição dos limites espaciais. Elementos escolhidos criteriosamente, mesclando estilos clássicos e contemporâneos, juntamente com paletas de cores bem equilibradas e ousadas, linhas paralelas delicadas, revestimentos de madeira e iluminação personalizada, amolecem a rigidez estrutural. Cada detalhe, material e textura foi selecionado visando tanto a longevidade estética quanto o bem-estar cotidiano, culminando em uma residência que é simultaneamente acolhedora, vibrante e atemporal.

Projeto residencial em Lagoa Santa integra arquitetura com preservação da vegetação existente
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto residencial em Lagoa Santa integra arquitetura com preservação da vegetação existente

O projeto Casa Adentro, desenvolvido pela TETRO Arquitetura, foi concebido para um terreno de cerca de 5.000 m² localizado em Lagoa Santa, nas proximidades de Belo Horizonte. O desafio central do projeto era como implementar um programa arquitetônico extenso em um lote densamente coberto por árvores, garantindo a máxima preservação da flora já estabelecida.

A solução arquitetônica emergiu da análise dos espaços vazios entre as árvores. Em vez de determinar a forma da construção antecipadamente, a equipe focou em mapear os locais disponíveis no terreno para entender onde a arquitetura poderia ser inserida. Essa abordagem resultou na criação de um percurso de circulação retangular e ininterrupto, que organiza a maior parte da residência em um único nível e interliga todos os setores do programa.

Apesar de ser um trajeto contínuo, a circulação adquire naturezas variadas ao longo da casa. Na zona social, ela é marcada por amplos painéis de vidro, mantendo uma conexão direta com o pátio central. Já na ala destinada aos dormitórios, a circulação se torna mais reservada, sendo protegida por paredes de concreto para oferecer maior isolamento. Perto da academia e dos quartos de hóspedes, o percurso se abre novamente, aproximando-se da vegetação e das áreas externas.

No coração da residência situa-se o principal espaço aberto do projeto: um grande pátio que abriga a área de lazer, a piscina, espelhos d'água e algumas das árvores que foram mantidas. Além disso, há vazios menores distribuídos entre os diversos ambientes, frequentemente definidos pela disposição das árvores existentes. Tais pátios acompanham os quartos, a academia, a área de hóspedes e até mesmo um banheiro, onde uma árvore grande passa a fazer parte integrante do ambiente.

Neste empreendimento, a importância dada ao que não é construído é tão relevante quanto a área edificada. O conceito de vazio assume um papel central: ele protege a vegetação, gera distintos níveis de privacidade, introduz a natureza nos espaços internos e estrutura a relação entre as múltiplas partes da casa. A residência, construída com uma estrutura mista de aço e concreto, se define nessa alternância entre áreas fechadas e abertas, fazendo com que as árvores presentes e os espaços livres sejam elementos fundamentais de seu desenho arquitetônico.

Popular