LG nega espionagem em Smart TVs e esclarece funcionamento dos recursos de áudio e dados
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LG nega espionagem em Smart TVs e esclarece funcionamento dos recursos de áudio e dados

A LG emitiu um comunicado neste sábado, dia 12, refutando alegações de que suas Smart TVs monitoram os usuários. A fabricante sul-coreana afirmou que os aparelhos não gravam nem transmitem conversas de maneira contínua.

Essa declaração surge após a divulgação de testes que indicaram a coleta e o rastreamento de dados de rede e áudio realizados pelos televisores. Segundo essas publicações, tais informações eram registradas mesmo quando o sistema estava em modo de espera ou sem conexão com a internet.

Em seu comunicado, a LG argumentou que as notícias recentes geraram interpretações equivocadas sobre como seus produtos operam. A empresa defendeu que o recurso de reconhecimento de voz só é ativado mediante o clique no botão do controle remoto ou ao proferir uma palavra de ativação específica.

A fabricante detalhou que a identificação dessa palavra de ativação ocorre internamente na própria televisão. Caso nenhum comando de voz seja reconhecido pelo sistema, o som é imediatamente descartado, sem ser convertido em texto ou enviado à internet.

Adicionalmente, a LG negou que trechos de áudio sejam mantidos na memória do dispositivo para posterior envio. De acordo com a companhia, cada sessão de comando de voz tem duração máxima de 18 segundos e se encerra assim que a fala do usuário termina.

Quanto ao recurso de Reconhecimento Automático de Conteúdo (ACR), a marca informou que essa funcionalidade vem desabilitada por padrão. Essa tecnologia utiliza o processador interno para identificar o conteúdo exibido na tela através do som, mas sem capturar vídeos, imagens ou sons do ambiente.

Por fim, a LG assegurou que as ferramentas de publicidade direcionada dependem do consentimento explícito do consumidor nas configurações da TV. A empresa também enfatizou que conversas de voz jamais são repassadas à sua divisão de publicidade, a LG Ad Solutions.

As desconfianças direcionadas à LG tiveram início após uma investigação conduzida pelo canal Gamers Nexus, que contou com o suporte do canal Level1Techs e de especialistas independentes em segurança.

Os testes de tráfego demonstraram que as TVs da linha OLED procuravam por celulares e relógios conectados à mesma rede Wi-Fi. As análises também revelaram que os aparelhos registravam dados de localização residencial e informações sobre redes sem fio próximas.

A pesquisa apontou ainda que os microfones dos televisores possuíam capacidade de gravar áudios mesmo em estado de espera (standby). Conforme o levantamento, esses arquivos eram armazenados no sistema aguardando o restabelecimento da conexão com a internet para serem enviados aos servidores.

Este não é o primeiro incidente de privacidade envolvendo equipamentos da empresa. Em julho, investigações realizadas pelo mesmo canal revelaram que monitores da LG instalavam softwares não autorizados com o objetivo de coletar dados e exibir anúncios.

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A LG refutou alegações de que suas smart TVs escutam conversas dos usuários mesmo quando estão em modo de espera. A empresa sul-coreana classificou essas denúncias como falsas, esclarecendo que os aparelhos só processam áudio quando o usuário ativa funcionalidades de voz.

Em um comunicado direcionado ao Tom’s Hardware, a LG detalhou duas circunstâncias em que os comandos de voz podem ser processados pelas TVs: quando o botão do microfone no controle remoto é mantido pressionado ou quando o dispositivo reconhece a frase específica “Olá, LG” (Hi LG) após o usuário habilitar os recursos de reconhecimento. A companhia ressaltou que, fora desses momentos, as TVs não registram nem gravam diálogos ambientais.

Contudo, a fabricante confirmou que os aparelhos monitoram o áudio para detectar a palavra de ativação. Durante o estado de espera (standby), a TV busca por essa palavra de ativação, mas o som empregado nesse processo é processado internamente pelo próprio aparelho. Se o comando não for identificado, ele é imediatamente descartado e não é enviado aos servidores.

Essa declaração da LG surge em resposta a uma investigação realizada pelos canais do YouTube Gamers Nexus e Level1Techs, com a colaboração de especialistas em segurança cibernética. O estudo, apresentado em um vídeo superior a duas horas, apontava possíveis problemas relacionados a dados nas TVs da LG.

Os pesquisadores relataram que os testes conduzidos nos aparelhos revelaram rotinas de telemetria ativas mesmo quando as TVs estavam desconectadas da internet ou em modo de espera. Entre os comportamentos observados, a equipe também encontrou falhas de execução remota de código (RCE), que poderiam possibilitar o acesso aos registros de áudio armazenados nos dispositivos. Os detalhes dessa vulnerabilidade foram encaminhados à LG.

A empresa não contestou integralmente os métodos de coleta apontados na investigação, como a capacidade de identificar outros equipamentos conectados à mesma rede. A LG justificou que essa funcionalidade é essencial para suportar recursos de conectividade, compartilhamento de conteúdo e integração com sistemas de casa inteligente, prática considerada comum em outros eletrônicos conectados.

Outro ponto levantado foi o ACR (Automatic Content Recognition), utilizado para fornecer sugestões personalizadas de conteúdo, publicidade e serviços. Neste aspecto, a LG assegura que este recurso só é ativado mediante consentimento explícito do usuário (opt-in). A companhia declarou que, se o usuário não concordar com o acordo opcional pertinente, os dados gerados pelo ACR não serão utilizados para fins publicitários.

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