Projeto Casa Rosabaya: Residência com doze quartos voltados para o mar em lote estreito
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Projeto Casa Rosabaya: Residência com doze quartos voltados para o mar em lote estreito

A Casa Rosabaya foi concebida a partir de uma limitação geométrica específica: criar doze dormitórios, todos com vista para a água, em um terreno que possui apenas 37 metros de frente para o mar.

Este lote está localizado na primeira linha da Playa Cosón, a apenas cinco minutos de Las Terrenas, na península de Samaná. O terreno se estende por aproximadamente 100 metros de profundidade a partir dessa estreita faixa de areia. Devido a um recuo de sessenta metros a partir da linha de maré alta, a área que pode ser construída é ainda mais restringida. Adicionalmente, o lençol freático encontra-se a cerca de um metro da superfície.

Os clientes, dois sócios que conseguiram adquirir o último lote disponível na baía, desejavam uma casa de veraneio que também pudesse gerar receita através do aluguel para grandes grupos, casamentos e eventos. Apesar da grande ambição, o orçamento era limitado, o que fez com que a vista para o mar deixasse de ser uma certeza e se tornasse um aspecto que o projeto precisava garantir.

Para resolver essa questão, a casa não foi projetada como um bloco único. Em vez disso, ela se desdobra em volumes assimétricos e deslocados uns em relação aos outros. Essa disposição permite que cada seção mantenha uma linha de visão desimpedida até o horizonte, enquanto uma ampla cobertura de concreto com vigas invertidas unifica o conjunto. Esses recuos criaram pátios, passarelas e áreas ajardinadas, permitindo que a vegetação fizesse parte integrante do projeto, e não apenas do entorno. A circulação interna ocorre ao ar livre.

Distribuídos em 1.407 metros quadrados e distribuídos em dois pavimentos, os quartos são menores que o padrão usual de vilas turísticas. Esta decisão estratégica realocou a área excedente para espaços cruciais para a dinâmica de locação, como um pátio central equipado com piscina e jacuzzi situado entre as duas alas, um terraço de 300 metros quadrados, e duas cozinhas e salas de estar e jantar que não possuem janelas, visto que não havia vidro para fechamento. É importante notar que nenhum quarto possui vista direta para outro.

A residência tem capacidade para acomodar vinte e oito pessoas.

O design incorpora elementos da arquitetura vernácula dominicana, mas os reinterpreta em um estilo contemporâneo. Os beirais foram dimensionados para fornecer sombra às aberturas durante o dia. O uso do cobogó, um recurso clássico do tropicalismo, assegura a ventilação do ar, afasta insetos e projeta uma luz suave sobre os pisos. A seleção de materiais manteve-se concisa e monocromática, utilizando cimento cinza, reboco cinza e madeira local.

O cimento foi transformado em um campo de experimentação próprio, sendo trabalhado com mão de obra local para moldar bancadas, a escadaria principal, os revestimentos internos e externos, os assentos da sala de estar e até mesmo as pias. Para proteger a estrutura contra o lençol freático, todo o volume foi elevado em 1,40 metro, o que também facilitou o nivelamento do piso térreo com o jardim e tornou as instalações elétricas e sanitárias acessíveis para manutenção.

O resultado final é mais parecido com uma paisagem coberta do que com um simples edifício de cômodos. Ao se situar no pátio de entrada, a vista percorre toda a extensão da casa, passando pelo jardim, pela praia e alcançando o mar do Caribe. A brisa segue o mesmo trajeto. Concluída em 2021, a Casa Rosabaya demonstra os limites de quão aberta uma residência costeira pode ser ao clima, mantendo, ao mesmo tempo, plena funcionalidade para fins de hospitalidade.

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A equipe de projeto descreveu a Casa Bom Retiro, destacando que ela suspende os dormitórios sobre um vão contínuo de 12 metros, transformando esse espaço vazio no ponto focal da vida doméstica.

O loteamento está situado em uma área relativamente isolada do centro urbano de Pato Branco, no Paraná, apresentando declive em direção a um bosque de eucaliptos e ao horizonte aberto do interior, sem a necessidade de proteção contra vizinhos ou ruas.

As diretrizes do cliente impuseram duas condições: a residência deveria ocupar a porção superior do terreno e possuir dois andares. A combinação dessas exigências levou o projeto a adotar uma estratégia de empilhamento em vez de dispersão, convertendo essa imposição em um espaço vazio, permitindo que a paisagem atravessasse o térreo.

Estruturalmente, a casa é construída em concreto protendido e se sustenta em apenas quatro pontos, todos integrados aos blocos do pavimento térreo. O vão livre de 12 metros, complementado por balanços de 3,5 metros em cada ponta, elimina a necessidade de suporte intermediário no salão, possibilitando que o térreo seja totalmente envidraçado.

A laje robusta é visível no forro de toda a área social, sendo feita do mesmo concreto que suporta o vão e que é exposto internamente. O acesso principal ocorre pela cota mais elevada, próximo ao volume da garagem e do reservatório de água. A partir deste ponto de entrada, a paisagem não é visível; o que se observa é a própria casa, fechada, dividida entre blocos sólidos e o espaço vazio que eles delimitam.

Cada bloco possui uma função específica e poucas janelas — como a área de churrasqueira, a sala de estar privativa e o serviço conectado à garagem. Acima desses blocos, encontra-se a faixa dos dormitórios, protegida por um brise contínuo de alumínio em toda a sua extensão. O vazio se localiza entre esses blocos, e somente ao entrar nele é que a paisagem se revela, passando de uma face para a outra.

A disposição dessa faixa segue o eixo leste-oeste. A fachada voltada para o norte recebe luz solar durante todo o ano, mas o brise consegue filtrar a incidência direta nos quartos sem obstruir a vista. No nível térreo, as duas fachadas envidraçadas promovem a circulação de ar cruzado. Além disso, os pátios internos abrigam jardins que auxiliam na iluminação e ventilação das áreas de circulação que atendem aos blocos mais fechados.

O conceito arquitetônico estabelece que o que se habita não são os blocos, mas sim o espaço intersticial entre eles. Enquanto os cômodos cumprem funções específicas, o vazio abriga a vida compartilhada, criando um diálogo entre os espaços fechados e abertos que gera possibilidades de conexão e reclusão em relação ao local.

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