NASA reforça compromisso de compartilhar dados lunares com a comunidade científica global através dos Acordos Artemis
Leia mais
Olhar Digital
olhardigital.com.br

NASA reforça compromisso de compartilhar dados lunares com a comunidade científica global através dos Acordos Artemis

A NASA reafirmou, nesta quinta-feira (11), seu empenho em disponibilizar dados, amostras e descobertas geradas pelo programa Artemis para a comunidade científica internacional. Essa iniciativa é amparada pelos 71 países que assinaram os Acordos Artemis, um conjunto de diretrizes focado na exploração espacial civil, segura e transparente, sendo o Brasil um desses signatários.

Para concretizar este compromisso, a agência promoveu uma série de dois workshops virtuais focados em ciência aberta e compartilhamento de dados. Estes encontros ocorreram entre 28 de julho e 8 de setembro, visando definir métodos para que informações científicas cheguem a pesquisadores de diversas nações de maneira pontual.

Princípios de Ciência Aberta

A primeira sessão dos workshops concentrou-se nos conceitos de ciência aberta e nas metodologias necessárias para sua implementação. Segundo a NASA, as discussões tiveram como objetivo expandir a colaboração e a interoperabilidade entre as nações signatárias, além de estimular a transparência, a acessibilidade e a capacidade de replicação no âmbito científico.

Ferramentas e Recursos de Compartilhamento

Na segunda reunião, foram abordadas as ferramentas aptas a operacionalizar a ciência aberta. A NASA apresentou aos signatários um modelo de referência que permite a cada país desenvolver ou aprimorar seus próprios sistemas e estruturas de partilha de dados. Entre os recursos exibidos pela agência estava o Planetary Data System, um dos principais repositórios da NASA para dados de ciência planetária. Também foram compartilhados dados lunares acessíveis publicamente, juntamente com ferramentas de análise e visualização, e o padrão de modelo de informações utilizado pelo sistema.

Jacob Bleacher, cientista-chefe de exploração da NASA, declarou: «Estamos disponibilizando gratuitamente dados, ferramentas e resultados e convidando os parceiros dos Acordos Artemis a inovar conosco e compartilhar seus dados também». Por sua vez, Andrew Mitchell, vice-diretor de dados científicos da Diretoria de Missões Científicas da NASA, enfatizou que a abertura dos dados transcende apenas a tecnologia; ele considera fundamental a mudança no próprio processo científico para torná-lo mais colaborativo e transparente.

A agência ressalta que tornar os resultados e processos científicos o mais abertos e passíveis de reprodução possível pode impulsionar novos estudos e elevar tanto a qualidade quanto o ritmo do avanço científico. No contexto do programa Artemis, isso engloba o compartilhamento de informações provenientes de rochas lunares, conjuntos de dados e descobertas feitas.

Os workshops deram seguimento a debates iniciados pela ISRO (Indian Space Research Organisation) em maio, momento em que os signatários começaram a avaliar caminhos para avançar em práticas de dados abertos e estabeleceram uma base comum para futuros diálogos sobre o assunto.

Origem e Objetivos dos Acordos Artemis

Os Acordos Artemis foram formalizados em 2020 pela NASA e pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, juntamente com outras sete nações pioneiras. Sua criação ocorreu em um período de crescente interesse de governos e corporações privadas pelas atividades realizadas na Lua. Os princípios estabelecidos buscam padronizar práticas para aprimorar a segurança e a coordenação entre os países durante a exploração da Lua, de Marte e de outras áreas espaciais. Entre os compromissos estão a exploração pacífica e transparente, o auxílio a quem necessita e a garantia de acesso a dados científicos.

Adicionalmente, os signatários se comprometem a assegurar que suas operações não interfiram nas ações de outros participantes e a proteger sítios e artefatos de relevância histórica por meio da adoção de boas práticas. A NASA conclui que a adesão aos Acordos Artemis cria oportunidades para futuras missões lunares em colaboração com a agência, contribuindo assim para os objetivos de retorno humano à Lua.

Popular