Sachin Bansal informou que a empresa Navi está implementando ativamente a inteligência artificial em todos os seus processos operacionais. Esses processos incluem o desenvolvimento de modelos para detecção de fraudes e avaliação de crédito, bem como trabalho em codificação, suporte ao cliente, marketing e engenharia de funcionalidades.
Ao participar do Global Fintech Festival, Bansal enfatizou que o mero acesso à IA não é suficiente para que as empresas se destaquem. À medida que o desenvolvimento de software se torna mais acessível e simples, a vantagem competitiva dependerá cada vez mais da escolha das tarefas corretas e da construção de capacidades difíceis de replicar. Essa abordagem também define a estratégia da Navi no setor de serviços financeiros.
Bansal observou que a empresa prefere mergulhar profundamente nos problemas, em vez de funcionar apenas como uma plataforma tecnológica ou de distribuição. Em áreas como seguros e crédito, isso significa desenvolver competências em toda a cadeia de valor, incluindo modelos de gestão de riscos e tomada de decisões de crédito. Ele acrescentou que as empresas que assumem tarefas mais complexas e criam sistemas difíceis de copiar têm mais chances de se tornar instituições de longo prazo.
Essas declarações foram feitas algumas semanas após a Navi levantar US$ 100 milhões com a Prosus, seu primeiro ciclo de financiamento institucional. De acordo com a empresa, a Navi Finserv ultrapassou 13.000 crore de rúpias em ativos sob gestão, e o grupo alcançou lucratividade consolidada no quarto trimestre do ano fiscal de 26.
Bansal também vê bancos e fintechs como forças complementares. Ele acredita que os bancos permanecem como guardiões regulamentados e confiáveis de valor, enquanto as fintechs podem se concentrar na simplificação e aumento da acessibilidade dos produtos financeiros. Na sua opinião, a Índia já atingiu um nível básico de inclusão financeira graças às contas bancárias e pagamentos digitais, mas ainda há um potencial significativo para expandir o acesso a produtos como seguros e empréstimos.
Bansal classificou o crédito como um elemento vital das aspirações econômicas da Índia, colocando-o no mesmo patamar que eletricidade, educação e saúde. O objetivo de longo prazo da Navi, segundo ele, é garantir o acesso ao crédito para um bilhão de pessoas, mesmo que isso leve décadas. Além disso, Bansal afirmou que os dados dos clientes devem, em última análise, pertencer ao cliente e ser portáveis entre instituições autorizadas, desde que as medidas de privacidade necessárias sejam observadas. Sua tese mais ampla é que, à medida que a tecnologia se torna amplamente disponível, o equipamento tecnológico em si terá menos importância do que a forma como as empresas decidirem usá-lo.
