Uber planeja usar economia de demissões para reduzir tarifas e melhorar serviços
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Uber planeja usar economia de demissões para reduzir tarifas e melhorar serviços

A Uber tem planos de utilizar parte da economia gerada pela dispensa de aproximadamente 3.300 colaboradores para diminuir o custo das viagens para os usuários. Além disso, a companhia busca aprimorar a disponibilidade de serviços no aplicativo e continuar investindo em seu programa de expansão.

Os cortes afetaram 10% do quadro corporativo, mesmo após a empresa apresentar resultados trimestrais que superaram as projeções dos analistas. O CEO Dara Khosrowshahi explicou que a decisão foi tomada porque a empresa se encontra em um momento de força.

As demissões foram comunicadas no começo de setembro e correspondem a 10% da equipe corporativa da Uber. Khosrowshahi ressaltou que este era o momento oportuno para implementar a redução de custos.

Durante uma apresentação na conferência Goldman Sachs Communacopia + Technology, na quinta-feira, o executivo declarou: “Estamos em uma posição de força, e não de fraqueza”.

A Uber também havia demonstrado desempenho superior às expectativas dos analistas em seus relatórios trimestrais recentes. Na quinta-feira, as ações da empresa tiveram uma alta de cerca de 2% após a companhia informar à SEC que Khosrowshahi adicionou aproximadamente US$ 10 milhões (equivalente a cerca de R$ 52,1 milhões) em ações da Uber às suas participações.

A economia obtida com os desligamentos não será aplicada somente na diminuição de despesas; há a intenção de reinvestir parte desse montante diretamente no serviço. Segundo Khosrowshahi, esses recursos serão empregados em diversas frentes.

A Uber também pretende destinar uma parcela do dinheiro poupado com seguros para baixar o valor das corridas. O CEO acredita que essa iniciativa ajudará a reter os passageiros utilizando o aplicativo.

A justificativa apresentada por Khosrowshahi reside no contexto atual da empresa. Em vez de aguardar uma possível alteração no cenário, a Uber optou por cortar gastos enquanto os negócios estão em uma condição favorável. Ele afirmou: “Algumas empresas esperam. Nós não acreditamos em esperar”.

A estratégia geral da Uber consiste em converter parte da economia advinda da redução de pessoal e dos custos de seguro em tarifas mais baixas, uma oferta de corridas superior e investimentos contínuos na plataforma. O resultado final dessa aplicação de recursos dependerá de como a empresa decidirá utilizá-los.

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A Uber decidiu demitir cerca de 3.300 funcionários, apesar do crescimento estável dos negócios e do aumento das receitas. Este corte representa aproximadamente 10% do número total de funcionários da empresa em todo o mundo.

O motivo dessa decisão em grande escala foi o desejo da Uber de operar de forma mais rápida e eficiente. Isso foi comunicado pelo CEO Dara Khosrowshahi em um memorando enviado aos funcionários.

Nos últimos cinco anos, a Uber expandiu significativamente suas operações, lançando muitos novos produtos e aumentando a escala da empresa. No entanto, com o crescimento surgiu um problema: o aumento do tamanho da empresa levou ao aumento dos níveis de gestão e das equipes.

Isso, por sua vez, retardou o processo de tomada de decisões. O número de reuniões e a necessidade de coordenação entre diferentes equipes aumentaram, bem como houve uma falta de clareza na distribuição das responsabilidades de trabalho. Segundo o CEO, os funcionários gastavam mais tempo alinhando ações do que realizando o trabalho em si. Para resolver esse problema, a Uber decidiu reduzir cerca de 3.300 postos de trabalho.

A empresa reduziu especialmente vários níveis de gestão. O número de funcionários trabalhando em níveis de sete ou mais níveis abaixo do CEO foi diminuído em 20%. Além disso, o número de pequenas equipes, compostas por apenas um ou dois membros, foi reduzido pela metade.

No futuro, a Uber está apostando fortemente no negócio de carros autônomos, ou seja, veículos sem motorista. A empresa reconhece que o mercado de táxis robóticos pode crescer rapidamente. Portanto, a Uber pretende direcionar seus recursos e fundos para o desenvolvimento dessa nova tecnologia.

O plano da empresa é reduzir custos onde não é necessária uma grande quantidade de pessoas e gestão, e investir os recursos liberados em tecnologias futuras. A empresa declarou que essas mudanças permitirão canalizar o potencial em termos de crescimento, inovação e futuro autônomo.

Além dos cortes, a Uber fez mudanças significativas na política de trabalho remoto. No futuro, apenas cerca de 1% dos funcionários da empresa poderão trabalhar totalmente remotamente. A maioria dos funcionários terá que cumprir suas obrigações no escritório, e a empresa manterá sua política híbrida, que prevê três dias de trabalho no escritório.

É importante notar que o CEO da Uber não ligou as demissões diretamente à influência da inteligência artificial. Ele enfatizou que a empresa se tornou muito complexa e agora precisa ser mais compacta e ágil. No entanto, a influência da IA pode aparecer no futuro, pois o rápido crescimento dos táxis robóticos exigirá uma reestruturação séria do modelo de negócios da Uber.

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