Colegas de Karen Papir da Universidade de Oxford conduziram um grande estudo de coorte que estabeleceu uma ligação entre a preferência por bebidas muito quentes e o aumento do risco de desenvolver câncer de esôfago.
Para realizar o trabalho, foram utilizados vastos dados: mais de 510,1 mil mulheres de meia-idade de 64,5 anos do estudo britânico MWS, bem como quase 467,2 mil pessoas com idade média de 56,4 anos do repositório UK Biobank.
As informações sobre o consumo diário de bebidas quentes, como chá e café, bem como sobre a temperatura preferida (incluindo as categorias 'muito quente', 'quente', 'morna' e 'não consumo bebidas quentes'), foram obtidas através de questionários alimentares. Os diagnósticos de câncer de esôfago foram registrados com base em dados de registros nacionais de saúde.
A relação entre esses parâmetros foi avaliada usando modelos de riscos proporcionais de Cox. Os resultados deste estudo foram publicados oficialmente no International Journal of Cancer.
