Especialistas enfatizam a necessidade de gestão centralizada para o desenvolvimento do comércio entre Irã e Iraque
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Especialistas enfatizam a necessidade de gestão centralizada para o desenvolvimento do comércio entre Irã e Iraque

Yahya Al-Ishak, chefe da Câmara de Comércio Iraniana e Iraquiana Conjunta, declarou que o desenvolvimento das relações comerciais com o Iraque exige um comando unificado e tomada de decisões centralizada, considerando a ligação direta deste comércio com a segurança nacional e o desenvolvimento do país, bem como a necessidade de aumentar a manobrabilidade diante das regras em mudança do Iraque.

Durante uma reunião de diretores da Câmara de Comércio do Irã com ativistas econômicos da cidade de Kermanshah na quarta-feira, Al-Ishak destacou a estreita interconexão entre comércio regional, segurança e desenvolvimento econômico. Ele enfatizou que, devido à sua posição geográfica e potencial, a província de Kermanshah pode desempenhar um papel nacional significativo nesta cadeia.

Na opinião de Al-Ishak, o comércio com países vizinhos não deve ser visto apenas sob uma perspectiva econômica; ele está diretamente ligado aos interesses nacionais, segurança e desenvolvimento, e os ativistas econômicos carregam uma responsabilidade importante nisso.

Atingir a meta de 20 bilhões de dólares

Al-Ishak considerou alcançável a meta de comércio com o Iraque de 20 bilhões de dólares, observando que estimativas não oficiais indicam um volume de trocas na faixa de 14 a 15 bilhões de dólares. Ele acrescentou que esse valor pode ser aumentado mediante o uso das capacidades existentes.

Ele salientou que, além das exportações, deve-se dar atenção especial às importações, especialmente de bens essenciais, matérias-primas, componentes e produtos manufaturados. É necessário encontrar um equilíbrio entre importação e exportação, sendo que Kermanshah, com sua infraestrutura e capacidade de fronteira, pode satisfazer efetivamente as necessidades do país através de importações.

Em relação aos compromissos cambiais dos exportadores, Al-Ishak explicou que seu cumprimento não deve se limitar apenas à transferência direta de moeda para o Banco Central. Ele propôs opções de 'importação em troca de exportação' e 'mercadoria em troca de mercadoria', observando que o Irã teve experiência na aplicação desse mecanismo nos anos 90, e insistir apenas no pagamento monetário direto não é a única solução.

Al-Ishak enfatizou que o Irã enfrenta um país cujas regras mudam constantemente, o que exige flexibilidade suficiente. Ele afirmou que as questões de comércio e fronteira com o Iraque não devem ser resolvidas por vários órgãos distintos, mas deve haver uma estrutura central para as relações econômicas com o Iraque, capaz de agir de forma ágil e fornecer aos funcionários provinciais a liberdade de ação necessária.

Referindo-se à fronteira de Hosravi, ele observou que, às vezes, são necessárias decisões no nível provincial. Ele sugeriu que delegar parte das competências relativas ao Iraque à administração provincial permitiria resolver muitos problemas mais rapidamente.

Reconhecendo as diferenças na legislação e regulamentação do Iraque, Al-Ishak constatou: 'O fato de existirem três regiões com regras diferentes é uma realidade. Uma fórmula fixa única não pode funcionar para todas as partes do Iraque. Devemos aceitar as realidades existentes e adaptar nossa política comercial de acordo'. Ele acrescentou que, embora qualidade, preço e marketing sejam importantes, para o Iraque a atualidade da informação e a presença de pessoal especializado capaz de gerenciar questões e problemas diários são mais críticos.

Al-Ishak informou que a Câmara Conjunta considera seu dever acompanhar os problemas levantados pelos ativistas econômicos. Ele pediu aos ativistas de Kermanshah que apresentassem claramente suas questões para que possam ser fornecidos os devidos apoios a nível nacional, confirmando a disposição de apoiá-los na remoção de obstáculos.

Hassan Daneifar, líder do Grupo de Trabalho Econômico Iraniano e Iraquiano, também apelou pela abertura de escritórios da Câmara Conjunta no Curdistão e em Bagdá para uma resolução mais rápida dos problemas dos ativistas e para o desenvolvimento das relações comerciais.

Discursando no mesmo encontro na quarta-feira, Daneifar observou que o Iraque continua sendo um dos parceiros comerciais mais importantes do Irã. Ele apontou que Kermanshah consistentemente ocupa o primeiro lugar entre as províncias iranianas em exportação para o Iraque, mesmo em períodos de atividade reduzida em alguns pontos de passagem de fronteira.

Daneifar relatou que, nos últimos 18 anos, o Iraque recebeu uma parcela significativa da produção iraniana — em média cerca de 22% das exportações não petrolíferas, e em alguns anos, 25-26%. Ele considerou a meta de 20 bilhões de dólares realista e alcançável, concordando com os dados não oficiais sobre as trocas atuais de 14 a 15 bilhões de dólares. No entanto, alertou para a crescente presença dos Emirados Árabes Unidos e da China no mercado iraquiano, afirmando que 'o Irã deve reformar seus métodos comerciais e executivos para manter e desenvolver sua participação.'

Daneifar definiu o equilíbrio entre exportação e importação como uma questão chave, afirmando que 'a exportação unilateral não pode ser sustentável a longo prazo'. Ele acrescentou que o aumento das importações do Iraque, especialmente para as necessidades do país, pode contribuir para o desenvolvimento das relações econômicas.

Ele também enfatizou a importância do comércio de bens, afirmando que os compromissos cambiais dos exportadores não devem se limitar ao retorno direto de moeda ao Banco Central. 'Importação em troca de exportação e mercadoria em troca de mercadoria são soluções adequadas.'

Para resolver os problemas dos comerciantes iranianos, Daneifar exigiu comunicação direta e constante com funcionários iraquianos e ativistas econômicos. Ele insistiu na criação de escritórios da Câmara Conjunta no Curdistão e em Bagdá para que os problemas pudessem ser monitorados localmente e resolvidos no menor tempo possível, mencionando que os consulados do Irã em Erbil e Sulaymaniyah deveriam ser utilizados.

Em relação aos relatos de aumento repentino das tarifas alfandegárias iraquianas, Daneifar pediu uma investigação minuciosa para determinar se estão relacionadas a decisões internas do Iraque ou a acordos comerciais bilaterais. Ele solicitou enfaticamente aos ativistas que fornecessem informações detalhadas para acompanhamento futuro. Questões relativas a bens de exportação em Sulaymaniyah e outras áreas do Curdistão, incluindo procedimentos de teste e coleta de impostos, devem ser tratadas individualmente; ele informou que foram organizadas reuniões com representantes iranianos com funcionários de Sulaymaniyah.

Daneifar também apoiou as emendas à Lei de Combate ao Contrabando de Bens e Moeda, afirmando que isso deve ser feito em nível nacional. Ele observou que a alteração dessa lei pode resolver parte dos problemas no comércio de fronteira, uma vez que questões semelhantes existem em outras províncias fronteiriças e exigem coordenação interdepartamental e tomada de decisão em nível nacional.

Kermanshah: Portas do Irã para o Iraque

A província de Kermanshah faz fronteira com o Iraque por mais de 371 quilômetros, incluindo dois pontos de passagem oficiais e cinco mercados ativos. Através dessas fronteiras, são exportados anualmente bens no valor de quase 3 bilhões de dólares, o que destaca a importância estratégica da província nas relações comerciais entre Irã e Iraque.

Ambos os oficiais enfatizaram que, com a tomada de decisões coordenada, uma política comercial equilibrada e presença institucional no Iraque, a meta de 20 bilhões de dólares é totalmente alcançável, o que pode fortalecer significativamente a posição econômica regional do Irã.

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