De acordo com fontes familiarizadas com a situação, um grupo de credores liderado pelo State Bank of India concordou em fornecer cerca de US$ 3,5 bilhões em financiamento de dívida à Vodafone Idea Ltd. O objetivo deste apoio é ajudar a operadora móvel a recuperar seus negócios.
Este consórcio inclui outros credores locais, como o Union Bank of India Ltd. e o National Bank for Financing Infrastructure and Development. Essas instituições preferiram permanecer anônimas, pois as informações ainda não são públicas.
A Vodafone Idea, que ocupa a terceira posição no país em número de usuários entre as operadoras sem fio, mas ainda opera com prejuízo, planeja usar parte dos fundos recebidos para melhorar sua rede e aumentar a competitividade contra a Bharti Airtel Ltd. e a Reliance Jio Infocomm Ltd.
Na Bolsa de Frankfurt, as ações da Vodafone Idea subiram 2% na sexta-feira, enquanto o índice Sensex caiu 1%.
Condições do Financiamento
As condições relacionadas a este financiamento incluem a exigência de que o bilionário Kumar Mangalam Birla permaneça como presidente durante todo o prazo do empréstimo, que é de quase 10 anos, bem como garantias de reembolso em caso de incumprimento.
Representantes da Vodafone Idea e dos bancos não responderam aos pedidos de comentários. Anteriormente, a CNBC-TV18 relatou em maio que a empresa, parcialmente pertencente ao Vodafone Group Plc britânico, estava negociando com credores, e que o SBI provavelmente lideraria o consórcio.
A Vodafone Idea relatou um prejuízo menor do que o esperado de 3.750 crore de rúpias (US$ 394 milhões) no primeiro trimestre até junho.
No início deste ano, as autoridades indianas apoiaram a Vodafone Idea e lhe deram mais chances de atrair investidores, limitando os pagamentos de espectro realizados anteriormente. Além disso, no ano passado, o governo converteu cerca de 37.000 crore de rúpias de dívidas não pagas em capital social, aumentando sua participação de 22,6% para 48,99%.
Essas medidas contribuíram para o aumento das ações da Vodafone Idea, que atingiram uma capitalização de mercado de cerca de 1,6 trilhão de rúpias este ano.
