George W. Bush realizou uma exposição intitulada «Recordando o 11 de Setembro» (Remembering 9/11), que está sendo exibida em seu museu presidencial. A mostra inicia com uma representação de Nova Iorque após o colapso das Torres Gêmeas, estruturas atingidas por aeronaves desviadas por jihadistas.
Segundo o material informativo da exposição, vinte e cinco anos após os fatos, George W. Bush revisita esse ponto crucial da história americana, utilizando a pintura para registrar os símbolos, as pessoas e os gestos de afeto que surgiram a partir daquele momento.
São apresentadas dezesseis obras que ilustram os acontecimentos e imagens capturadas nos instantes, horas e dias subsequentes aos ataques fatais. Em metade dessas pinturas, George W. Bush retrata a si mesmo em momentos específicos: seja de costas, ao ser informado por seu chefe de gabinete sobre o impacto de um segundo avião no World Trade Center, enquanto conforta uma família, ou inclinado junto a uma mãe enlutada.
Ele também aparece representado entre bombeiros de Nova Iorque, proferindo um discurso na Catedral de Washington e, posteriormente, segurando a mão do pai, o ex-presidente George Bush. Outro elemento recorrente nessas obras coloridas é a bandeira americana, que aparece sutilmente na primeira tela que remete ao ataque em Manhattan, e em destaque sobre o Pentágono, atingido por um terceiro avião, ou sendo agitada por socorristas em uma terceira tela.
A explicação da exposição aponta que Bush escolheu pintar esses momentos porque são aqueles que ele recorda com maior clareza, enfatizando não o medo nem o desespero, mas sim a determinação e o instinto de união e ajuda mútua dos americanos comuns.
Duas telas focadas em bombeiros merecem destaque, uma delas apresentada em tons de bronze dourado e a outra em ocre e amarelo. É mencionado que George W. Bush, que completou 80 anos em julho, estava no cargo de presidente dos Estados Unidos há menos de oito meses quando ocorreram os atentados de 11 de Setembro.
O processo de pintura começou em 2012, três anos após deixar a Casa Branca, sendo inspirado pelo ensaio de Winston Churchill intitulado «A Pintura como Passatempo». O ex-presidente, residente em Dallas, já havia dedicado mostras anteriores a veteranos do exército norte-americano e a indivíduos de origem imigrante.
Os ataques de 11 de Setembro de 2001 resultaram na morte de 2.977 pessoas, causados pela organização jihadista Al-Qaeda. Um quarto avião, que parecia ter como destino o Capitólio ou a Casa Branca, caiu na Pensilvânia (leste) após uma reação dos próprios passageiros.
