O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quinta-feira (10/09) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/2026. Esta medida revoga o chamado 'imposto das blusas'. Na prática, isso significa que compras internacionais online no valor de até US$ 50 (o que equivale a 255 reais pela cotação atual) estão isentas de imposto de importação de 20%.
A cobrança de 20% havia sido suspensa temporariamente em maio de 2026. A aprovação presidencial veio uma semana após o texto ter sido aprovado pelo Congresso Nacional. Este imposto foi introduzido em 2024 com o objetivo principal de proteger a indústria e o comércio varejista nacionais contra a concorrência estrangeira agressiva, especialmente da China.
No entanto, Lula afirmou no mesmo dia que os argumentos dos empresários brasileiros de que a revogação do imposto prejudicaria esses setores não correspondem à realidade. O Presidente comentou: 'É uma coisinha tão insignificante que não vale a pena dizer que causa prejuízos, que gera desemprego ou que causará problemas no comércio.'
O Presidente também mencionou a 'compensação' à população: 'Que benefício o Estado obtém ao cobrar imposto daqueles que compram por US$ 50? O que estamos fazendo aqui é compensar, dando aos cidadãos que não voam em avião, que não podem comprar vinho, que não podem comprar uísque, que não podem comprar uma blusa de couro chique, que compram alguma coisa pequena.'
Contudo, é importante ressaltar que a isenção do 'imposto das blusas' refere-se às alíquotas federais. Compras internacionais de até US$ 50 ainda estão sujeitas ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é um imposto estadual e cuja alíquota varia de acordo com o estado.
Deve-se também notar que a medida aprovada hoje inclui, além da revogação do 'imposto das blusas', a redução de impostos federais somados ao ICMS em 60% para 30% em compras internacionais de até US$ 3.000 (R$ 15.337 pela cotação atual).
