O Ministro dos Transportes da Venezuela, Francisco Garcés, informou na quarta-feira que a restauração de parte do Aeroporto Simón Bolívar Maiquetía está prevista para o primeiro semestre do próximo ano.
Garcés explicou que isso requer uma série de trabalhos muito significativos que levarão vários meses, portanto, o aeroporto não será colocado em operação nem mesmo parcialmente neste ano.
Ele observou que uma das pistas de pouso e decolagem do aeroporto, localizado na região afetada de La Guaira, ao norte de Caracas, foi gravemente danificada devido a uma falha sísmica. No entanto, Garcés afirmou que essa pista foi totalmente restaurada e está funcionando corretamente.
Além disso, foi garantido que o aeroporto melhorará significativamente, recebendo um reforço na conectividade internacional em resposta ao interesse de várias companhias aéreas estrangeiras que desejam operar no país.
O Aeroporto Maiquetía retomou as operações com terminais temporários em 1º de setembro, permitindo a recuperação de 49% das operações domésticas e 46% das internacionais existentes antes do desastre, segundo o ministro.
De acordo com o ministro, o volume de operações do aeroporto deve atingir cerca de 60% neste ano, mantendo a dependência de aeroportos alternativos mais distantes de Caracas.
Nos terminais temporários, ativados na semana passada no aeroporto principal, operam 19 companhias aéreas, das quais 11 são internacionais. Entre elas estão a TAP portuguesa, as espanholas Air Europa, Iberia e Plus Ultra, a americana American Airlines, a panamenha Copa Airlines, a colombiana Avianca e a LATAM Colômbia (subsidiária da LATAM Airlines chilena).
Segundo a agência estatal Agencia Venezolana de Noticias, os terminais temporários têm capacidade para receber um total de 2.168 pessoas, das quais 720 estão na área de partidas internacionais e 496 na área de chegadas.
