Pai de três filhos passa todas as noites fazendo uma pergunta para se manter próximo deles
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Pai de três filhos passa todas as noites fazendo uma pergunta para se manter próximo deles

Este relato faz parte da série 'Educação: O que o Google não diz' do The Better India, que documenta a abordagem familiar real à criação de filhos, indo além dos conselhos convencionais. A série apresenta visões honestas e diversas de pais, coaches de educação, influenciadores e especialistas sobre as questões, escolhas, dificuldades e soluções que moldam a parentalidade diária.

Quando Arvind Ramasoukhan chega em casa após um longo dia de trabalho, ele é frequentemente confrontado com muitas tarefas: decisões a serem tomadas, e-mails a responder e obrigações relacionadas à gestão de negócios. No entanto, antes de começar com isso, ele tem um pequeno ritual.

Ele abraça seus filhos e então pergunta sobre o dia deles. Ele conscientemente evita perguntas sobre lição de casa, notas ou o que as crianças conseguiram terminar. Em vez disso, ele pergunta: 'Vocês foram felizes hoje? O que os fez felizes?'

Esses quinze minutos tornaram-se uma das partes mais significativas do dia de Arvind. Em uma conversa franca com o The Better India, Arvind compartilha como esse simples ritual o ajudou a entender melhor seus três filhos e por que, às vezes, a presença de um pai é mais importante do que realizar muitas ações — é a capacidade de ouvir.

A Pergunta que Vai Além de Lição de Casa e Notas

Esta rotina é intencionalmente simples. Ele cumprimenta as crianças com um abraço e dedica um tempo para saber sobre o dia delas. Mas há uma pergunta que ele escolhe fazer conscientemente: 'Eu pergunto se eles foram felizes e, mais importante, o que os fez felizes.'

Para Arvind, essa distinção é crucial. Em vez de imediatamente direcionar a conversa para estudos, notas, atividades ou conquistas, ele quer primeiro saber sobre a experiência pessoal deles. Ele observa: 'Essas coisas também são importantes, mas eu quero que eles saibam que estou interessado mais do que no que eles alcançaram.'

A resposta da criança a essa simples pergunta às vezes abre uma pequena janela para o mundo dela. Pode ser algo que um amigo disse, algo que aprendeu, um jogo que gostou ou um pequeno momento que um adulto poderia perder.

Explicando isso, Arvind diz: 'Quando pergunto o que os fez felizes, na verdade estou perguntando o que foi importante para eles naquele dia.'

Aprender a Ver o Mundo Pelos Olhos das Crianças

Com o tempo, ele começou a pensar na mensagem que nossas perguntas transmitem às crianças. Ele afirma: 'Se continuarmos perguntando sobre o que eles conquistaram, eles absorvem que estamos procurando apenas por realizações. Quando perguntamos o que os fez felizes, estamos dizendo a eles que a experiência deles também é importante para nós.'

Quanto mais consistentemente ele fazia isso, mais ele notava. Ele descobriu o que alegrava seus filhos, o que esperavam e quais pequenos detalhes poderiam iluminar o dia deles. Às vezes, essas conversas também o ajudam a notar se algo os incomoda.

O ritual ensinou-lhe outra coisa: as crianças estão sempre observando. Ele nota: 'Elas percebem tantas coisas ao seu redor e lembram-se de pequenos detalhes que nós podemos nem pensar que elas notaram.'

Ao ouvir suas histórias sobre esses detalhes, Arvind acredita que os pais recebem algo inestimável — uma visão de como seus filhos percebem o mundo.

Quinze Minutos Que Viraram Hábito

Claro, nem toda noite é igual. Há dias em que as crianças têm muito a dizer e há dias em que não há nada para falar. No entanto, a própria regularidade adquiriu grande importância. As crianças sabem que quando o pai chega em casa, há tempo para elas.

Talvez seja isso que torna o ritual eficaz. Para Arvind, a lição é simples: manter contato com os filhos nem sempre exige mais tempo, mais atividades ou gestos mais grandiosos. Às vezes, basta um abraço no final de um longo dia, uma pergunta que vai além das conquistas e a disposição de ouvir sinceramente.

Ele conclui: 'Com o tempo, você percebe que nem precisa fazer a pergunta. A conversa simplesmente começa sozinha se você aprender a ouvir.'

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