Em janeiro, os servidores do jogo Anthem foram desativados, resultando na perda de acesso para jogadores que haviam adquirido o título, visto que ele não dispõe de modo offline. Este incidente se soma a uma série de casos recentes onde diversos outros jogos se tornaram injogáveis, muitas vezes sem aviso prévio além de comunicados no Discord ou notas na página da Steam.
O levantamento recente aponta para a descontinuação de vários títulos notórios. Entre eles, destacam-se Anthem, que causou surpresa, e Highguard, que havia sido uma grande expectativa no The Game Awards 2025, mas teve sua vida útil limitada a apenas 45 dias. Adicionalmente, uma parcela significativa de jogos para PlayStation 3 e 4, Xbox 360 e One teve seus servidores encerrados, seja por ausência de suporte ao hardware ou devido a cortes orçamentários.
Até o momento, cerca de 50 jogos foram descontinuados, incluindo aqueles que possuíam funcionalidades offline, e foram removidos de plataformas como Steam, PS Store e Microsoft Store. Outros títulos, como Granblue Fantasy: Versus, WWE 2K24 e NBA Live 19, perderam o suporte aos seus modos online, enquanto Project CARS 3 e outros foram retirados das lojas digitais, embora seus modos offline e multiplayer local continuem operacionais.
Mais descontinuações estão previstas até o final do ano, abrangendo títulos de grandes desenvolvedoras. Por exemplo, Destiny 2, anunciado em 21 de maio, não receberá mais atualizações, pois o estúdio Bungie está concentrando esforços em um futuro lançamento ainda não revelado, que não é Destiny 3. Embora a Bungie assegure que não há planos para um fechamento definitivo dos servidores, a quantidade de títulos descontinuados sugere que o encerramento de Destiny 2 é uma questão de tempo.
O projeto de lei conhecido como Protect Our Games Act (AB 1921) está em tramitação no estado da Califórnia, nos EUA. Esta legislação propõe obrigar as empresas de videogames a garantir que os jogos comprados permaneçam jogáveis mesmo após o término dos serviços online. As empresas teriam duas opções: fornecer uma atualização que permita o uso contínuo do jogo sem dependência dos servidores originais, ou reembolsar integralmente os compradores.
Esta iniciativa é um reflexo direto do movimento global Stop Killing Games, que advoga pela preservação dos jogos após seu desligamento. O projeto já passou por votação na Assembleia da Califórnia e seguiu para deliberação no Senado estadual. Contudo, o caminho para a aprovação final ainda é longo.
Um revés ocorreu no Senado estadual, pois, apesar de ter sido aprovado pela Assembleia da Califórnia em maio, o projeto falhou em uma votação crucial de comitê em 29 de junho, obtendo apenas 4 votos a favor, 3 contra e 4 abstenções. Assim, o texto não alcançou a maioria necessária, impedindo nova votação antes de 2027. Além disso, a lei proposta só se aplicaria a jogos lançados a partir de 2027, o que deixa muitos títulos atuais vulneráveis à extinção.
