De acordo com dados do Departamento Nacional de Saúde, apresentados pelo Departamento de Educação Básica em 2025, cerca de 7426 crianças menores de 18 anos procuraram ajuda após tentativas de suicídio entre abril e dezembro de 2024.
À medida que os alunos do 12º ano se preparam para os exames finais cruciais, psicólogos clínicos pedem encarecidamente às famílias que prestem atenção ao fato de que a pressão acadêmica excessiva pode afetar seriamente a saúde mental dos adolescentes.
Em vista do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, especialistas aconselham os pais a substituir longos sermões por escuta ativa.
A ansiedade pré-exame, o perfeccionismo e o forte medo de falhar criam um ambiente complexo para os formandos que passam pela avaliação final.
Embora o apoio familiar geralmente venha de boas intenções, o psicólogo clínico Tabang Tlaka alerta que até mesmo comentários gentis podem sobrecarregar inadvertidamente os estudantes com um peso insuportável de expectativas.
O fardo invisível das altas expectativas
Quando as famílias estabelecem padrões rígidos, os alunos frequentemente absorvem a ideia de que seu valor pessoal depende diretamente do sucesso acadêmico. Tlaka explicou que quando a família diz constantemente algo como: 'Nós sabemos que você consegue, você deve tirar uma nota A', eles impõem todas essas expectativas.
Essa situação deixa pouco espaço para erros, fazendo com que os alunos percebam qualquer deslize como um fracasso crítico, e não como parte natural do processo de aprendizagem.
Estratégias proativas de gestão de stress durante os exames
Para ajudar os alunos a manterem o controle da carga de estudo e reduzirem os níveis de ansiedade, Tlaka recomenda estabelecer hábitos de estudo estruturados e proativos desde o início da preparação:
- Criar um cronograma realista: Dividir o material por disciplinas em sessões diárias gerenciáveis para evitar maratonas de estudo de última hora.
- Sistematizar a revisão: A distribuição de sessões de revisão contribui para a fixação da memória de longo prazo.
- Trabalhar com provas anteriores: Praticar em condições que simulam o exame diminui o fator novidade e as surpresas no dia da prova.
- Explicar o material: Verbalizar conceitos para membros da família ou colegas fortalece a compreensão e ajuda a identificar lacunas de conhecimento.
Em setembro, que é celebrado como Mês de Prevenção ao Suicídio, os psicólogos enfatizam que o monitoramento da saúde mental deve ser uma prioridade juntamente com a preparação para os estudos.
Pais e professores devem observar atentamente quaisquer mudanças no comportamento que possam indicar dificuldades do aluno, tais como:
- Abandono de eventos sociais, hobbies ou esportes que antes traziam prazer.
- Mudanças no padrão de sono, especialmente sono excessivo ou fadiga constante.
- Humor persistentemente baixo, sentimento de desesperança ou entorpecimento emocional.
- Comentários que mencionam o desejo de desistir, sensação de estar preso ou sentir-se um fardo para os outros.
Ao surgirem esses sinais, a ajuda imediata e compassiva é crucial. Em vez de dar conselhos não solicitados, Tlaka sugere iniciar uma conversa suave e não julgadora. Ele insiste: 'Quando você vê isso, você quer sentar com seu filho e perguntar: 'Ei, está tudo bem? Posso ajudar com alguma coisa?'.'
Em última análise, a conclusão bem-sucedida do ensino médio exige um equilíbrio entre o esforço nos estudos e o apoio emocional. Ao criar um ambiente onde os jovens se sintam seguros para expressar seus problemas, as famílias podem aliviar a pressão desnecessária e garantir que os alunos recebam ajuda profissional quando necessário.
