Debadatta Chand, diretor executivo e CEO do Bank of Baroda (BoB), afirmou que os bancos e todo o sistema financeiro necessitam de investimentos tecnológicos mais robustos para combater as ameaças cibernéticas, bem como de um aumento na literacia digital entre os clientes para reduzir riscos.
Em um evento do Global Fintech Fest, Chand observou que a crescente ameaça de fraude cibernética é 'real' e exige atenção elevada tanto no nível institucional quanto no nível dos clientes.
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Ele enfatizou que o combate à fraude cibernética pode ser resolvido em dois níveis: a eliminação de vulnerabilidades dentro dos bancos e a redução dos riscos gerados pelos clientes. Segundo ele, fechar as vulnerabilidades bancárias requer investimentos tecnológicos reforçados, enquanto os riscos dos clientes são resolvidos através do aumento da literacia financeira e digital.
Chand declarou que, no geral, o sistema precisa investir mais em ferramentas adequadas, considerando o número atual de casos de fraude cibernética. Ele acrescentou que, como as operações bancárias se tornam cada vez mais dependentes de tecnologia, a educação dos clientes torna-se crucial para protegê-los contra incidentes.
Ele salientou que o nível dos clientes só pode ser melhorado através de uma conscientização adequada, o que implica investimentos significativos tanto em literacia financeira quanto digital.
No nível bancário, segundo Chand, os credores devem reconhecer que as ameaças cibernéticas deixaram de ser um risco teórico e precisam aumentar os investimentos para fortalecer os sistemas de defesa contra ataques. Ele ressaltou que este problema não se limita à Índia, mas tem caráter global.
Chand também observou que o aumento do uso de tecnologia no setor bancário dita a necessidade de evolução na cibersegurança, visto que o ciberespaço em si é uma tecnologia que requer atenção.
Ele informou que o BoB já destina parte do seu lucro operacional ao desenvolvimento tecnológico, incluindo cibersegurança. Apesar da importância dos investimentos em sistemas bancários, Chand considera que o aumento da conscientização dos clientes permanece uma área chave que requer atenção. Ele concluiu que o sistema deve fazer muito mais, reconhecendo as vulnerabilidades tanto nos bancos quanto nos clientes.
