O Ministro da Educação Superior e Ensino, Buti Manamela, condenou a destruição da infraestrutura universitária ocorrida durante os protestos estudantis no CPUT. Ele alertou que os campi não podem continuar recorrendo à danificação de edifícios quando as disputas entre estudantes e administração chegam a um impasse.
Esta declaração foi feita em meio aos preparativos da Cape Peninsula University of Technology (CPUT) para retomar as aulas em 14 de setembro, após interrupções que forçaram o governo a enviar uma delegação para a instituição. Manamela saudou o acordo alcançado entre as partes no CPUT, mas expressou séria preocupação com as ameaças à infraestrutura universitária, incluindo tentativas de incêndio.
Manamela observou: «O que eu realmente quero dizer sobre o que aconteceu no CPUT é, claro, que aplaudo as partes por terem se reunido e chegado a um acordo, mas estou muito preocupado que, quando estamos insatisfeitos com o que acontece no campus, as primeiras vítimas sejam coisas que não falam em resposta, como os edifícios», — declarou ele, acrescentando: «Tendemos a queimá-los em vez de conversar uns com os outros.»
Posição de Manamela sobre o direito de protesto
O ministro informou que, no dia anterior às tentativas de incêndio, conversou com representantes do CPUT e soube que a ideia de queimar alguns edifícios da universidade estava sendo discutida no campus. Manamela enfatizou que o direito constitucional dos estudantes de protestar deve ser protegido, mas afirmou que esse direito não pode justificar a destruição de instalações de infraestrutura.
Ele lembrou que o direito de protesto foi usado para alcançar alguns sucessos, mas acredita que é hora de rever a abordagem, e em vez de ameaçar edifícios, deve-se manter um diálogo. Na sua opinião, as ameaças aos edifícios são não construtivas e levam a recuos.
Retomada das aulas em 14 de setembro
Manamela confirmou que uma delegação setorial foi enviada ao CPUT e que a retomada das aulas estava prevista para 14 de setembro. Ele lamentou o tempo perdido e o fato de as partes interessadas no campus terem gasto muito tempo discutindo questões.
Apesar disso, ele saudou o reconciliação final das partes. No entanto, Manamela alertou que os problemas financeiros fundamentais do CPUT não desapareceram simplesmente porque a universidade retirou seu plano de recuperação financeira. Ele esclareceu que a retirada do plano apenas significa que os problemas terão que ser abordados de outra forma.
O ministro pediu tanto à administração da universidade quanto aos conselhos representativos estudantis que mantivessem canais de comunicação abertos, para que os desentendimentos não evoluíssem para paralisações e destruições. Ele aconselhou a administração a interagir com os estudantes, sem fechar as portas para o SRC se tiverem perguntas, e vice-versa, o SRC não deve se isolar, mas sim negociar e dialogar com a administração quando surgirem problemas. Manamela concluiu que o financiamento continua sendo uma das principais ameaças à estabilidade no ensino superior, visto que universidades, estudantes e todo o sistema lutam contra a crescente pressão financeira.
