Lekalake apoia o uso de inteligência artificial para o desenvolvimento do turismo, criação de empregos e crescimento econômico na África do Sul
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Lekalake apoia o uso de inteligência artificial para o desenvolvimento do turismo, criação de empregos e crescimento econômico na África do Sul

O turismo é um dos principais motores da economia sul-africana, atraindo milhões de visitantes a locais como Drakensberg, as praias de KwaZulu-Natal, os vinhedos do Cabo Ocidental, Kruger e o centro econômico de Joanesburgo.

No âmbito da celebração do Mês do Turismo, o foco muda da simples atração de hóspedes para como o setor pode crescer, gerar empregos e garantir que a maior parte da receita do turismo chegue às empresas, trabalhadores e comunidades em todo o país.

Em setembro, a discussão gira em torno do tema 'Desenvolvimento do Setor Turístico Sul-Africano na Era Digital', que coloca a tecnologia no centro dos esforços para expandir o setor, melhorar o acesso aos destinos e conectar mais viajantes ao negócio turístico.

Kele Lekalake, Diretora Executiva da Harvey World Travel Southern Africa e BID Travel Ambassadors, enfatizou a importância do Mês do Turismo, observando que o valor econômico do turismo vai muito além do lazer.

Lekalake afirmou que o turismo é um dos estimuladores econômicos mais poderosos da África do Sul, pois cria empregos, traz moeda estrangeira, sustenta pequenos negócios e impulsiona o crescimento em vários setores, incluindo transporte, hotelaria, tecnologia e varejo. Ela esclareceu que o turismo não é apenas férias, mas também uma oportunidade para empreendedorismo e desenvolvimento comunitário, onde cada viajante tem um impacto positivo em toda a cadeia de valor.

No entanto, para que mais sul-africanos viajem e turistas internacionais escolham a África do Sul, o setor precisa se adaptar às tecnologias em mudança. Lekalake acredita que a inteligência artificial (IA) está transformando as viagens, tornando-as mais personalizadas, eficientes e acessíveis. Na sua opinião, para a África, a IA representa uma chance de superar barreiras tradicionais, ajudando o negócio turístico a competir no cenário mundial e abrindo novas oportunidades para inovação e desenvolvimento de habilidades.

Contudo, a tecnologia não pode resolver todos os problemas. Fatores como disponibilidade de conectividade, procedimentos de visto, infraestrutura e competitividade dos destinos permanecem como obstáculos. Lekalake insiste que, para superar essas dificuldades, é necessária uma aliança mais estreita entre os setores público e privado.

Ela acrescentou que o futuro da África depende do fortalecimento da cooperação e da conectividade. A simplificação dos deslocamentos através de melhor acesso aéreo, processos de visto simplificados e o fortalecimento das parcerias regionais abrirão potencial para turismo, comércio e investimentos no continente. Na Harvey World Travel, eles acreditam que o aumento do turismo interno na África contribui para a criação de empregos, apoio aos negócios locais e construção de uma economia continental mais forte e interconectada.

Uma visão semelhante foi apresentada na Conferência de Agentes de Viagem AESATA em Livingstone, Zâmbia, em 2026, onde o tema 'África em Movimento' focou na transformação digital, viagens intercontinentais e inovação.

Ao falar sobre o futuro do turismo na África, Lekalake destacou a necessidade de criar uma rede que permita que as empresas turísticas se desenvolvam além das fronteiras nacionais, mencionando que estão construindo intencionalmente uma rede pan-africana de viagens unificada para conectar empresas independentes em todo o continente com novos mercados e oportunidades.

Recentemente, no lançamento do Mês do Turismo, a ministra do Turismo, Patricia de Lille, declarou que o turismo começa em casa, pedindo aos sul-africanos que explorem e apoiem os destinos internos, fortalecendo assim a contribuição do setor para a economia. Ela observou que antes de pedir ao mundo para descobrir a África do Sul, é preciso encorajar os próprios sul-africanos a descobrir seu país.

Esta mensagem é particularmente importante, pois o turismo interno continua a servir como uma base crucial para o setor. De Lille enfatizou que cada decisão de um sul-africano de viajar dentro do país tem um efeito econômico. Ela deu exemplos: desde famílias que fazem viagens curtas até jovens que descobrem partes do país que só viram online, e turistas que gastam seu dinheiro dentro do país.

Na primeira metade do ano, os sul-africanos realizaram 21,2 milhões de viagens noturnas, superando o número de 20,4 milhões no mesmo período do ano anterior. As viagens turísticas mostraram um crescimento ainda maior, atingindo 5,2 milhões, um aumento de 36% em relação ao ano anterior. Embora os gastos permaneçam abaixo do ano anterior, esses números indicam o desejo dos sul-africanos de explorar seu próprio país, o que, segundo De Lille, é um pilar de uma economia turística sustentável.

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