A Meta introduziu o Muse, seu novo agente pessoal de inteligência artificial. Este modelo foi anunciado na terça-feira, dia 08/09, e foi projetado para oferecer uma experiência altamente personalizada a cada utilizador, integrando acesso a calendários, dados de atividade física e outras informações essenciais para a organização das tarefas diárias.
De acordo com a Meta, todo o processamento de dados ocorrerá através de uma Secure VM, uma máquina virtual que visa assegurar um nível elevado de segurança e privacidade nas interações. O CEO Mark Zuckerberg apresentou o Muse como o avanço subsequente no caminho em direção à superinteligência artificial.
O agente possui um avatar que pode ser personalizado e interativo, sendo acessível tanto pelo aplicativo Muse quanto pelo WhatsApp. A concepção é permitir que qualquer pessoa usufrua dos benefícios da IA, mesmo sem possuir conhecimento técnico para formular comandos específicos (prompts).
Inicialmente, o aplicativo Muse está restrito aos Estados Unidos. Não há, até o momento, informações disponíveis sobre a data de chegada deste novo agente pessoal ao Brasil. Ao tentar acessá-lo pelo site muse.ai, observou-se que, embora o site esteja em português, é exibida uma notificação solicitando autorização para utilizar o agente.
O Muse é concebido como um agente operacional 24 horas por dia, ou seja, com funcionamento contínuo para analisar as atividades do utilizador e fornecer sugestões pertinentes. Ele compartilha características com o Gemini Spark, serviço oferecido pelo Google a assinantes de planos premium. Adicionalmente, ele opera mesmo em segundo plano, dispensando a necessidade de manter o aplicativo ativo durante o processamento da resposta pela IA.
A funcionalidade do Muse depende, naturalmente, de uma permissão prévia concedida pelo utilizador para acessar seus dados. É possível vincular ao Muse diversos aplicativos, incluindo plataformas de compra de ingressos, calendários, documentos e redes sociais como o Instagram. Em um vídeo, Zuckerberg demonstrou o Muse planejando atividades diárias, avaliando a qualidade do sono e propondo ajustes na rotina de exercícios físicos.
Outras capacidades demonstradas incluem a criação de listas de compras e a finalização dessas aquisições, procedimento que requer aprovação do utilizador. Também é possível realizar a análise de despesas, identificando assinaturas pouco utilizadas e sugerindo métodos para otimizar os gastos financeiros.
A Meta garante que o novo Muse processará os dados dentro da chamada Secure VM, ou máquina virtual segura. Esta medida visa reforçar a privacidade das informações sensíveis e das interações do utilizador. Contudo, todas as ações, como confirmações de compra, necessitam da autorização explícita do usuário, o que implica que uma experiência completa exige a confiança dos dados à empresa.
É importante notar a distinção entre Meta AI e Muse: enquanto o primeiro é classificado como um assistente, o novo modelo se configura como um agente pessoal, indo além da simples resolução de dúvidas ou auxílio em tarefas pontuais. A intenção é que o Muse se integre à rotina do indivíduo, agindo de maneira totalmente personalizada.
Um aspecto relevante é a quantidade de créditos gratuitos disponibilizados no novo agente pessoal: são 100 milhões de créditos semanais, com a opção de subscrever planos mensais para aumentar essa cota. Isso sugere uma ampla margem de interação diária com a inteligência artificial.

