Um novo estudo avalia que as emissões de poluentes da instalação Sasol Secunda estão causando sérios problemas de saúde e custam à economia sul-africana cerca de 19 bilhões de randes por ano.
De acordo com o estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA), as emissões desta instalação podem estar ligadas a cerca de 1000 mortes e 1100 partos prematuros em 2024. Além disso, foi estabelecido que a poluição contribui para o aumento do risco de asma infantil e outros problemas de saúde, cujas consequências não afetam apenas as comunidades vizinhas de Secunda.
O estudo observa que, além da mortalidade, o impacto negativo da poluição na saúde causa sofrimento a longo prazo, e as crianças são as mais afetadas, influenciando as gerações futuras. A análise do CREA mostra que, em 2024, as emissões das Operações Sasol Secunda contribuíram para cerca de 1100 partos prematuros, bem como para o aumento dos riscos de baixo peso ao nascer, outros desfechos adversos do parto e o subsequente aumento do fardo da asma infantil.
Segundo os dados do estudo, apenas em 2024, a Sasol Secunda emitiu aproximadamente 112 mil toneladas de dióxido de enxofre (SO₂) e quantidades significativas de sulfeto de hidrogênio (H₂S). Estima-se que os custos para a economia sul-africana com problemas de saúde relacionados às atividades da Sasol Secunda somam cerca de 1 bilhão de dólares americanos (19 bilhões de randes) por ano, apesar de a empresa ser considerada um dos centros industriais e fornecedores de empregos na África do Sul.
Os pesquisadores também apresentaram uma série de recomendações ao governo, incluindo a necessidade de revisar os limites alternativos de emissão de SO₂ na instalação Sasol Secunda.
Apelos por limites de emissão mais rigorosos
O CREA apelou veementemente pela implementação de uma redução obrigatória anual das emissões de SO₂, óxidos de nitrogênio, partículas sólidas e sulfeto de hidrogênio em toda a instalação. A organização também exige o reforço da relatoria de emissões e monitoramento independente com divulgação pública obrigatória dos dados. Além disso, o CREA defendeu o endurecimento das normas de qualidade do ar e que as comunidades afetadas tenham um papel maior no planejamento e controle da qualidade do ar.
Planos da Sasol para reduzir emissões
A Sasol afirma que nos últimos cinco anos investiu mais de 7 bilhões de randes em projetos de redução de emissões em suas instalações em Secunda, Sasolburg e Natareef. De acordo com informações publicadas no site da empresa, 98% das fontes de emissão nessas instalações já cumprem os Padrões Mínimos de Emissão. A Sasol aponta que o desafio restante é cumprir o limite de concentração de dióxido de enxofre (SO₂) para caldeiras em instalações de vapor em Secunda.
