Nilesh Buddha, chefe da representação temporária da OMS para a região do Sudeste Asiático, afirmou que, embora a tuberculose seja tratável e prevenível, ela causa centenas de milhares de mortes anualmente na região e empurra famílias para a pobreza.
Este acordo foi adotado durante a 79ª sessão do Comitê Regional da OMS para o Sudeste Asiático, que ocorre até quinta-feira em Díli, capital de Timor-Leste.
O representante das Nações Unidas enfatizou que eles possuem todas as ferramentas necessárias para mudar essa tendência, mas é preciso garantir que essas ferramentas cheguem a todas as pessoas necessitadas de forma mais precoce, justa e integrada aos cuidados primários de saúde de qualidade.
De acordo com dados da OMS, o Sudeste Asiático é responsável por 34% dos novos casos de tuberculose em todo o mundo em 2024. Foram registrados 3,68 milhões de novos casos e 433 mil mortes ao longo de 2024.
Na reunião do comitê, os países concordaram em fortalecer a detecção precoce e completa de casos de tuberculose por meio de serviços médicos, rastreio sistemático e busca ativa de casos entre grupos de alto risco e aqueles com acesso limitado a serviços de saúde, além de implementar a vacina.
A OMS observa que a introdução da vacina contra a tuberculose em 2028 pode potencialmente prevenir cerca de 1,45 milhão de novos casos e salvar 300 mil vidas até 2030.
O relatório global da OMS sobre tuberculose de 2024 indica que, em 2023, foram registrados 6.171 casos em Timor-Leste, refletindo o impacto do fortalecimento da vigilância epidemiológica, que permitiu reduzir em 55% as mortes causadas por esta doença.
Em julho, a OMS lançou no Timor-Leste uma campanha de detecção de casos de tuberculose e hanseníase. Esta campanha cobrirá os municípios de Díli, Atauro, Bauca, Ermera, Manatuto e Lautem e visa alcançar 750.000 pessoas, o que representa mais da metade dos 1,4 milhão de habitantes do país.
