Pai de Bangalore compartilha cinco lições financeiras que ajudaram a filha a criar sua própria ONG
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Pai de Bangalore compartilha cinco lições financeiras que ajudaram a filha a criar sua própria ONG

Parag Agrawal, especialista em tecnologia e negócios de Bangalore, que passou muitos anos criando empresas e investindo, aplicou uma abordagem mais simples ao dinheiro em sua família. Junto com sua esposa Meghna e filha Asavari, ele seguiu o princípio de ganhar, entender o dinheiro e perceber que ele nunca define a personalidade de uma pessoa.

Parag chama sua filha de 'Bolha' (Bubble), e para ele isso foi uma lição precoce: a felicidade não exige um preço. Agora, enquanto Asavari se prepara para entrar na universidade, Parag relembra cinco lições financeiras que lhe ensinou ao longo de 17 anos — não através de palestras, mas por meio de escolhas e conversas familiares.

Asavari nunca recebeu mesada. Se precisasse de algo, ela tinha que explicar o motivo e considerar o que estava disposta a sacrificar por isso. Quando ela começou sua ONG, Parag não lhe forneceu nenhum fundo monetário.

Ela vendeu seu piano, redirecionou presentes relacionados a Bharatanatyam e usou os prêmios de torneios. Segundo Parag, após cinco anos, a organização Shape the Future não recebeu uma única rupia externa.

Em casa, aniversários significavam receber itens necessários; desejos podiam esperar ou exigir trabalho. Asavari aprendeu que desejar algo não significa que é necessário. Parag buscava que Asavari visse o dinheiro como uma ferramenta, e não como uma medida de sucesso. Para ele, a forma como uma pessoa usa os recursos disponíveis diz mais sobre ela do que o volume desses recursos.

Graças a isso, ela conseguiu arrecadar 2,1 lakh de rúpias para crianças que lutam contra o câncer, construir uma biblioteca e organizar acampamentos médicos e oftalmológicos gratuitos. Parag acreditava que tais decisões demonstravam seus valores em ação.

Asavari cresceu perto de um restaurante construído por sua mãe, onde questões de lucro e margem eram discutidas na mesa da cozinha. Parag nunca a isolou dessas discussões. Aos doze anos, ela entendia o conceito de margem, e aos quatorze, o custo de uma contratação malsucedida. Parag afirma que adquiriu esse conhecimento ouvindo soluções reais em casa, e não sentado em sala de aula.

Quando Asavari fundou a Shape the Future, Parag ofereceu apoio, mas não financiamento. Ele queria que ela primeiro entendesse o que poderia criar usando os recursos ao seu redor. Para Parag, criar algo antes de buscar financiamento externo torna a pessoa mais responsável e atenta. Mais do que dinheiro, ele queria que ela percebesse a responsabilidade do processo de criação.

O objetivo final para Parag nunca foi ensinar Asavari como ganhar mais dinheiro; ele queria ensiná-la como ganhá-lo, usá-lo com sabedoria e nunca permitir que ele definisse o que realmente importa.

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