Dívidas forçam representantes da classe média sul-africana a sacar fundos de suas aposentadorias repetidamente
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Dívidas forçam representantes da classe média sul-africana a sacar fundos de suas aposentadorias repetidamente

O sistema de previdência de dois recipientes na África do Sul está registrando um aumento nos saques de fundos, pois domicílios de renda média estão utilizando suas economias para pagar dívidas, cobrir despesas de vida e custear educação.

De acordo com novos dados fornecidos pela Momentum Corporate, 52% dos participantes elegíveis para sacar de seu componente de aposentadoria já realizaram tais pagamentos. A pesquisa mostrou que os domicílios mais abastados da classe média são os mais propensos a saques repetidos, enquanto muitos membros da classe baixa não conseguem acessar o dinheiro porque suas economias caem abaixo do limiar mínimo de R2000.

Os dados demonstram que 44% de todos os valores sacados foram destinados ao pagamento de dívidas, 23% às necessidades diárias e 20% à educação.

Pressão financeira estimula os saques

Nossa empresa, Momentum Corporate, observa que o aumento salarial não acompanha o crescimento das dívidas e dos custos gerais para a classe média estabelecida. Nashalin Portrag, líder de FundsAtWork & Distribution na Momentum Corporate, afirmou que a principal razão desses saques é a pressão financeira.

Portrag explicou que muitos membros das classes baixa e média emergente não podem sacar dinheiro porque suas economias não atingem o valor mínimo exigido por lei de R2000. A classe média, por outro lado, geralmente possui economias suficientes para usá-las como fundo de reserva em caso de emergência diante do aumento constante do custo de vida.

Ele acrescentou que o aumento das taxas de juros, a inflação e a necessidade de manter empréstimos existentes impulsionaram as pessoas a usar as economias dentro do sistema de previdência de dois recipientes para manter a estabilidade financeira.

Segundo a Momentum Corporate, há uma discrepância entre as intenções das pessoas e o que realmente acontece. Em 2025, 74% dos participantes declararam que usariam seu componente de aposentadoria apenas em caso de necessidade real. No entanto, até 2026, apenas 48% dos participantes elegíveis não fizeram saques, representando uma lacuna de 26% entre as boas intenções e a realidade financeira.

A idade e o estágio de vida também são importantes. Por exemplo, millennials no meio da carreira são os que mais frequentemente fazem saques repetidos, pois precisam conciliar hipotecas, dívidas e criação de filhos. Enquanto isso, os membros da Geração X geralmente sacam o dinheiro apenas uma vez e não o utilizam mais, ao passo que os baby boomers, com maior estabilidade financeira e proximidade da aposentadoria, tendem a deixar suas economias intactas.

A mensagem chave para consultores financeiros, gestores de fundos e empregadores é que os participantes não ignoram intencionalmente seu futuro, mas tomam medidas necessárias para superar as dificuldades atuais.

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