A oração a Ganapati contém uma mensagem sobre saúde: os frutos favoritos são o fruto de cámfora e a figo, não o modak
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Aaj Tak
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A oração a Ganapati contém uma mensagem sobre saúde: os frutos favoritos são o fruto de cámfora e a figo, não o modak

Ao iniciar qualquer empreendimento, é costume lembrar Shri Ganesha como removedor de obstáculos. Durante a adoração a ele, frequentemente é oferecido modak, que às vezes é confundido com laddu. No entanto, o verdadeiro modak é um doce cozido no vapor feito de farinha de arroz com recheio de açúcar de palma e coco, e não um laddu feito de farinha de mandioca ou leguminosas.

Mas Ganapati gosta não apenas de modak; ele também consome os frutos da árvore de cámfora (kainta) e figos (jamun). Isso é mencionado em um de seus mantras conhecidos, que é frequentemente recitado durante as adorações. Ao examinar atentamente este curto mantra, descobre-se que dois frutos são claramente nomeados — kaita e jamun, juntamente com a descrição da forma e do tamanho de Ganapati.

O mantra diz: «Gajananam bhutganadi sevitam, kapitthajambufalacharubakshanam | Umasutam shokvinashakarakam, namami vighneshwaraapadpankajam» (Gajananam bhutganadi sevitam, kapitthajambufalacharubakshanam | Umasutam shokvinashakarakam, namami vighneshwaraapadpankajam). Seu significado simples é: eu adoro os pés de Vighneshwara, o deus destruidor da tristeza, filho de Uma, a quem agradam os frutos de kapitta (kaita) e jambu (figo), servido por espíritos e outros ganas, portador de cabeça enorme.

Surgiu a questão: por que esta oração menciona frutas como kaita e jamun, e isso está relacionado apenas à oferenda ao deus ou há uma sugestão de benefício para a saúde? Para entender isso, é importante conhecer uma história conhecida relacionada a Ganapati: acredita-se que foi ele quem escreveu o «Mahabharata». Ele registrava tudo o que Rishi Vedvyas dizia, continuamente, sem proferir uma palavra nem se mover do lugar. Esta história indica um longo período sentado em postura de concentração.

É aqui que surge um aspecto interessante do shloka: em vez de doces como modak ou laddu, ele menciona explicitamente kapitta e jambu. Kapitta traduz-se como kaita, e jambu traduz-se como figo. Ambos estes frutos são encontrados na Índia desde tempos antigos e são mencionados na tradição ayurvédica. Assim, o shloka descreve não apenas a aparência de Ganapati, mas também aponta para duas frutas especiais da natureza que lhe agradam.

Kaita é uma fruta que é muito dura por fora, mas tem polpa macia por dentro. Na culinária indiana, são preparados vários pratos com ela, desde chutney e limonadas até muitas outras guloseimas. Kaita também tem um significado especial na medicina tradicional. Contém fibras e muitos nutrientes. Tradicionalmente, era usado para resolver problemas digestivos. Portanto, a menção de kaita como fruto favorito de Ganapati o liga a uma mensagem de nutrição equilibrada.

O segundo fruto no shloka de Ganapati é jambu, ou figo. Este fruto, que aparece nas estações quentes e chuvosas, é uma parte antiga da dieta indiana. O figo contém fibras e vários compostos vegetais naturais. Na medicina tradicional indiana, os frutos e sementes de figo foram usados por muito tempo, especialmente em métodos tradicionais de tratamento relacionados ao nível de açúcar no sangue ou diabetes. É por isso que o figo é frequentemente discutido em relação ao diabetes. No entanto, não se deve considerar o figo ou suas sementes como substitutos dos medicamentos para diabetes; devem ser vistos como parte de uma alimentação equilibrada.

Vale notar mais um ponto: quando se trata de oferecer a Ganapati, primeiro lembram-se de modak e laddu. Mas neste famoso mantra meditativo, em vez de modak, são mencionados kaita e jambu. Isso torna o shloka ainda mais interessante. Acredita-se que a aparência de Ganapati também contém muitos símbolos: a cabeça grande simboliza inteligência, as grandes orelhas simbolizam a capacidade de ouvir, e os olhos pequenos simbolizam a concentração. Da mesma forma, a presença de kaita e jambu em sua dieta pode ser vista como uma conexão com a natureza e com a nutrição equilibrada.

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