Mais de duzentos domínios de internet foram bloqueados na Venezuela. De acordo com um comunicado da plataforma, dos 202 domínios bloqueados, 92 pertencem a 65 meios de comunicação. A plataforma exigiu a remoção completa, eficaz e verificável dos bloqueios de todos os provedores de internet.
A plataforma «Venezuela Sem Filtro» (VESF) está associada à organização não governamental (ONG) «Conexão Segura e Livre» e serve como repositório de informações sobre censura na internet e restrições ao fluxo de dados no país.
Em seu apelo na rede social X, a VESF explicou que os operadores de internet utilizam métodos de censura no nível do Sistema de Nomes de Domínio (DNS), protocolos de transferência de hipertexto (HTTP/HTTPS) e endereços IP (Protocolo de Internet) para impedir o acesso, sendo as restrições diferentes dependendo do provedor.
A VESF alertou que o acesso a informações diversas e a verificação do que acontece na Venezuela se tornaram um problema diário. Devido a essa situação, a VESF apresentou aos cidadãos, jornalistas e pesquisadores a plataforma interativa bloqueos.vesinfiltro.org, destinada a monitorar e garantir a transparência do mapa de censura no ecossistema digital do país em tempo real.
A plataforma também afirmou que a censura pode acabar e que a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) é capaz de exigir dos provedores de internet o fim dos bloqueios sem esperar por reformas legislativas, pois falta apenas vontade política.
A VESF concluiu sua declaração exigindo a remoção imediata dos bloqueios e garantias de que, no futuro, nenhuma restrição será imposta de forma ilegal ou arbitrária. Foi enfatizado que qualquer bloqueio deve ser excepcional, sujeito a controle judicial e estar em conformidade com os princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade.
No seu website, a VESF publica uma lista de domínios bloqueados no país, fornecendo endereço, nome, categoria e tipo de bloqueio realizado em sete dos principais provedores de internet da Venezuela, tanto públicos quanto privados.
