Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou que o lançamento do GPT-6 Astra da OpenAI representa a chegada da Inteligência Artificial Geral (AGI), que é considerada o objetivo primordial das maiores companhias do setor de IA.
Em uma postagem na plataforma X, o executivo parabenizou a equipe da OpenAI pelos resultados alcançados e enfatizou a progressão dos modelos nos últimos quatro anos, afirmando categoricamente: «A AGI chegou». Huang também salientou a contribuição da própria Nvidia neste desenvolvimento.
A AGI, definida genericamente como um sistema apto a realizar diversas tarefas intelectuais com desempenho igual ou superior ao humano, carece de um teste universalmente aceito para sua determinação, gerando diferentes interpretações sobre seu alcance.
Para a própria OpenAI, a AGI consiste em um sistema altamente autônomo capaz de superar seres humanos na maioria das atividades de valor econômico. A empresa acredita que o GPT-6 Astra, lançado na semana anterior, iniciou esta nova fase tecnológica.
De acordo com informações do Business Insider, Greg Brockman comentou que este novo modelo poderá ser visto no futuro como um marco no surgimento da AGI, pois introduz um forte foco na execução de tarefas como agente, aprimorando a autonomia na utilização de ferramentas.
Contudo, a ausência de critérios definidos para este avanço tecnológico suscita questionamentos sobre o momento exato em que tal salto ocorrerá. O pesquisador Gary Marcus criticou Huang por não fornecer provas concretas que validem o lançamento do Astra como um marco, conforme alegado pela OpenAI.
Marcus argumentou que, utilizando padrões estabelecidos na ciência da computação, o Astra satisfaz apenas um ou dois requisitos, indicando que o modelo ainda está distante do nível necessário para ser classificado como AGI.
Sam Altman, CEO da OpenAI, manifestou a crença de que o termo AGI possui uma definição imprecisa e funciona primariamente como um conceito de marketing. Embora tenha reforçado a chegada da AGI, Brockman também observou que o término perdeu parte de sua importância após o fim das cláusulas contratuais que concediam à Microsoft exclusividade sobre as tecnologias da OpenAI até que a AGI fosse alcançada.
Essa não é a primeira vez que Jensen Huang aborda o tema; em março, ele já defendia que IAs seriam capazes de gerir, escalar e criar uma empresa de tecnologia avaliada em mais de US$ 1 bilhão (equivalente a aproximadamente R$ 5,1 bilhões), considerando isso um sinal de que a IA havia atingido um patamar superior.
No entanto, Marcus interpretou o otimismo de Huang como uma «tentativa de apropriação indevida de uma questão científica por decreto corporativo».
As empresas desenvolvedoras de Sistemas de Linguagem Grandes (LLMs), como a OpenAI, dependem de vastos volumes de aceleradores para treinar e operar seus próprios modelos, sendo a Nvidia uma fornecedora crucial desse hardware.
A alta demanda por capacidade computacional também se reflete nos resultados financeiros da Nvidia. No balanço divulgado em agosto, a companhia reportou uma receita trimestral de US$ 96,2 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões), superando em mais do dobro o valor registrado no mesmo período do ano anterior. Deste montante, US$ 89 bilhões (R$ 456 bilhões) foram provenientes do segmento de data centers e chips destinados à inteligência artificial.
Na mesma divulgação em que confirmou a chegada da AGI, Huang anunciou que outros 400 mil processadores gráficos da Nvidia entrariam em funcionamento na rede global.


