De acordo com um relatório recente do Centro de Pesquisa do Parlamento do Irã sobre a indústria automobilística, foram produzidos 926.000 veículos no ano iraniano 1404 (que terminou em 20 de março). Este número demonstra uma queda de 17,4% em comparação com o ano anterior.
Segundo a IRNA, uma visão geral da produção, importação, exportação e descarte de veículos antigos, apresentada no relatório do Centro de Pesquisa do Parlamento, mostra que em 1403 a produção atingiu cerca de 1.121.000 unidades, enquanto no ano passado caiu para 926.000, o que representa uma queda de mais de 17%.
Embora a queda na produção tenha várias causas, o fator mais significativo citado são as interrupções nas cadeias de suprimentos e vários desequilíbrios observados nos últimos anos.
Dinâmica de Importação e Exportação
De acordo com os dados estatísticos publicados, o volume de importação em 1404 atingiu cerca de 67.000 unidades, indicando um aumento de 6,3% em comparação com os 63.000 carros importados no mesmo período de 1403. No entanto, o valor de exportação em 1404 diminuiu 48% em relação a 1403. No ano passado, o valor das exportações nos setores automotivo e de autopeças foi de aproximadamente 65 milhões de dólares americanos, enquanto em 1403 esse valor era de cerca de 126 milhões de dólares.
O descarte de veículos antigos no ano passado foi de 204 unidades, menos do que as 350 unidades em 1403, refletindo uma queda de 41,7%.
Nova Política de Descarte
A política do 14º governo visa acelerar o processo de descarte de carros antigos. Nesse sentido, a Organização de Desenvolvimento e Modernização das Indústrias Iranianas (IDRO) recebeu a tarefa de implementar este plano. Graças às recentes emendas aos dispositivos executivos da Lei da Indústria Automobilística, espera-se que a capacidade anual do país de descarte ultrapasse 350.000 unidades.
Uma das mudanças mais importantes nas novas regras é a alteração relativa ao artigo 15. Anteriormente, era exigido retirar de circulação um carro a cada 12 produzidos. No entanto, de acordo com as novas emendas e a nota do artigo 10 da lei, essa proporção mudou para um carro a cada quatro, o que significa que os fabricantes devem compensar 25% de sua produção mensal através do descarte de modelos antigos.
Além disso, no setor de importação de automóveis, os modelos híbridos receberam 50% de isenção, e os carros elétricos nacionais receberam 100% de isenção das taxas de descarte, para facilitar a entrada de veículos ecológicos no país.
O fornecimento de recursos financeiros para o descarte de transportes antigos também contribui para a modernização da frota, a redução da poluição do ar e do meio ambiente, e a melhoria do gerenciamento do consumo de combustível.
