O Ministro das Finanças do Bengala Ocidental, Swapnan Dasgupta, apresentou um programa abrangente de reformas no evento Business Standard Roundtable, Bengal Beckons, na segunda-feira. Este programa abrange os setores de energia, centros globais de competência, startups e regulamentos de construção, à medida que o estado busca aumentar seu apelo para investidores.
Dasgupta observou que a reforma do setor de energia é um 'objetivo fácil' de alcançar. Atualmente, está sendo considerada uma política de 'Acesso Aberto' com o objetivo de reduzir o custo da eletricidade no estado. Ele enfatizou que investidores existentes e potenciais estão cientes da necessidade de redução das tarifas.
Explicando isso, Dasgupta esclareceu que o sistema de 'Acesso Aberto' dará às corporações o direito de comprar energia de qualquer fonte que melhor atenda às suas necessidades, incluindo fontes de outros estados. Isso é particularmente importante para data centers, que necessitam de água e eletricidade; ao mesmo tempo, ele garantiu que há água suficiente no estado.
Além disso, Dasgupta enfatizou a necessidade de desenvolver políticas para atrair Centros Globais de Competência (GCC) para o Bengala Ocidental e afirmou que as startups precisam de algum apoio. Ele acrescentou que é necessário 'integrar-se com a política nacional'.
Outra área onde, na opinião de Dasgupta, existe potencial para mudanças são os códigos de construção. Ele apontou que o coeficiente de área de piso permitido para hotéis no Bengala Ocidental é menor do que para edifícios residenciais, enquanto na maioria das outras regiões do país a situação é inversa.
O esforço de Bengala para atrair investidores está associado a restrições financeiras significativas. Embora incentivos sejam esperados 'nos próximos dias', Dasgupta apontou para as obrigações de dívida herdadas do estado. O governo iniciou o trabalho com uma dívida pública de 8 trilhões de rúpias. Ele comparou isso com Maharashtra, cuja dívida pública era de 9 trilhões de rúpias, mas observou que Maharashtra é uma empresa viável, enquanto Bengala ainda não demonstrou plena viabilidade.
Referindo-se ao apoio do Centro, Dasgupta relatou que tiveram sorte em incluir vários programas centrais em seu orçamento. Ele acrescentou que uma estimativa aproximada mostrou que o custo total dos recursos centrais que chegarão ao estado nos próximos sete ou oito meses é de cerca de 70.000 crore de rúpias.
Ele explicou que este 'jogo' baseia-se no objetivo do governo de estimular o crescimento do empreendedorismo, dos negócios e de qualquer outra forma de atividade econômica. O governo também aposta na atração de uma grande corporação na Índia que confie suas operações ao Bengala Ocidental. Ele não especificou o setor — seja produção, tecnologia profunda de alto nível ou outra coisa —, mas enfatizou que o avanço é crucial e eles farão tudo o que for possível para que isso aconteça.
A questão da terra assume aqui um significado enorme, e Dasgupta a descreveu como um problema grande, complexo e irritante devido às suas várias formas de arrendamento. Dasgupta reconheceu que é um problema com o qual o governo terá que lidar. Ele concluiu que 'estas são certas realidades do Bengala Ocidental com as quais devemos lidar. Devemos enfrentá-las de frente, caso contrário, não acontecerá'.
