Ministro das Finanças de Bengala Ocidental apela a grandes investimentos corporativos para o renascimento industrial do estado
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Ministro das Finanças de Bengala Ocidental apela a grandes investimentos corporativos para o renascimento industrial do estado

O Ministro das Finanças de Bengala Ocidental, Swapan Dasgupta, enfatizou em um evento do Business Standard’s Round Table West Bengal 2026 na segunda-feira que o estado necessita de investimentos significativos de grandes grupos corporativos para iniciar o renascimento industrial.

Ele observou que tais injeções podem ser direcionadas aos setores de produção, tecnologias avançadas ou quaisquer outras áreas, e que tal avanço é crucial para restaurar a confiança dos investidores na região. Dasgupta declarou: «Acho que este avanço é muito importante, e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que isso aconteça».

Segundo o ministro, Bengala Ocidental busca restaurar uma economia que anteriormente apresentava forte crescimento industrial. Ele explicou que, ao contrário de muitas outras partes da Índia, onde isso é uma experiência nova, para Bengala Ocidental trata-se de recuperar o bem-estar perdido.

A dívida não deve ser um obstáculo

Dasgupta argumentou que a dívida estadual, avaliada em 8 trilhões de rúpias, não deve, por si só, afastar os investidores. Ele comparou esse valor com o de Maharashtra, cuja dívida estadual é de cerca de 9 trilhões de rúpias.

O ministro esclareceu que a diferença não reside na dívida em si, mas em como a economia funciona nos próximos dias. Ele admitiu que Bengala Ocidental ainda não demonstrou o status de uma entidade totalmente viável, ao contrário de Maharashtra.

Além disso, o estado conseguiu atrair vários programas governamentais federais, que, segundo Dasgupta, podem trazer 70.000 crore de recursos federais para Bengala Ocidental nos próximos oito meses. No entanto, a atração de investimentos privados dependerá se as empresas acreditarão na sustentabilidade das mudanças no clima de negócios do estado.

Necessidade de mudança na cultura de negócios

Dasgupta também apontou que o governo terá que superar a cultura burocrática que, durante décadas, impediu a atividade comercial. Ele observou que a ideia de ser favorável aos negócios é um «produto estranho» para muitos aspectos do funcionamento do estado, e que, devido ao legado histórico, o estado terá que «fazer esforços adicionais».

A disponibilidade de terras foi citada como um sério obstáculo aos investimentos industriais. Na opinião de Dasgupta, a ausência de um mercado de terras funcional e a complexidade na obtenção de direitos de propriedade claros dificultam a aquisição de terras pelas empresas. Além disso, o estado precisa resolver a questão da Lei do Teto de Terra Urbana, que a maioria dos outros estados revogou, mas que continua em vigor em Bengala Ocidental.

Foco em produção e serviços

O ministro aconselhou Bengala Ocidental a continuar apoiando a agricultura, mas a intensificar o foco na produção e no setor de serviços como motores de crescimento. Ele lembrou que a produção em Bengala Ocidental teve bons momentos e precisa ser reativada, enquanto os serviços permanecem um desafio complexo.

Também foi destacada a necessidade de retornar profissionais qualificados, originalmente oriundos do estado, para Bengala Ocidental, bem como de fortalecer a pesquisa nas universidades estaduais. Dasgupta enfatizou que há um grupo de especialistas talentosos no estado, mas eles estão fora de suas fronteiras.

O governo está considerando expandir o acesso à eletricidade para a indústria, incluindo a permissão para as empresas obterem eletricidade de outros estados. Isso pode ajudar setores como centros de processamento de dados, que exigem um grande volume de energia disponível. Em conclusão, Dasgupta afirmou que Bengala Ocidental terá que agir rápido, mas com cautela, pois isso é um «ato de audácia». Ele garantiu ao público que as intenções do governo são claras: «quando dizemos que somos favoráveis aos negócios, queremos dizer isso, e faremos tudo ao nosso alcance para facilitar a vida deles e realizar um exercício de recuperação».

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