Lucros dos bancos de Macau diminuem 16,3% até julho devido ao aumento dos custos operacionais
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Lucros dos bancos de Macau diminuem 16,3% até julho devido ao aumento dos custos operacionais

Os resultados financeiros dos bancos de Macau apresentaram uma redução de 16,3% até o mês de julho, conforme dados oficiais divulgados. A principal causa desta diminuição foi um crescimento de 37,3% nos custos operacionais, que totalizaram 12,5 mil milhões de patacas, equivalentes a 1,33 mil milhões de euros.

De acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), o aumento mais significativo ocorreu nas provisões destinadas a cobrir possíveis prejuízos, que dobraram, atingindo 5,4 mil milhões de patacas (575,4 milhões de euros).

Este cenário ocorreu apesar de o crédito malparado no setor bancário de Macau ter recuado pelo terceiro mês consecutivo, caindo para 46 mil milhões de patacas (4,9 mil milhões de euros). Este valor está consideravelmente abaixo do pico de 57,8 mil milhões de patacas (6,17 mil milhões de euros) registrado em junho de 2025.

Os empréstimos vencidos representavam 4,4% do total dos empréstimos concedidos pelos bancos de Macau, o que representa uma ligeira queda de 0,7 pontos percentuais em relação a julho de 2025. Contudo, esta percentagem subiu para 4,7% quando se analisou o crédito direcionado a entidades ou pessoas fora da região chinesa.

É importante notar que a taxa de crédito bancário vencido em Macau está distante do recorde de 25,3%, alcançado em meados de 2001 durante a crise econômica global provocada pelo estouro da bolha especulativa das empresas de internet.

Mesmo com um aumento de 36% nas receitas de juros — a diferença entre os rendimentos dos empréstimos e as despesas com depósitos —, os lucros da banca local diminuíram, chegando a 12,1 mil milhões de patacas (1,29 mil milhões de euros).

Esta retração ocorreu mesmo após a AMCM ter autorizado três reduções na taxa de juro de referência em 2025. A última dessas reduções, de 0,25 pontos percentuais, foi implementada em 11 de dezembro, seguindo a política da Reserva Federal norte-americana.

Os empréstimos, que constituem a principal fonte de receita do setor bancário mundial, registraram uma queda de 3,4% em comparação com julho de 2025, totalizando 1,03 biliões de patacas (110,2 mil milhões de euros). Em contrapartida, os depósitos nos bancos de Macau cresceram 6,4%, atingindo 1,48 biliões de patacas (157,8 mil milhões de euros) no final de julho passado, segundo a AMCM.

Em 2025, os bancos de Macau geraram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas (782,9 milhões de euros), quase o dobro do resultado do ano anterior (um aumento de 92,7%). O ano considerado mais rentável para a banca da área administrativa especial chinesa foi 2020, quando os lucros se aproximaram de 17 mil milhões de patacas (1,81 mil milhões de euros).

Macau possui dois bancos emissores de moeda: a filial local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que faz parte do Grupo Caixa Geral de Depósitos. O BNU comunicou, em 12 de agosto, lucros líquidos de 225,3 milhões de patacas (24,2 milhões de euros) no primeiro semestre de 2026, o que representa uma queda de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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