Especialistas debatem quão próximos os robôs humanoides chineses estão de atingir um nível comparável ao do ChatGPT
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Especialistas debatem quão próximos os robôs humanoides chineses estão de atingir um nível comparável ao do ChatGPT

A China já detém uma posição dominante em termos de volume de fornecimento de robôs humanoides. De acordo com uma análise do Chatham House, traduzida pelo IPP, as vendas mundiais de humanoides no primeiro semestre de 2026 ultrapassaram 22.000 unidades, representando um aumento de cerca de 300% em comparação com o ano anterior. Cinco dos principais fornecedores são chineses, e a China responde por mais de 90% do total de dispositivos. No entanto, surge uma questão mais complexa: este volume é resultado de um avanço tecnológico ou é uma bolha aguardando o desenvolvimento de capacidades reais?

A aplicação atual desses robôs demonstra certas tendências. 33,6% das aplicações são destinadas a entretenimento e apresentações, e 27% à coleta de dados e pesquisa, somando mais de 60%. Os restantes menos de 20% são destinados à manufatura inteligente e logística de armazém. Na prática, isso significa que muitas máquinas ainda são usadas para coletar dados de treinamento ou para demonstrações públicas, e não para substituir turnos de trabalho em fábricas.

O progresso no hardware é observável, mas desigual. Por exemplo, a AgiBot declara um tempo de operação de até 10 horas com uma única carga, enquanto a Linkerbot anuncia um erro de localização do manipulador dentro de 0,2 milímetros e a capacidade de levantar cargas de até 30 quilogramas. A empresa Hikvision está implementando ativamente visão computacional tridimensional para determinar profundidade e coordenadas. No entanto, as demonstrações ainda enfrentam problemas como tempo de bateria, navegação autônoma, tomada de decisões de parada, manipulação fina e visão em condições de oclusão, o que foi notado mesmo nos Jogos Mundiais de Robótica Humanoide.

Os participantes do setor estão cada vez mais definindo o 'momento ChatGPT' para o humanoide como a capacidade do robô de realizar cerca de 80% das tarefas em um ambiente desconhecido, usando apenas comandos de texto ou voz, sem programação prévia específica para a tarefa. Os prazos para alcançar esse momento variam: o fundador da Unitree, Wang Xinsin, previa dois a três anos com um desenvolvimento favorável, ou cinco a dez anos no pior cenário; o presidente da ACE Robotics, Wang Xiaogan, aponta para o final de 2027. Além disso, os relatórios da própria Unitree mostram que a maior parte da receita provém de universidades e laboratórios, representando apenas cerca de 9% das vendas industriais, o que destaca a dependência do mercado de compradores de pesquisa e projetos subsidiados.

As políticas governamentais estimulam o desenvolvimento deste setor: os humanoides foram incluídos nas novas indústrias estratégicas da China para o período de 2026 a 2030, acompanhados por grandes fundos de inovação e esforços para estabelecer padrões. Nos mercados estrangeiros, também estão sendo discutidas regras de acesso para humanoides fabricados no exterior. Para os leitores da Pandaily, o teste prático é mais simples do que a análise de gráficos de avaliação: o momento será evidente quando uma máquina Unitree ou AgiBot puder entrar em um novo cômodo e executar a maioria das novas tarefas por instrução de voz. Até lá, a liderança em fornecimento é necessária, mas não é suficiente.

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