A equipe 100 Thieves sagrou-se campeã do VCT Americas Stage 2 ao vencer a LOUD na grande final realizada neste domingo, dia 6, em São Paulo. Com esta vitória, a 100 Thieves garantiu seu segundo título consecutivo na temporada, somando-se ao troféu da EWC.
Apesar da derrota, a LOUD conclui sua participação no torneio com uma recuperação notável. A equipe brasileira alcançou a decisão da lower bracket e teve que enfrentar duas séries MD5 consecutivas antes de chegar à final. Tanto a LOUD quanto a 100 Thieves agora direcionam seus esforços para o Champions Shanghai.
Um dos maiores obstáculos enfrentados pela LOUD foi o breve período de descanso entre as partidas. Os jogadores relataram que terminaram o quinto mapa da rodada anterior por volta das 22h e tiveram que acordar às 7h para se preparar para a final. Devido ao pouco tempo disponível para ajustes, as modificações táticas precisaram ser implementadas praticamente 'no freestyle', conforme mencionado pelos atletas.
Mesmo sentindo a frustração pelo vice-campeonato, Luke enfatizou a magnitude da recuperação construída durante os playoffs. Ele declarou: “A gente vai olhar para trás e pensar: olha a corrida que a gente fez.” Luxô também expressou a crença de que a campanha ainda não reflete todo o potencial da equipe. Antes do Champions, o foco será expandir o repertório de mapas e corrigir aspectos específicos do jogo, mostrando confiança na possibilidade de a LOUD figurar entre as primeiras posições em Xangai.
Darker, que havia sofrido derrotas antes de ingressar no Tier 2, comentou sobre o significado da jornada e citou Faker como modelo para sua trajetória profissional, visando conquistar diversos títulos mantendo a representação de seu país. Para Davi, a classificação possui um caráter histórico, pois ele será o primeiro jogador português a participar de um Champions de VALORANT.
Em contraste, a 100 Thieves chega ao Champions em excelente forma. Após conquistar o título da EWC, a equipe também venceu o Stage 2 das Américas. Asuna, que faz parte da organização há seis anos, foi eleito MVP da final. Durante a temporada, ele precisou se ajustar ao papel de duelista principal e creditou parte do êxito à coesão do elenco, brincando: “Through the power of friendship, we prevailed”.
Cryo ressaltou a importância de obter dois campeonatos seguidos, enquanto Martino descreveu a disputa contra a LOUD como a série mais desafiadora que já vivenciou. Martino comentou sobre a evolução da LOUD, afirmando: “Estou realmente chocado com o quanto eles melhoraram ao longo do ano”. Bang, por sua vez, apontou o alto volume de treinamento como um diferencial da campanha, sentindo que o esforço da temporada está finalmente gerando resultados.
A comissão técnica da 100 Thieves optou por não realizar alterações drásticas na preparação pré-Champions, resumindo sua metodologia com a frase: “se está funcionando, está funcionando”, priorizando a confiança interna e prevenindo que expectativas externas afetem o trabalho. Para Asuna, Xangai representa uma chance de reverter o desfecho de temporadas passadas, esperando que o Champions seja o “happy ending” que faltou anteriormente, quando bons desempenhos culminaram em decepção.
A LOUD também encara o Mundial com grandes expectativas. Apesar de possuir um time jovem e ainda abaixo do que os próprios jogadores consideram seu auge, a luta pela lower bracket e a chegada à final das Américas demonstraram uma rápida evolução. O título da 100 Thieves simboliza o encerramento de um ciclo do VCT Americas, iniciando com um confronto entre a equipe norte-americana e terminando com a organização novamente em destaque, desta vez com o troféu. Assim, 100 Thieves e LOUD deixam São Paulo como adversárias, mas prosseguem para Xangai com o mesmo objetivo: disputar o principal título da temporada de VALORANT.
